Desonestas abertas
Escaldadas
escadas tortas e penetras
ensino sentido em vão
porão vai de rés apenas
depois sentindo o chão que não
está
ar coitado encostado
no fio do frio do outono
livre pássaro voa
nem que diga nós
que toma e roa
que dê e tire
que morda a aranha
carnívora desmembra
sonhos sonhados em tempos fechados descalço aquece o núcleo
que amarra
ampara
que liga e separa
a vida da morte
o entretanto sem tampa
por escrever
por ouvir
por sorrir
e amar
um dia verás sobretudo
terás redoma serás breve
e infinito sem forma
voraz
atrás névoa delicada sem cara
adeus para
que sempre que nunca acabe
fica.
This show of shadows
And superficial desires
Voided of meaning
And brimming of near truths
The pretentious unpretentious
Of what once felt
Was an appropriate part.
One can’t dialogue eloquently, language is a very imperfect tool. Too many possibilities, so many misunderstandings. Conflicts, disappointments, assumptions. Two sided monologues, accusations. Broken hearts.
One may write, paint and draw. Mostly, conversations are attempted in one’s mind, back and forward, iterating over thousands of possibilities, the outcome is most often the same: