Porque a grandeza não está em um lugar especial, nem reservada a quem tem estádio, patrocínio ou passaporte. Ela está onde alguém, mesmo com os pés descalços no chão, corre atrás de um sonho.
Não há grandes celebrações aqui. Não há discursos. Não há holofotes. Mas há grandes atletas.
Em algum lugar entre becos de terra batida e campos de refugiados, uma bola gasta rola entre pés descalços. Não há uniformes combinando e nem arquibancadas lotadas.
Mas a verdade é outra: a grandeza é de todos nós.
Ela mora no menino que joga descalço porque não tem chuteira, e ainda assim corre como se tivesse asas. Mora na menina que aprendeu a driblar entre as barracas de um acampamento, longe de casa, carregando um país inteiro no peito.