Nada contra o Chorume. Muito pelo contrario. Mas vou usa-lo de exemplo pra falar sobre algo que têm ocorrido e me incomoda bastante:
Estamos vendo uma multidão de GAROTOS querendo pautar uma trajetória entre dois jogadores que durou quase 2 décadas. Esses garotos NÃO ASSISTIRAM AS DUAS CARREIRAS POR COMPLETO porque simplesmente não possuem idade suficiente pra terem visto!
Essa parada de “nunca existiu comparação em bola jogada” é uma absoluta mentira! Houve um tempo em que a maré dos dois era tão invertida que um deles chegou a declarar aposentadoria da própria seleção (2016), enquanto o outro só não ultrapassou seu algoz em Bolas de Ouro por razões políticas (2018).
Ninguém me contou. Eu vi. Muitos da minha idade viram. Se você não viu, contente-se em opinar sobre o que viu ou busque os contextos corretos ao longo da trajetória de ambos pra não cometer um anacronismo injusto.
Não tenho problema algum com quem acha X ou Y melhor. Meu problema é com essa tentativa oportunista de tentar reescrever a história como ela se desenrolou e colocar como verdade uma narrativa que é na verdade totalmente subjetiva e que passou por muitas fases ao longo dos anos.
Sejamos honestos com ambos. O futebol merece e eles também.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
@knickstodaybr@mmarquesmartins eu acho que o knicks podia dar uma minutagem bem melhor para Kolek e Hukporti na próxima temporada, acho que seria vital pra dar continuidade nesse elenco.
URGENTE:
Ancelotti disse a Endrick que ele será TITULAR contra o Haiti.
Com isso, o trio de ataque do Brasil deve ser formado por Vini Jr, Raphinha e Ancelotti.
Galera... Vamos falar um pouco do que é Jalen Brunson?
Porque a história dele na NBA e a volta por cima é praticamente história de cinema.
33ª escolha do Draft em 2018.
Saiu do Mavs porque não ofereceram o valor que ele pediu. Em 2022, assinou com o Knicks por US$ 26 milhões anuais.
Na época, criticaram DEMAIS a contratação. Muita gente achou que o salário era alto demais, que não fazia sentido apostar em um "baixinho" pra liderar seu time.
Comentaristas, técnicos, torcedores diziam que um jogador de 1,88m nunca mais seria campeão como principal jogador do time. Que essa era da NBA tinha acabado.
Pois bem.
🏆 Desde 2021, Jalen Brunson é o jogador com mais pontos em playoffs em toda a NBA. São 2.240 pontos nos últimos 6 anos.
🏆 Mesmo jogando 3 jogos a menos que o finalista Spurs, ele liderou os playoffs de 2026 em pontuação, com 539.
🏆 Com média de 32,6 pontos, foi o armador com a maior pontuação na HISTÓRIA DAS FINAIS DA NBA.
🏆 Teve média de 11,2 pontos no 4° período das Finais. É a maior média de um jogador desde que começaram a contabilizar esse número em 1997.
Ele liderou sim um time ao título, foi Finals MVP, e fez tudo isso quebrando recordes e mais recordes dos playoffs.
Baixinho sim.
MVP também.
E definitivamente campeão.
⚠️ ATENÇÃO:
Ben Stiller documentou TODA A RUN das finais e dos playoffs do Knicks no seu iPhone e vai lançar um documentário pra HBO nos próximos meses!
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