Isto é patético e eu espero que a FPF acabe com esta palhaçada de os deixar ir para o Arabão sem consequências. Um jogador que opta por passar 90% da época a jogar contra adversários de qualidade inferior à nossa Segunda Liga simplesmente não pode estar na Seleção.
A época que decide o nosso futuro
No momento em que, esta sexta-feira, se apitar para o arranque da I Liga 2026/27, inicia-se muito mais do que uma época do futebol profissional. Esta não será uma temporada igual às outras. O que fizermos ao longo dos próximos meses irá condicionar-nos durante décadas e a inação deixou de ser uma possibilidade. A época 2026/27 será decisiva!
Por incompetência, falta de coragem e incapacidade de agir coletivamente, o futebol português vem há largos anos protelando oportunidades. Muito à imagem do País, também no futebol vamos empurrando com a barriga, crentes de que há sempre tempo e de que, enquanto tivermos uma elite forte e relevante na Europa, a cadeia de valor está garantida. Pura ilusão!
Julgo que todos me reconhecerão os gritos de alerta que venho deixando há já vários anos. Continuo certo da sua validade e por isso reforço-os, ciente de que a areia já escoou para o fundo da ampulheta: o tempo acabou, adiar deixou de ser uma possibilidade. Tudo o que façamos nos próximos meses terá uma consequência.
Por economia de espaço, restrinjo-me aos grandes temas que o futebol português enfrentará nos próximos meses e às condições que devemos criar para superarmos os imensos desafios que eles nos colocam.
A centralização dos direitos de transmissão conheceu na última época avanços significativos e que muitos julgavam impossíveis de alcançar. Contra todos os prognósticos, e se calhar até contra a vontade de muitos, os clubes foram capazes de se entender quanto ao modelo de comercialização (entretanto validado pela Autoridade da Concorrência) e quanto à chave de repartição. Como então referi, estes importantes passos não encerram o processo. O sucesso da centralização ficará ditado em 2026/27 e dependerá do sucesso dos concursos para a venda dos direitos nacionais, internacionais e de produção.
São processos de enorme responsabilidade e que têm de ser liderados e concluídos por uma Liga absolutamente legitimada, razão pela qual o SC Braga instigou a que as eleições previstas para o final da temporada sejam antecipadas. O futebol profissional tem de se apresentar perante o mercado com uma liderança estável e previsível, seja ela de continuidade ou optem os clubes por um projeto alternativo que venha a surgir. Na minha opinião, esta clarificação é urgente e tem de preceder a venda dos direitos, responsabilizando aqueles que venham a conduzi-la.
Como sempre defendi, a centralização não se esgota no processo comercial. A criação de valor só acontecerá se o futebol definir ferramentas que elevem o standard do nosso produto. É absolutamente imperativo que, nos próximos meses, se aprove e aplique o modelo de controlo económico, vulgo fair-play financeiro. O resultado desportivo não pode ser o único factor de acesso e permanência no futebol profissional; não é possível prolongar, por mais um dia que seja, licenciamentos criativos e que apenas adiam colapsos, desvirtuando pelo caminho a própria competição. Os clubes não podem continuar a concorrer com armas desiguais.
O equilíbrio e a responsabilidade da gestão são indispensáveis, como bem sabem aqueles que, via UEFA, já há largos anos jogam consoante as regras da supervisão. Este é o standard pelo qual o futebol português tem de alinhar, num eixo virtuoso do qual são indissociáveis as infraestruturas. Se em 2026/27 não ficar definido um rigoroso caderno de encargos, a curto e médio prazo, para melhoria e requalificação de estádios, bancadas e espaços do público, relvados, balneários, zonas técnicas, áreas de treino e outras, é absolutamente certo que o produto centralizado ficará aquém do seu potencial.
Direitos de transmissão, controlo económico e infraestruturas formam o triângulo perfeito da centralização, bastando que um dos vértices desalinhe para que todo o processo impluda. Os clubes, e a Liga Portugal enquanto bloco, têm ferramentas e responsabilidades que lhes cabe assumir imediatamente, mas não ignoro que estes processos afetam todo o futebol português e por isso recomendam uma abrangência que só a cooperação institucional pode assegurar.
A este respeito, não há como não referir que a anunciada nova era de relacionamento, tão vincada nos processos eleitorais do ano passado, está absolutamente por cumprir. É embaraçoso que as lideranças sejam incapazes de concretizar um caminho comum, sobretudo quando tão assertiva e publicamente o anunciaram, inclusive com metas e objetivos que agora se contornam. Os compromissos sufragados são letra de lei, não são verbo de encher.
O alinhamento estratégico entre a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal é crucial, não apenas para construir um edifício comum para o nosso futebol, mas também para concretizar a agenda política que saiu dos processos eleitorais e que elenca anos e anos de legítimas reivindicações tendentes a promover a competitividade do nosso futebol. O apoio político ao futebol não se faz nas tribunas de honra das grandes competições, mas em decisões efetivas que alinhem com a concorrência internacional.
Federação e Liga têm de coincidir na defesa do jogo e do jogador. Investir nas competições e na sua organização tem de coincidir com uma nova era na Disciplina e na Arbitragem, da qual não se conhecem avanços quanto à prometida entidade externa de gestão, submersa na constrangedora espuma das polémicas e das conspirações do dia-a-dia.
Federação e Liga têm de confluir numa ideia para o jogo português, trabalhada da base até ao topo e para a qual convergem todos os agentes, entre os quais devem merecer especial proteção as entidades formadoras: os escalões jovens não podem continuar a ser um habitat predatório completamente desregulado e à mercê da lei do mais forte.
Quando, na sexta-feira, se iniciar a I Liga 2026/27, não se começa a definir apenas quem ganha e quem perde, quem vai à Europa e quem desce de divisão. Esta época, todos nós temos a imensa responsabilidade de decidir o que será do futebol português durante as próximas décadas. Todos seremos julgados, de forma inclemente, pelo que fizermos esta temporada.
Hoje, pede ID para garantir que não são pessoas de fora a comprar.
A seguir vem mais socialismo: quantidades máximas por pessoa, para impedir que alguém vá revender mais caro; quantidades máximas por produto; racionamento; mais subsídios; buraco financeiro; falência.
@ToonTakeover_@diariodominho Treat our boy well guys, he’s a real gem. Top 3 goalkeeper itw in 2/3 seasons, trust me. I’ll be rooting for you and Lucas ⚫️⚪️
Com 39 anos e 2 penaltys falhados. É difícil exagerar o quão surreal isto é, nem o fanboy mais fanático podia prever que o gajo fizesse um Mundial deste nível.