O Brasil levou anos discutindo como regulamentar as apostas esportivas. O Congresso aprovou, o governo regulamentou, empresas pagaram para operar legalmente no país, fizeram investimentos e passaram a cumprir regras de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor.
Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório.
Nenhuma regulamentação é intocável. Se existem problemas, as regras precisam ser aperfeiçoadas. Se precisam ser mais duras, que sejam. Quem descumpre a lei deve ser punido. Mas existe uma diferença fundamental entre aperfeiçoar uma regulamentação e simplesmente desmontá-la.
Isso é uma questão de segurança jurídica.
E segurança jurídica não interessa apenas às empresas de apostas. Interessa a qualquer pessoa, empresa ou instituição que invista, contrate e faça planos de longo prazo no Brasil confiando nas regras estabelecidas pelo próprio Estado.
A mudança atinge em cheio o esporte brasileiro.
Uma decisão dessa dimensão afeta o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos.
O esporte brasileiro não pode ser analisado apenas a partir da realidade financeira dos clubes de maior receita. E não são atingidos apenas os clubes, é uma cadeia que recebe um impacto imediato: empregos diretos e indiretos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas, prestadores de serviços e toda uma cadeia econômica.
Atinge também a arrecadação pública. O mercado regulado gera recursos por meio de impostos e das destinações previstas em lei, que chegam aos cofres públicos e são destinados a áreas de interesse da sociedade.
Enfraquecer o mercado legal pode produzir uma combinação especialmente ruim: menos recursos para o esporte e menos arrecadação para o país.
E o brasileiro ficará mais protegido? Essa talvez seja uma das perguntas centrais dessa discussão.
Proibir as empresas que operam legalmente não significa acabar com as apostas. O jogo não desaparece e o mercado clandestino, que representa parcela expressiva da atividade, vai crescer e ocupar esse espaço.
Pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 em todo o país com 2.291 apostadores, aponta a presença relevante de práticas associadas ao mercado ilegal. Estudo da LCA Consultores, baseado nessa pesquisa, estima que entre 38% e 44% do valor apostado online no Brasil ocorra atualmente em plataformas clandestinas.
Há um dado particularmente importante: a participação estimada do mercado ilegal caiu depois da regulamentação, passando daquela faixa de 41% a 51% em 2025 para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026.
O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar.
E o resultado pode ser menos segurança para quem investe, menos recursos para o esporte e para o país e menos capacidade de fiscalização sobre a atividade.
O Brasil precisa combater o jogo ilegal.
Precisa proteger sua população.
Mas também precisa preservar a segurança jurídica, a capacidade de investimento e a sustentabilidade de suas instituições esportivas.
O esporte brasileiro não pode ser enfraquecido por uma decisão que não elimina o jogo, não elimina o mercado ilegal e ainda coloca em risco os investimentos, os empregos e os compromissos construídos dentro das regras que o próprio país estabeleceu.
Que retrocesso. Se querem reduzir o limite, poderiam ao menos adotar algo parecido com o modelo inglês, em que a FA estabelece critérios de elegibilidade com base em nível da liga de origem, minutagem, seleção e competições disputadas. Em vez de barrar jogador bom por uma cota arbitrária, você limita a entrada de bagres e preserva espaço para quem realmente eleva o nível do campeonato.
HISTÓRIA | Em 1977, o Flamengo foi à Justiça para impedir que um Fla-Flu fosse transmitido de graça para todo o Brasil
Naquele 15 de novembro, a TV Educativa entraria no Maracanã, geraria as imagens e distribuiria o sinal para outras emissoras. O clube, presidido por Márcio Braga, conseguiu uma liminar que impediu a entrada dos equipamentos de televisão no estádio.
O motivo era simples: o Flamengo queria ser remunerado pela transmissão de seu próprio produto. “Ninguém queria pagar. Se transmitia de graça, por que iam pagar?”, relembra Márcio Braga quase cinco décadas depois.
