Ninguém gosta de advogado, especialmente criminalista, até precisar de um – ai seu caso é muito excepcional, uma injustiça, nada igual aos casos destes bandidos que assolam o país.
É preciso diferenciar alhos de bugalhos nessa história, pois tem gente achando que a juíza simplesmente perdoou Monique.
Primeiro: quem decidiu que Monique não praticou o homicídio doloso foi o corpo de jurados (7 pessoas do povo), e não a magistrada.
E por que isso é decisivo no caso?
Simples: se a mãe do garoto fosse condenada por homicídio doloso, não existiria possibilidade de perdão. Quem ditou o rumo do julgamento, portanto, foi a sociedade representada por 7 pessoas, e não um juiz togado.
O resultado em relação à Monique foi: condenação pelo homicídio culposo (após a desclassificação) e condenação pela omissão na tortura.
Monique não foi absolvida. Ela foi condenada, ainda que o perdão judicial em relação ao homicídio culposo tenha sido concedido
Helvetica é praticamente criada em laboratório pra expressar neutralidade e precisão, aplicada em qualquer contexto e tamanho, de grandes marcas, a sinalização de aeroporto, a tela de smartphone. É uma fonte que "some" com qualquer identidade e deixa o texto falar mais alto.