Eu não ia trazer minha resenha para cá, pois ela é enorme... Mas, como tenho visto muito fandom de Lestat, aqui vai meu parecer sobre a terceira temporada:
Para quem me acompanha há mais tempo, sabe que logo eu completo duas décadas de amor incondicional pelas Crônicas Vampirescas, e ainda me lembro da euforia de quando a Anne voltou a lançar livros do Lestat, ou de quando surgiu o burburinho da série - que eu não levei fé que teria.
Quando foi revelado o cast, enredo e trailers, fiquei eufórica. Corri assistir episódio por episódio, completamente inebriada pelas atuações magistrais de Jacob, Sam e depois das duas atrizes da Cláudia.
Entrevista com o vampiro nunca foi meu livro favorito porque Louis nunca foi favorito, tampouco Cláudia. Porém, com as duas temporadas, isso mudou. Sou apaixonada pelo Louis do Jacob, consigo ver o personagem em sua completa essência, e as atrizes da Cláudia me fizeram gostar de uma personagem que sempre detestei.
Sam como Lestat não tem nem mesmo o que dizer, e consegui me acostumar rápido com o Daniel mais velho. Já Armand... como seu personagem ficou "escondido" por um bom tempo, eu demorei para gostar da adaptação dele. Entretanto, dei um voto de confiança porque gostei do ator.
Então, maratonei ontem todos os episódios da terceira temporada. Enquanto as duas são 10/10, devo dar 8/10 para a terceira temporada, e muito se deve AO MEU GOSTO PESSOAL.
Primeiro... O Vampiro Lestat é meu livro favorito das Crônicas Vampirescas. Aliás, todas as cenas da velha Paris, com os Filhos de Satã, o Teatro dos Vampiros e Lestat em sua transformação, além de quando ele encontra Marius e conhece Aqueles Que Não Devem ser Nomeados... são minhas partes favoritas do livro, e elas simplesmente não existem no seriado. Não da maneira como foi escrito. E tudo bem, é gosto pessoal e expectativa, faz parte.
Gostaria sim que tivessem abordado.
Sinto que a abordagem do tempo presente foi impecável. Lestat visceral em suas divagações, paranoias, traumas e impulsividade única. Louis - merecidíssimo - teve mais tempo de tela do que no livro, e espero que sempre possam fazer isso com ele. Louis merece seguir como protagonista junto a Lestat.
Nessa nova temporada, também amei Armand. Maligno com sua fala mansa, suas maneiras angelicais, olhares profundos e manipuladores, e um vitimismo sofisticado que quase faz o manipulado se sentir o errado da história. Tanto o ator quanto quem escreveu o personagem na série merecem méritos, pois foi de uma sutileza ímpar... que, quando se revelou naquela cena das cabeças, eu pude ver o Armand dos livros, não um vilão caricato. Aquilo... Aquilo é o Armand em sua essência acreditando fazer o perdoável e correto quando se fala sobre amor e ódio. Ele irá machucar, torturar, matar, e então, com seu olhar de dor, fala mansa e pedidos de perdão, tentará te convencer que é amor. (meu segundo tóxico favorito das crônicas).
Jacob como Louis segue incorporado. Com sua dor humana na expressão. Mas, aqui, tivemos um crossover com o livro Merrick (adorei a escalação da atriz, como eu imaginava), e tivemos a cena das verdades de Cláudia. Gostei que usaram linhas verdadeiras do livro em suas falas, nunca me esqueci do que Cláudia escreveu - sobre usar Louis por ele ser mais maléavel que Lestat - e de novo, a atriz é impecável.
Entramos em Sam. Pra mim, é possessão. Lestat possuiu esse homem. É inegável a entrega nesse papel, no palco, nas falas, nas divagações. Porém, preciso enaltecer DUAS cenas: a do carro, quando ele enlouquece e sofre um acidente. E quando Louis descobre sobre Gabrielle. Aquela vulnerabilidade é tão Lestat que doeu.
Louis e Lestat exalam química. Eu assistiria uma temporada só dos dois conversando e brigando.
Daniel teve mais tempo do que nos livros, gosto do personagem... mas sinto que já está sobrando. Precisa ter uma trama mais firme com Armand, mas não sei se isso acontecerá.
Gostei muito também do pouco tempo de Nicolas. Gostaria de ter visto mais, uma vez que adorei o ator.
E então, entramos nos motivos que me levaram a tirar a nota máxima: adaptação do passado e Gabrielle.
Gabrielle está intragável como Gabriella.
Gabrielle, nos livros, foi uma mulher forçada a se casar, ter filhos e definhar naquele castelo aos pedaços. O vampirismo veio como liberdade, e Gabrielle, por ser um nome tanto masculino quanto feminino na europa, caiu como uma luva à personagem que, ao se tornar vampiro, se desprendeu de conceitos humanos e se tornou apenas a natureza vampírica, vivendo de forma crua e real. Ela perdeu o interesse por afeto, por relações humanas, e foi um dos motivos que se afastou do próprio filho e se tornou parte do mundo.
Então... acharam de bom tom transformá-la em uma mulher que fica rindo pelos cantos (isso me irritou) e manter relações altas e o tempo todo, além de uma relação incestuosa com Lestat. Sim, no livro nós tivemos um pouco dessa relação, mas foi ali, naquele momento de transformação... e acabou. Aqui, eles esticaram até se transformar em um "Lestat é assim porque tem problemas maternos".
