Há 10 anos aconteceu uma daquelas histórias que só as Olimpíadas podem proporcionar: Thiago Braz e o Ouro HISTÓRICO com recorde olímpico no Salto com Vara. Thiago teve O DIA DA VIDA quando mais precisava.
Frustração de Lavillenie, festa de Thiago e da torcida brasileira no Engenhão.
Momento eternizado na voz de Milton Leite!
📽: SporTV
gente desculpa mas a primeira dama do sir hamilton serviu muito cunt e peitos fartos na sua estreia no paddock temos que admitir não é qualquer uma que sustenta
The first Brazilian to reach the Roland-Garros Boys' singles final in 59 years: Luis Guto Miguel 🇧🇷
Will face Michael Antonius (USA) for the title on Saturday.
#RolandGarros
chorando com essa mini querida emocionada falando do quanto a mãe dela trabalha pra sustentar ela e a irmã e, por isso, não conseguiu ir assistir à sua apresentação, mas que se conforta por ter a avó presente 😭
Durante décadas, o autismo foi considerado uma condição rara e pouco compreendida. Quando a psicóloga britânica Uta Frith iniciou suas pesquisas nos anos 1960, muitos especialistas ainda classificavam o quadro como “psicose infantil”. Ao longo de sua carreira, ela ajudou a transformar essa visão. Frith foi uma das responsáveis por difundir a ideia de que pessoas autistas podem ter dificuldade em compreender pensamentos e intenções de outras pessoas, conceito conhecido como Theory of Mind, além de contribuir para derrubar a antiga crença de que o autismo seria causado pela falta de afeto dos pais.
Nos anos 1980, pesquisadores como Lorna Wing defenderam que o autismo não era uma condição única, mas um espectro com diferentes graus de manifestação. Esse modelo passou a incluir casos semelhantes aos descritos pelo médico austríaco Hans Asperger, de pessoas inteligentes e com linguagem fluente, mas com dificuldades sociais. A ideia ampliou a compreensão do fenômeno e permitiu identificar indivíduos antes ignorados.
Hoje, porém, a própria Frith questiona esse modelo. Para ela, o espectro foi ampliado demais e corre o risco de perder utilidade clínica. Características que antes poderiam ser vistas como traços de personalidade, como timidez intensa ou sensibilidade a ruídos, passaram a ser frequentemente associadas ao autismo.
Os números refletem essa mudança. Na Inglaterra, o diagnóstico passou de cerca de 0,1% da população em 1998 para aproximadamente 1,33% em 2024. Segundo Frith, esse aumento ocorreu principalmente entre jovens e adultos com quadros mais leves, enquanto os casos clássicos diagnosticados na infância permaneceram relativamente estáveis.
A pesquisadora aponta dois problemas principais. O primeiro é científico: como o autismo não possui biomarcadores, ou seja, não há exame de sangue ou teste definitivo, critérios amplos podem misturar condições diferentes, dificultando a pesquisa. O segundo é social: a expansão do diagnóstico pode acabar desviando atenção e recursos das pessoas com autismo mais severo, que precisam de apoio muito maior.
Por isso, Frith sugere repensar o modelo atual. Em vez de um único espectro muito amplo, ela propõe identificar subgrupos mais específicos, diferenciando melhor o autismo infantil clássico, quadros semelhantes à síndrome de Asperger e outros perfis relacionados à hipersensibilidade social ou sensorial. Para ela, redefinir essas fronteiras pode ser essencial para que o diagnóstico continue sendo útil na ciência e na medicina.