🗣️Alexander Zverev: "There is nobody in this sport that I respect more than Novak Djokovic. When I was struggling, I could always give him a call and he would be there for me. He helped me when I was mentally down and at my lowest point. I have a lot of love and respect for him."
☠️ JAJAJA, ESTA ENTREVISTA DE ZVEREV.
– Eubanks: "Tienes a tu padre y a tu hermano en el equipo. ¿Alguna vez se cansan el uno del otro?"
— Zverev: "Yo me canso de ellos, pero ellos no se cansan de mí porque yo pago todo"
The Boys nunca foi apenas uma série de super-heróis. Ela é um espelho grotesco da sociedade moderna vestido com sangue, piadas absurdas e violência gratuita. E talvez seja justamente aí que mora sua genialidade: ela usa o “besteirol americano” como cavalo de Troia para entregar uma das críticas políticas e sociais mais inteligentes da televisão contemporânea.
A série é o retrato perfeito do estilo americano de narrativa: direta, agressiva, sem rodeios e sem medo de ofender. Não existe metáfora delicada em The Boys. Quando ela quer criticar o fanatismo político, ela joga um líder narcisista fascinado pela própria imagem no centro da Casa Branca se autoproclamando Deus em rede nacional. Quando quer criticar o capitalismo, transforma heróis em produtos de marketing. Quando quer falar sobre religião, mídia ou patriotismo, ela faz tudo isso através do exagero mais desconfortável possível.
E funciona.
A construção da série sempre foi extremamente sólida porque ela entendeu uma coisa fundamental: o maior poder não é a força física, é o medo coletivo.
Por isso Homelander se tornou um dos maiores vilões da televisão moderna.
Durante cinco temporadas, a série construiu ele como uma entidade quase mitológica. Não era apenas alguém forte; era alguém impossível de parar. O simples som dele descendo do céu já fazia políticos, militares e supers perderem a coragem. The Boys condicionou o público a sentir medo dele da mesma forma que os personagens sentiam.
Mas o que tornava Homelander assustador não era o laser nos olhos ou sua força absurda. Era sua mente.
Ele é uma criança emocionalmente destruída dentro do corpo de um deus.
Homelander queria amor, aprovação e adoração. Só que, ao longo da série, ele percebe algo muito mais perigoso: ser temido é mais eficiente do que ser amado. E é exatamente aí que sua ascensão política começa. Ele deixa de ser apenas o mascote da Vought para virar um líder messiânico capaz de convencer pessoas a justificarem qualquer atrocidade em nome de uma falsa sensação de liberdade e poder.
A genialidade da série está em mostrar que monstros não surgem sozinhos. Eles são fabricados por sistemas, idolatria e massas desesperadas por alguém que diga o que elas querem ouvir.
Por isso o final causou tanta estranheza.
Porque depois de temporadas transformando Homelander em um apocalipse ambulante, sua derrota parece rápida demais. Pequena demais. Simples demais.
E sinceramente? Essa sensação faz sentido. Eu mesmo fiquei perplexo com o disparate de uma derrota simplória.
A série passou anos vendendo a ideia de que ninguém conseguia sequer respirar perto dele sem tremer. Então ver tudo terminar em poucos minutos inevitavelmente cria um sentimento de vazio.
Mas o problema não é exatamente a lógica da derrota. A série até constrói explicações para isso.
Kimiko foi transformada em uma arma viva baseada nas propriedades do Soldier Boy, capaz de neutralizar o Composto V. Ryan ajudou a imobilizar o próprio pai. Homelander foi enfraquecido emocionalmente pela traição do filho e biologicamente pela perda gradual dos poderes. E Butcher finalmente teve a oportunidade de fazer o que desejou a série inteira.
A questão é outra:
A queda de Homelander foi funcional, mas não emocionalmente proporcional à grandiosidade que a própria série construiu.
E talvez isso tenha sido proposital.
Porque The Boys nunca acreditou em catarse heroica tradicional. Ela nunca quis entregar o clássico “bem vence o mal” de maneira limpa e gloriosa. O mundo da série é cínico demais para isso.
Homelander não cai em uma batalha épica cheia de esperança. Ele cai humilhado, desesperado, implorando pela vida diante das câmeras. O deus é reduzido a um homem patético antes de morrer com um pé de cabra atravessando sua cabeça.
É brutal. Cru. Anticlimático.
Exatamente como a série sempre foi.
Mas existe um ponto onde o final realmente perde força: Soldier Boy.
Durante muito tempo, ele foi tratado como a única arma verdadeiramente capaz de destruir Homelander. Sua existência carregava peso narrativo absurdo. Ele era praticamente a resposta definitiva para o problema central da série. Só que no fim, sua importância parece diluída no caos do roteiro. A ideia de transformar Kimiko em uma extensão biológica desse poder funciona na teoria, mas emocionalmente não carrega o mesmo impacto simbólico que o próprio Soldier Boy teria carregado em cena.
É como preparar uma bomba nuclear por temporadas e decidir explodi-la fora de quadro.
Mesmo assim, o verdadeiro coração do final não está na morte de Homelander.
Está em Annie.
Enquanto todos os homens da série se destroem em ciclos de trauma, ego, vingança e masculinidade tóxica, Starlight segue na direção oposta. Ela rejeita o sistema, abandona a necessidade de aprovação pública e encontra finalmente um heroísmo genuíno.
O final dela é o único que realmente entrega preenchimento moral.
Ela não vence porque ficou mais forte fisicamente. Ela vence porque conseguiu permanecer humana em um universo onde todo mundo estava apodrecendo.
E Hughie talvez represente a mensagem final mais importante da série.
Ele começou The Boys como um homem destruído pela perda. E termina escolhendo uma vida simples, tranquila e humana ao lado de Annie. Hughie entende algo que ninguém mais entendeu:
Salvar o mundo não significa destruir tudo que existe nele.
No fim, The Boys termina exatamente como viveu: caótica, violenta, engraçada, desconfortável e profundamente amarga.
Talvez o final pareça rápido porque ditaduras, ídolos políticos e monstros sociais raramente caem de forma cinematográfica na vida real. Às vezes eles apenas desmoronam no meio do caos, deixando para trás pessoas tentando juntar os pedaços do mundo que sobrou.
E talvez seja essa a maior crueldade e honestidade da série.
O verdadeiro superpoder nunca foi voar, soltar laser pelos olhos ou destruir prédios.
Foi convencer milhões de pessoas de que um monstro era um salvador.