Lestat nunca teve problemas maternos. Lestat assim por traumas que vem desde sua criação, tentativa de ser padre, as bruxas, a fuga para Paris, o abuso por Magnus, Nicolas e sua loucura... Gabrielle sempre foi vista como a versão feminina do Lestat e, depois de transformada, uma versão liberta que se desprendeu dele. Achei de péssimo gosto fazer parecer que Lestat queria A grande conversão porque Gabrielle quis, que seus problemas eram todos derivados da sua dependência materna - ele nunca foi depende da mãe.
Isso até agora não me desceu, achei a pior adaptação da série até o momento. Terrível, preferia que nem tivessem citado a Gabrielle! hahaha
Lestat tem diversos problemas a serem trabalhados, e nenhum é sobre a mãe.
O que entra na falta de adaptação do seu arco. Se tivessem reduzido os risos e pegações com a Gabrielle, teria dado tempo de ter contado sobre seu passado de forma linear desde a infância com as bruxas, irmãos, lobos, fuga, teatro, magnus, nicolas, los innocents, a transformação da mãe, etc... Assim, não seria também necessário ter gastado um episódio inteiro para explicar em diálogos expositivos o trauma e dependência emocional com a mãe... Todos os traumas teriam sido mostrados, e o espectador teria entendido. O famoso show me, don't tell me, né? Acho que faltou recurso financeiro (só pode). Enfim, isso me incomoda muito.
Incomodou também como decidiram adaptar o arco de introdução de Akasha. Existe toda uma mitologia misteriosa sobre os Pais. Sobre como eles devem ser mantidos em luxo, segredo e zelo. Marius sempre carregou um fardo pesado por manter sigilo e ser aquele que os guarda. Um intelectual que abriu mão de muito para manter Akasha e Enkil... para ser apresentado como um velho meio maluco, morando num lugar sujo e velho, e que se esqueceu de Enkil no sol (quase eu fui de arrasta nessa cena também), e então, sem mais nem menos, deixa os pais com um desconhecido - Lestat - para sumir por aí.
Pelo amor de Deus, não precisam ser fiéis ao livro, mas era essencial esse zelo e cuidado com os Pais... fazia parte da mitologia e, portanto, ao ter uma música sobre a Akasha, levantaria uma revolta entre os Velhos, que conhecem a história e mantêm o segredo dos Pais... não teve nada disso.
Akasha foi introduzida de qualquer jeito.
Ainda assim, com poucos minutos de cena, a atriz da Akasha BRILHA, é impecável e roubou toda a atenção. Por causa dela, e claro, do restante do elenco, eu tenho muitas expectativas para a próxima temporada, que espero que seja bem feita e com menos lacunas, pois é o cerne da mitologia que a Anne Rice criou.
Por fim, ainda vale a pena.
Gostei, esperava mais... e fiquei com a sensação de que cenas foram cortadas ou vão aparecer futuramente, pois muitas coisas do passado do Lestat foram citadas ou mostradas em flashs de segundos. Cortaram? Deixaram para o futuro?
O que me causa a impressão também é que, quem não leu o livro, ficou perdidinho com o passado do Lestat. Terminou a série sem entender quem era Marius para Armand, como Gabrielle conhecia Marius no passado (já que ela cita tio Marius kkk) e todas essas ligações que seriam claras se os Filhos de Satã do Armand tivessem sido introduzidos. Por exemplo, fica claro que Armand estava com Lestat e Gabrielle no passado (é mostrado na cena do Teatro). Mas, como se conheceram? Como era a relação deles? Bem, para quem não leu o livro, fica aí na sua imaginação hahahahahha então, eu fiquei confusa se quem não leu, entendeu o passado.
O mesmo vale para quem é Marius.
Ainda tenho alguns pontos que me incomodaram, mas vou parar por aqui pois já me estendi demais.
É de fato muito boa, mas deixou a desejar em alguns pontos que espero que melhorem na próxima temporada, pois é injusto ter atores tão incríveis e não manterem o nível né?
Dito isso, 8/10 porque vi meus amores (Lestat, Louis e Armand) praticamente em carne e ossos nessa temporada e eu, maluca pelas Crônicas, virei a noite com eles.
OBS: Podiam ter colocado o título da série como Crônicas Vampirescas. Sei que poderiam lembrar de Diários de um Vampiro, porém... Acho lindo o nome da série de livros.
É isso.
E um palpite meu é que vão misturar os livros O Vampiro Armand com A Rainha dos Condenados e se duvidar um pouco do Sangue e Ouro.
E se tiver uma quinta temporada, farão uma mescla de O Ladrão de Corpos com Memnoch, fechando assim a série.
OBS2: Notaram a citação de Blackwood como sobrenome do Lestat? Gostei que puxaram a Fazenda Blackwood ali.
La forma en que por un momento Carol quiso ejercer fuerza al poner su mano en el cuello de Therese pero se acordó que es una dulce princesa delicada y decidió hacerlo con suavidad
comecei a assistir essa série de legalmente loira e mds a Elle tem muita química com essa menina estranha mas a prime não tem culhão e não faria a personagem principal ter um relacionamento lésbico
96 anos de Oscar. NOVENTA E SEIS ANOS DE OSCAR. Apenas 6 atores negros venceram nas categorias principais. E vocês acham mesmo que eu vou ficar tacando hate e espumando com a vitória do Michael B Jordan. Não contem comigo nunca!!!
imagina fazer uma porra dessa em 1982 eu sinceramente num tenho nem como ousar comparar qualquer outro artista com esse maluco do caralho simplesmente o rei do pop do marketing do passinho do entretenimento de tudo
Tenho o medo irracional de morrer de forma misteriosa e esses criador de conteúdo de true crime fazer vídeo me descrevendo como uma menina doce que era bondosa com todos e fazia amigos por onde passava