Trump terá revelado ontem uma operação militar secreta que, sem um único ataque visível, alterou a dinâmica do conflito no Golfo Pérsico.
Segundo o próprio presidente, no mês passado ordenou às forças armadas uma missão clandestina para assegurar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O resultado: mais de 100 milhões de barris de petróleo e mais de 200 navios comerciais terão atravessado o estreito sem que o Irão o detectasse. A operação terá sido conduzida de noite, com os sistemas de identificação automática desligados, o equivalente marítimo a voar sem transponder. “Eles não têm radar porque nós destruímos o radar”, afirmou Trump.
Os Estados Unidos terão recorrido a superpetroleiros com o AIS desligado, numa táctica que lembra a frota-sombra iraniana, mas invertida: em vez de contornar sanções, tratou-se de projectar discrição operacional ao serviço da escolta.
A revelação não chegou sem sinais prévios.
A CNN Business publicou a 9 de Junho que o Estreito estava a “vazar” petróleo.
Jan Stuart, da Piper Sandler, estimou 2,9 milhões de barris por dia a sair por vias não visíveis.
Bob McNally, da Rapidan Energy Group, confirmou que fluxos clandestinos podiam ter mitigado a crise de preços.
A Kpler registou operações de tankers que terão ultrapassado o bloqueio de exportações do Kuwait.
O secretário de Energia Chris Wright disse na terça-feira que as exportações pelo Estreito cresciam “de forma muito significativa.”
Um responsável de defesa americano confirmou à CNBC que o exército estava a “comunicar e coordenar com navios que pretendem transitar o Estreito com segurança.”
Mais importante, o JPMorgan estimara a 4 de Junho cerca de dois milhões de barris por dia a transitar com transponders desligados, apontando volumes “surpreendentes” face ao bloqueio declarado.
A revelação de Trump explica agora essa discrepância.
A leitura analítica tem três níveis.
O primeiro é operacional: o bloqueio nunca terá sido total. Os EUA não fecharam Ormuz, controlaram quem passou. Petróleo iraniano bloqueado; petróleo de terceiros a fluir sob cobertura discreta.
Não foi um bloqueio do estreito, foi controlo do estreito, distinção com consequências enormes para os preços e para a economia global.
O segundo é político: Trump revelou uma operação classificada porque quis.
Ao afirmar que o Irão “não sabia, até agora”, encerrou o carácter secreto da missão mas ganhou a narrativa dominante: os Estados Unidos controlam o Estreito de Ormuz, não o Irão.
Uma declaração de soberania sobre uma das rotas mais importantes do mundo, feita no momento em que as negociações com Teerão entram na fase mais sensível.
O terceiro é negocial: a frase final de Trump foi “it’s over for Iran.” Não é a linguagem de quem procura consolidar um acordo. É pressão máxima no momento decisivo. Ou Trump instrumentaliza a revelação para forçar a assinatura do MOU esta semana, ou as negociações estão mais perto de colapsar do que as últimas 48 horas faziam supor.
A guerra pelo acordo continua. Mas os Estados Unidos acabaram de demonstrar que não precisam de esperar por ele para controlar o Estreito.
Washington fez um Project Freedom sem o baptizar assim. E sem pedir autorização a ninguém.
Foi isto que Trump quis vincar.
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O Irão, ao não aceitar reabrir o estreito de Ormuz e querer ficar com o urânio enriquecido está a querer mostrar que está mais forte que os EUA e a "jogar" com a fraqueza demonstrada por Donald Trump nas últimas semanas. E desta forma humilharam o VP JD Vance, que foi a Islamabad fazer triste figura.
Mas os EUA agora têm legitimidade política para aumentar o esforço de guerra ou, por exemplo, bloquear totalmente todo o comércio marítimo com o Irão e asfixiar a economia debilitada iraniana. O regime dos Ayatollahs devia ter ficado satisfeito com a vitória política que obtiveram até ao momento, pese a decapitação de liderança, derrota militar e destruição das suas infra-estruturas. Pode ser que se arrependam. Esta posição maximalista do Irão são más notícias para o mundo:
The threat of NATO’s break-up, easing sanctions on Russia, a massive energy crisis in Europe, halting aid for Ukraine and blocking the loan for Kyiv by Orbán - it all looks like Putin’s dream plan.
O endurecimento das declarações dos países do Golfo contra o regime iraniano são bem sintomáticas da visão que os mesmos começam a ter sobre o futuro próximo.
