vcs nao tao entendendo o desespero de ver só direita conservadora ganhando em tODO TIPO de cargo mds vai se fude nao existe mais esperança nessa espelunca de país
O NMIXX foi confirmado como convidado especial do Bloco da Pabllo em São Paulo!
🗓️ Data: 16 de fevereiro
📍 Local: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral)
🕐 13h
Gente, por causa do caso do Orelha fui pesquisar o que aconteceu com os 3 caras que botaram fogo e mataram o indígena há uns anos atrás.
Os três estão concursados e ganhando mais de 10 mil por mês.
Não cumpriram nem metade da pena em regime fechado.
Levam vidas normais.
Two rich Brazilian serial killers ran away to #USA🇺🇸 for vacation after torturing dogs. In USA 🇺🇸 we charge young people as adults in a case such as this, where highly educated older teens hammer nails in a dogs head. Why the pro criminal policy in #Brazil 🇧🇷? Sign petition for #justicapororelha
#Justicaporpretinha 🇧🇷
https://t.co/PiBFEIBArq
Luana Piovani se posiciona sobre o caso do cachorro “Orelha”:
“Oque é deles ta guardado, porque esses pais vão responder criminalmente, fora isso esses meninos vão ser lembrados para sempre por isso, aonde eles tiverem vai ter uma laranjinha podre, uma vaia, eles estão bem amaldiçoados pelo próprio karma deles.”
O Orelha não virou símbolo só porque era um cachorro.
Virou porque ele era, há anos, um pacto vivo de convivência: um cão comunitário, cuidado por gente diferente, num lugar que se reconhecia nele.
O caso, em Santa Catarina, ganhou essa dimensão justamente porque não fala apenas de maus-tratos: fala de poder, impunidade percebida e da maneira como a nossa ideia de justiça muda conforme quem está no centro da história. O pacto foi quebrado.
A própria investigação virou campo de disputa, com familiares/adultos sendo indiciados por coação de testemunha. Esse detalhe importa porque ele muda o foco do “ato” isolado para o “entorno” que tenta controlar narrativa e responsabilidade. Portanto, não é só o que aconteceu com o Orelha, é o que tentaram fazer depois que aconteceu.
Aí entra o primeiro ponto espinhoso: adolescência.
Muita gente usa a palavra como escudo automático, como se “ser menor” fosse sinônimo de não-responsabilidade. Não é. O sistema brasileiro não é cego ao dano: ele só opera com outra lógica, que não é a da punição adulta, e sim a de responsabilização com medidas socioeducativas (e isso pode incluir restrição de liberdade, dependendo do caso e da decisão judicial).
Só que a sociedade, com razão, fica desconfortável com a distância entre a dor concreta (o animal morto, a comunidade ferida) e a ideia de que o Estado talvez responda com algo que, aos olhos do público, parece “pouco”. Esse é o limite estrutural da justiça: ela não foi desenhada para produzir catarse. Ela foi desenhada para produzir rito, prova, contraditório e decisão. E, mesmo quando decide, nem sempre parece “suficiente” para quem sofre.
Só que o debate real não é “medida socioeducativa é fraca ou forte”. O debate real é: para quem ela é fraca e para quem ela é forte.
Porque, no Brasil, a pergunta que não cala nunca é: se fossem adolescentes pobres, sem sobrenome, sem advogado influente, sem rede de proteção, a velocidade da investigação, a cobertura, o tom das autoridades, o destino do caso e a confiança pública seriam os mesmos? A sensação coletiva de impunidade não nasce do nada. Ela nasce da experiência acumulada de ver que alguns atravessam o sistema como se ele fosse maleável, e outros são triturados por ele como se ele fosse automático.
E aqui, quero me apresentar. Ao longo de alguns anos, me dediquei a trabalhar dentro e fora do sistema socioeducativo, acompanhando, atendendo e sendo professor de milhares de adolescentes em conflito com a lei. Conheci de perto suas trajetórias, seus medos e também as falhas estruturais do sistema.
A reação pública costuma ser muito mais dura, imediata e punitivista quando o adolescente é negro e periférico, mesmo antes de prova, mesmo antes de sentença, mesmo quando o crime é outro. Para um grupo, a sociedade pede “prisão”. Para outro, pede “entender o contexto”. Para um grupo, a mídia pergunta “quem falhou na família?”. Para outro, a mídia pergunta “que monstro é esse?”. O mesmo país, duas gramáticas morais.
O caso Orelha escancarou isso por contraste. Porque ele mobilizou gente que, em muitos outros temas, costuma tratar violência como estatística. Aqui, não foi estatística. Foi rosto, foi rotina, foi um símbolo local, foi identificação. Os protestos e pedidos de justiça revemlam uma comunidade tentando dizer: “não normalizem”.
Mas também revela um risco: a comoção virar atalho para soluções que a gente só aceita quando convém.
“Reduz maioridade”, “cadeia neles”, “tem que dar exemplo”.
A pergunta honesta é: a gente quer um país que funcione melhor para todo mundo, ou só quer um país mais cruel quando a raiva encontra um alvo? Se a resposta for “melhor para todo mundo”, então o caminho não é só aumentar punição.
É garantir investigação séria, proteção de testemunhas, responsabilização proporcional, e medidas que realmente interrompam a repetição. Quando aparece indício de coação, por exemplo, a prioridade vira proteger o processo, porque sem processo protegido, não existe justiça, só existe narrativa.
No fim, o Orelha vira espelho. Ele devolve uma pergunta que incomoda: por que algumas violências finalmente nos atravessam, e outras não? E a resposta quase sempre passa por privilégio.
Se a sociedade exige resposta quando a vítima é um cão comunitário que a cidade amava, ela tem que exigir com a mesma força quando a vítima é um jovem negro (ou não) desconhecido que a cidade aprendeu a não amar.
#justicapororelha
🇧🇷 #justicapororelha Dog in #Brazil 🇧🇷
"Imagine hammering nails into a human being's head, beating them to death with clubs, and competing to see who can hit harder—that's exactly what those scumbags, spoiled rich kids, daddy's boys, did to a defenseless little dog, and they did it to others too," @RonaldoEsteves2 .