Didi-Huberman e Derrida é muito maneiro. Bem melhor quando você lê Benjamin, primeiro romantismo e alguma coisa de fenomenologia e psicanálise ou linguística. Mas por si só bons, e o fato de serem muito bons são qualidades próprias e independentes desses referenciais.
O mundo realmente seria melhor se as pessoas lessem Didi-Huberman, Derrida, Rosalind Krauss, Walter Benjamin etc. Aliás, o mundo pode ser o que for, mas se pelo menos as pessoas lessem esses autores no litoral do Brasil já seria mais confortável
@merlponti1 As páginas ficam com poucas palavras, e aí as obra ficam gigantescas. Verdade e método do Gadamer por exemplo ia ficar com milhares de páginas e a edição gringa aquela rosa tem umas 400-500 no máximo
@merlponti1 A Edusp tava até publicando umas edições, de curso de estética do Hegel por exemplo, com a página gigante e as letrinhas no centro da página, porque realmente é uma diferença gritante as edições brasileiras com as importadas, essa questão de quantidade de palavras por página
@merlponti1 Toda edição única dividida pelas edições brasileiras acaba ficando ruim, caro financeiramente em comparação com as gringas, mesmo se você for importar. Mas tem uma limitação das edições brasileiras de filosofia que são as normas da ABNT, que acabam limitando muito o espaço
“Language realizes, by breaking the silence, what the silence wished and did not obtain.”
[Le langage réalise en brisant le silence ce que le silence voulait et n’obtenait pas.]
— Merleau-Ponty
"Ah porquê eu sou moralmente correto: não traio, não penso em putaria, não vejo vídeos ou fotos com sexo explícito, só me relaciono com pessoas na minha faixa etária exata, não uso nenhuma droga, não como açúcar" ah vai pra puta que te pariu pô
Que isso pô kkkkkk "e se eu sexualizar o sexo" kkkkk. Essa rede é muito engraçada, um querendo ser mais moralmente correto que o outro, vocês acabam se perdendo no negócio. A cada 3 tweets 2 é sobre sexualizar o sexo ou vício em pornografia, galera vamo pegar um ar, sério mesmo.
Os "haters" de Nietzsche e Heidegger são muito engraçados. Geralmente uns positivistas saídos do bueiro infernal dos cursos de Direito ou análogos, aí ficam chamando eles de "nazistas" sendo mais reacionários que um Olavo de Carvalho. E isso se estende aos marxistas positivistas
Cara eu prefiro conversar com um realista platônico e analítico do que com um positivista chatão Popper das ideias. Porque o realista platônico pelo menos não é realista de uma forma vulgar, pobre, desinformada e CHATA, como um positivista desencantado "progressista" da "ciência"
Tipo mano, tu só tem que saber que eu estudo. Ah estudo Benjamin e Romantismo, não vou ficar o tempo todo provando ela você que sei fazer operações básicas de pensamento, só porque tu é gostosão dos teus seguidores. Ja fui gostosão dos meus seguidores mas desisti do personagem
são um bom lugar pra elaborar, tá td mundo com pressa, tá todo mundo querendo mostrar que é o melhor debatedor e falando com uma plateia imaginária, querendo se provar, reivindicar sua imagem de alguém online e aí tem geralmente muitas coisas pra falar e n consigo e acho um porre
Depois de um certo tempo eu desenvolvi uma preguiça colossal de discutir na internet ou até de simplesmente formular meus pensamentos em forma de caixas de texto online. Não é que eu não tenha formulado nada, ou não saiba, ou não tenha lido tal autor, eu só não sinto que as redes
Rejeição e desdém pela tradição, como se em seu interior não houvessem aporias, rachaduras, problemas que podem ser relevantes no agora é uma das piores coisas da "filosofia" contemporânea. Sobretudo no Brasil. É um não vou ler chique.
É a parada que eu falo. Os textos foram escritos e os textos dos textos estão/são escritos, e o que cabe a nós é ler cada um deles, cada uma das partes deles em singular, no turbilhão que é como eles aparecem para nós. Não é o texto que é ruim é você que deve ser um leitor hábil.
Talvez seja hot take, mas à medida que adentro o meio acadêmico vou achando que se um autor é tão ininteligível, tão excessivamente rebuscado, tão enigmático a ponto de escreverem manuais de como ler sua obra, então talvez o que ele tenha a dizer não deva ser levado muito a sério
“Cristo, ao contrário das divindades pagãs anteriores, não representa nenhum poder ou princípio universal: como esse miserável ser humano, Cristo é diretamente Deus. Cristo não só é humano, além de ser Deus, como também é homem exatamente na medida em que é Deus. O ‘Ecce Homo’ é+
Eu prefiro a existência de qualquer leitor de qualquer filósofo continental meia boca do que a existência de um empirista médio. Ou de empirista vulgar que acha que não precisa de filosofia.