Na entrevista concedida ainda em 1977, em meio à repercussão da decisão, o dirigente defendia que a medida não era contra a televisão: “É a favor das televisões, a favor do futebol”.
Hoje, ao recordar o episódio, Márcio Braga encerra com uma provocação que ajuda a dimensionar aquela disputa: “Quanto é que o Flamengo recebe hoje de direito de imagem?”.
🎥 TV Globo / Antenados do Futebol
#MuralDaNação #Cobertura
Gestores vem, vão, vencem, perdem, acumulam recordes, amargam fracassos e o nome no papel continua o mesmo. Clube de Regatas do Flamengo.
Entre o meio termo, jamais deverá prevalecer a vaidade do associado ter o “direito” de tocar a máquina mesmo que não tenha competência para.
Tenho minhas ressalvas com relação ao que já disse aqui e outras que não me cabe mencionar diretamente aqui, mas acredito que o melhor para o futuro do Flamengo seja a APROVAÇÃO da proposta de reforma estatutária.
O Flamengo não pode mais se submeter ao pouco, que sejamos mais.
alicerce para que o Flamengo não regrida, não volte a ser aquilo que era (mesmo que vitorioso) nas gestões passada. Com o uso incompatível da máquina a interesses próprios e, de uma vez por todas, blindando o futebol de interesses externos.
ao corpo profissional ou até mesmo, a depender da questão, possuir pela vontade da maioria absoluta, a prerrogativa de se fazer cumprir por ato de ofício. Mas isso fica mais pra frente.
Essas mudanças não tornarão o Flamengo um clube melhor que já é hoje, mas elas servirão de
Quem tocará o Flamengo será a direção profissional, quem terá o poder sobre essa direção será o presidente do conselho gestor (atual CoDi) bem como quem continuará anuindo e fiscalizando tal conselho será o CoDe. Que poderia ser conferida mais prerrogativas como barrar indicações
Alguns pontos me agradam muito, outros estão lá para inglês ver (entendo a questão do choque imediato e na mediação dos eleitores) como o tempo de quarentena ínfimo.
Mas o ponto é; Embora todas as mudanças estruturais, ainda temos um Flamengo controlado pelos associados.
Amanhã será decidida a institucionalização ou não do modelo de governança profissional do Clube.
Modelo esse que encerra um centenário ciclo de gestão limitada a associados e transfere a gestão do Flamengo para pessoas além do suposto notório saber. Profissionais do ramo.
Nunca na história desse campeonato houve algo desse jeito, os caras tem decisões a favor dia sim, dia não, surreal. Não existe em nenhum lugar do mundo o que a cabine do VAR faz pelo Palmeiras.
O que o Dani Lavi faz aqui é a famosa falsa simetri - nem estou fazendo juízo de valor da questão do Fla - mas é bom lembrar que o jornalista não questionou o André Sica, como bem lembrou o @urubuclube, advogado contratado pelo Palmeiras, mas que continuou atuando em diversos outros clubes. E pior, era o jurídico da Libra na briga com o Flamengo em 2025.
O Flamengo foi indicado ao prêmio de Clube do Ano no Ballon d'Or 2026.
O Rubro-Negro concorre contra PSG, Arsenal, FC Bayern e FK Bodø/Glimt
O vencedor será anunciado no dia 26 de outubro de 2026, em Londres.
A verdade é que essa caçadora de dote não fez absolutamente nada demais em relação a gestão ao Galiotte. Só deixou o barco profissional rodar e usar o cargo como autopromoção. E agora que viu que não vai pra 3° reeleição, arranjou um clube pra ela continuar em evidência
A não-expulsão de hoje foi mais uma com consequências físicas. Time suou sangue até o apito final num campo encharcado e agora sobe o morro. Partidas contra Cruzeiro e Mirassol também teriam sido mais leves, especialmente o jogo de ida das 8as pq a solada do M.Henrique foi aos 10