Se posições mais agressivas como as dos EAU eram, de algum modo expectável, a inversão do posicionamento da Arábia Saudita, cuja discreta política de tentativa de entente com o Irão, pré-guerra, era tão clara que se sentia a relutância com que encarou a decisão americana, e sobretudo a posição do Catar, o aliado de sempre do Irão na região, cristalizada na expulsão do corpo diplomático do regime iraniano, indiciam que a perspetiva terá mudado radicalmente.
how do europeans feel about being a part of the european union?
a strong majority support it and see benefits. in every single country.
(yes, even hungary…one of the reasons orban is likely about to be voted out)
Portugal saúda a aprovação do acordo UE-Mercosul! É um marco histórico que fomenta a prosperidade transatlântica e une mais de 700 milhões de cidadãos. Uma oportunidade estratégica para todos na América do Sul e na Europa; uma grande aposta portuguesa.
Must be nice to be able to tweet from Europe and be able to use the Internet freely to publicly disagree with leaders, without being arrested, beaten or having the country’s telecommunications disabled.
That's the sort of thing people in Iran's streets are asking for... 🤷♀️
Coronel General Leonid Ivashov (Rússia)
Quase 1.400 dias depois, a realidade impõe-se sobre a propaganda. Onde a televisão russa desenha vitórias táticas e armas "únicas", o terreno revela uma derrota estratégica que se estende por todas as direções. A indústria russa está estilhaçada, a ciência em estado crítico e a educação foi virtualmente aniquilada. Sobrou o patriotismo, mas este, por si só, não trava a subida desenfreada dos preços nem o empobrecimento de uma população que vê as suas instituições serem corroídas pela corrupção.
O sistema judicial, agora um braço direto da presidência, protege uma elite onde quase todos os grandes corruptos partilham o cartão do partido no poder. Enquanto isso, a saúde pública é desmantelada região a região. O objetivo deixou de ser tratar as pessoas para passar a ser, apenas, o relatório de sucessos fictícios. Até a alimentação se tornou tóxica; o óleo de palma substitui a qualidade no altar da "substituição de importações", enquanto o país lidera um único ranking sombrio: o da extinção demográfica, acelerada agora por uma guerra que ceifa as gerações mais jovens.
Este cenário de isolamento internacional — onde a Rússia se vê reduzida a parcerias de conveniência com a Coreia do Norte e a Bielorrússia, enquanto a China observa apenas por interesse próprio — não é o diagnóstico de um opositor liberal ou de um "agente estrangeiro".
Está é a análise crua de Leonid Ivashov, Coronel-General na reserva e uma das vozes mais respeitadas da velha guarda militar russa.
Como Presidente da Assembleia de Oficiais de Toda a Rússia, Ivashov representa uma dissidência que o Kremlin tem dificuldade em silenciar: a dos nacionalistas que acreditam que Vladimir Putin, isolado num mundo de culto à personalidade e desapegado da realidade, está a conduzir a Federação Russa ao colapso total. Para Ivashov, a "Operação Militar Especial" nunca foi sobre a NATO, mas sim sobre a incapacidade de um modelo de Estado que, para sobreviver internamente, precisou de inventar um inimigo externo, pondo em risco a própria sobrevivência da nação.
🎂 Happy birthday to the European flag! 🇪🇺
🗓️ In 1985, it became the EU’s emblem, but did you know it was first adopted 70 years ago today by the Council of Europe?
Learn more about the EU flag facts and figures ➡️ https://t.co/OqLGZ6nkCG
Esta noite no CNN Confidencial, no segmento ‘Ficheiro’, fiz m ponto de situação do processo negocial relativo ao conflito na Ucrânia.
O Ocidente neutralizou com sucesso a manobra inicial do Kremlin e de parte da equipa Trump.
A iniciativa voltou para o campo euro-ucraniano, mas a guerra de desgaste continua – e cada semana que passa sem acordo é uma semana em que a Rússia ainda acredita que pode melhorar a sua posição no terreno ou esperar por nova fadiga ocidental.
(1) O Leak Witkoff-Ushakov como Arma de Guerra Híbrida
A transcrição da chamada de 14 de outubro, publicada pela Bloomberg no dia 25 de novembro, expôs algo que já se suspeitava: o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, orientou o Kremlin sobre como “embalar” o plano para agradar ao presidente americano e sugeriu concessões territoriais que iam além do que Kiev jamais aceitaria.
Este leak não foi um acidente!
Foi uma operação deliberada (provavelmente de inteligência europeia ou ucraniana…mas não posso excluir americanos e russos) para implodir a proximidade excessiva entre Witkoff e Moscovo e forçar Trump a recuar do documento original de 30/28 pontos.
Este movimento visou não só o plano, mas também o capital político do mediador, tornando Witkoff ineficaz e desacreditado junto de Kiev e Bruxelas.
Resultado prático: em 48 horas o plano deixou de ser apresentado como “a posição americana” e passou a ser apenas “um rascunho entre muitos”.
A manobra russa de usar Witkoff como canal privilegiado foi neutralizada antes mesmo de chegar à mesa formal.
(2) Genebra:
O momento em que o Ocidente recuperou o controlo da narrativa.
As conversas de 23 de novembro em Genebra, com Rubio e Witkoff do lado americano e Yermak/Umerov do lado ucraniano (mais França, Reino Unido e Alemanha presentes), produziram uma redução drástica do documento: dos 28 pontos iniciais passaram para 19-22, com eliminação ou reformulação dos itens mais tóxicos (referendos sob ocupação, limites permanentes ao exército ucraniano, reconhecimento automático da Crimeia).
Na minha análise, este foi o momento exato em que a pressão coordenada de Kiev e dos europeus mais firmes (Polónia, Estados bálticos e nórdicos, Alemanha, França e Reino Unido) obrigou a administração Trump a engolir o “acordado” em Anchorage e a contraproposta que já vinha sendo trabalhada desde o verão: restauração integral das fronteiras de 1991, garantias de segurança robustas e reparações russas.
O realinhamento americano em Genebra pode ser visto como uma mescla de pressão externa e uma necessária gestão de danos pela Casa Branca, no sentido de preservar a imagem de “construtor de paz” de Trump após o desastre do leak, bem como a oportunidade para Rubio readquirir o controlo do processo.
O comunicado conjunto EUA-Ucrânia que fala em “enorme progresso” e a declaração de Zelensky de que “a equipa de Trump está a ouvir” são a prova de que, pela primeira vez desde a posse, Washington teve de alinhar-se com a posição euro-ucraniana em vez de impor a visão inicial pró-concessão.
(3) Estado atual do processo (a 27 novembro)
• O documento de 30 pontos está morto e enterrado; ninguém o defende mais publicamente, nem mesmo a Casa Branca.
• A versão de 19-22 pontos de Genebra é agora o único texto em cima da mesa, mas ainda não foi mostrada à Rússia. Moscovo continua a insistir nas “realidades territoriais” e rejeita qualquer referência a retirada total ou tribunal internacional.
• Trump já abandonou o prazo de Ação de Graças e fala em “conceito flexível”.
Witkoff mantém agenda para ir a Moscovo na próxima semana, mas o seu capital político está danificado nos EUA (até os republicanos pedem a cabeça dele).
• A ‘bola’ está agora do lado russo: ou aceitam sentar-se com a nova versão (o que implicaria cedências que Putin não está disposto a fazer), ou o impasse prolonga-se.
Na prática, o leak e Genebra compraram à Ucrânia e à Europa o tempo e o espaço político necessários para evitar uma paz de capitulação.
Quando a Bloomberg publicou, na noite de 25 de novembro, a transcrição quase literal de uma chamada de voz no WhatsApp entre Steve Witkoff, o enviado especial de Donald Trump, e Yuri Ushakov, o principal assessor de política externa de Vladimir Putin, o mundo percebeu de imediato que alguém lançara um evento de grande impacto sobre o ainda frágil processo de paz na Ucrânia. A questão central é: quem conseguiu a gravação e por que motivo optou pela divulgação exatamente agora? É fundamental salientar que as seguintes conclusões não constituem certezas, mas refletem a combinação de capacidades técnicas conhecidas com motivações políticas plausíveis.
Primeiro, o lado técnico. Devido à criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, a interceção do áudio "no ar" é virtualmente impossível. O caminho mais provável para obter transcrições com a qualidade reportada é o comprometimento de um dos telemóveis com spyware avançado de nível estatal (como o Pegasus ou um equivalente), capaz de gravar o som antes de ser encriptado. Isto aponta para uma operação de inteligência sofisticada. No entanto, faltam provas técnicas diretas públicas que confirmem inequivocamente o uso de spyware para esta captação, sendo esta uma inferência técnica forte, mas não uma certeza absoluta.
Ao ponderar as capacidades técnicas contra o interesse geopolítico na reta final de 2025, emergem Cenários Plausíveis. O Cenário Principal (Classificação: Elevada) aponta para os Serviços Ocidentais Europeus e Israelitas (GCHQ, Polónia, Unidade 8200). Estes atores detêm tanto a tecnologia de espionagem como a maior motivação política para sabotar o acordo, temendo que o entendimento Trump-Putin neutralize a sua influência e legitime perdas territoriais.
Existem Alternativas Minoritárias que, embora menos prováveis, mantêm relevância analítica.
A Inteligência Ucraniana (HUR/SBU) é classificada como Significativa, pois tem a motivação máxima para rejeitar o acordo, podendo ter atuado como parceira executora ou amplificadora mediática. A hipótese de Elementos Dissidentes do “Deep State” Americano (NSA/CIA) é também Significativa. Embora a capacidade técnica seja superior, o ato implica um risco político extremo, motivado por facções internas que se opõem ao que consideram um desastre estratégico. A hipótese de Agências Russas (FSB/GRU) é considerada Moderada-Baixa. Embora a divulgação pareça a priori contraproducente, um cenário sofisticado poderia visar semear desconfiança entre Washington e as capitais europeias, obtendo um benefício indireto através do caos.
A dimensão mediática desta divulgação é um fator estratégico. Ao mostrar que Trump e Putin já estavam em negociações cordiais, o leak teve o efeito imediato de mobilizar o Congresso americano, fortalecendo a oposição ao acordo e ao desinvestimento na Ucrânia.
Na Europa, o impacto variou: em países como a Polónia e o Reino Unido, a notícia validou a postura de falcão, pressionando por maior apoio a Kyiv; na Alemanha e França, a reação aumentou a perceção de que o eixo Washington-Moscovo estava a ser reativado sem consulta, criando desconfiança e potencialmente levando a um maior foco na autonomia estratégica europeia.
Em síntese, a divulgação foi uma operação cirúrgica concebida para criar o máximo de fricção política e moldar a perceção.
O Cenário Principal aponta, na minha opinião, para uma ação de atores ocidentais com forte compromisso com a causa ucraniana, visando paralisar o ímpeto diplomático de Trump.
Independentemente da autoria, o efeito imediato foi o congelamento da iniciativa diplomática e o reforço da desconfiança entre aliados.
Lembrar o 25 de Novembro, com a relevância que merece e evocar esse momento histórico, é essencial para percebermos donde vimos e para garantirmos a democracia para o futuro. Temos a obrigação de explicar os valores da liberdade, do humanismo e da democracia como um legado que precisa de ser compreendido e acarinhado para ser preservado.
36 years ago today, the Berlin Wall fell and the world changed overnight.
This moment marked an important milestone in EU history, paving the way for democratic change and future EU enlargement.
A lasting symbol of hope, unity and the power of freedom.
#mauerfall
Francisco Pinto Balsemão.
Fundador da nossa democracia, pela qual lutou ainda na Ala Liberal, e fundador do PSD, partido de que era orgulhosamente o militante número um, cuja matriz identitária tem o seu cunho e onde os valores da liberdade e da dignidade da pessoa têm uma centralidade suprema.
After President Zelenskyy’s talks yesterday in the White House and with European leaders, one thing is absolutely clear: Europe’s solidarity with Ukraine against Russia’s aggression is today more important than ever before.
🇵🇹 Qualquer investimento médio em defesa é um “investimento sem precedentes” em Portugal!
O subinvestimento crónico em Defesa não diz respeito à falta de dinheiro, mas à falta de visão, problema ultrapassado pelos estados que se libertaram dos grilhões do comunismo soviético.
Portugal vive um problema dos três corpos: política sem estratégia, estratégia sem orçamento, e orçamento sem prioridades militares. Um sistema caótico e sem resolução natural.
Hoje, por via de imperativos externos, e circunscritos a um curtíssimo ciclo de 10 anos, seremos obrigados a inverter os consecutivos erros estratégicos, continuamente negligenciados pela nossa III República.
I welcome the agreement on the European Defence Industry Programme.
€1.5 billion to strengthen Europe’s defence industry. Support Ukraine.
And ensure we are defence-ready by 2030, in line with our 'Preserving Peace' roadmap.
Because when we invest in readiness, we invest in peace.
Congratulations to @eu2025dk for seeing this crucial programme through.