@thenewssports_ um foi um pisão e o outro um desarme, nesses lances não teve nada. O maior problema foi o goleiro que foi bem no 1° tempo virar um mão de pau
@Centraldoocec A gente só pensa nisso por que os dois do Santos na época comeram a bola depois também, se eles não viram nada todo mundo cai xingando falando que o Dunga queimou os dois
É impressionante como parte do noticiário escolhe as palavras para esconder o que realmente aconteceu.
Ontem, a aula de Fernando Haddad na Unicamp não teve uma simples “confusão entre manifestantes”. Um grupo organizado ligado ao MBL entrou em uma atividade acadêmica para interromper, provocar, gritar acusações e impedir que Haddad continuasse falando.
Isso tem nome: ataque político e tentativa de silenciamento.
Haddad não estava agredindo ninguém. Estava dando uma aula sobre os desafios econômicos e sociais do Brasil. Não era uma briga, um confronto marcado ou um encontro casual entre dois grupos. A ação começou quando integrantes do MBL decidiram invadir o espaço do debate para produzir tumulto, filmar a reação e depois se apresentar como vítimas.
Esse é o método do MBL: provocar, constranger, invadir espaços e transformar agressividade em conteúdo para as redes. Fazem isso em universidades, eventos políticos, manifestações, atividades culturais e até contra pessoas em situação de vulnerabilidade. Depois, parte da imprensa chama tudo de “confusão”, como se todos tivessem a mesma responsabilidade.
Não tinham.
Quando um grupo se organiza para perseguir uma liderança em diferentes eventos, interromper sua fala e intimidar quem está presente, não estamos diante de um debate democrático. Estamos diante de uma estratégia autoritária para impedir o outro de falar.
E é preciso reconhecer a serenidade de Haddad. Mesmo atacado e provocado, ele não perdeu o tom, não abandonou a aula e não entregou ao MBL o espetáculo que eles foram buscar.
A democracia não exige tolerância com quem transforma provocação, intimidação e tumulto em método político. Nomear corretamente o que aconteceu também é uma forma de impedir que esse tipo de violência seja normalizado.