@lucascsm2707 o que não necessariamente é ruim, é um modelo que funciona em lugares menos densos como cidades do interior e subúrbios, porque as pessoas precisam se locomover grandes distâncias, mas perde sentido se a gente for adaptar um centro urbano onde muita gente mora e trabalha
hot take não tem nada de errado em defender esse urbanismo MAS que ele fique longe dos centros urbanos. isso é subúrbio, o lugar de bairro assim é a 30-40min da capital, já que todos ali se comprometem a depender de carro e se locomover grandes distâncias
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Ontem viralizou um post meu sobre uma experiência pessoal na Flórida.
Muita gente leu como política.
Eu li como urbanismo, economia e lógica territorial.
Então vou trazer a visão técnica:
expansão urbana não é ideologia.
É uma ferramenta de desenvolvimento territorial.
O que virou ideológico foi tratar adensamento como resposta universal.
A literatura pode defender cidades compactas em determinados contextos.
Fóruns internacionais também podem recomendar adensamento.
Mas transformar isso em dogma para um país continental como o Brasil é erro técnico.
O Brasil não é Tóquio, Singapura ou Londres.
É um país de 8,5 milhões de km², com realidades regionais completamente diferentes. 🧵
@lucascsm2707 o ponto é que quando se elege o carro como principal transporte as cidades perdem muito em qualidade, pq o espaço pras vias vai ser maior, vai precisar de estacionamento em tudo, a escala da cidade se adequa ao carro (e não ao ser humano)...
Eu fico olhando o prédio ao lado do meu: studios de 22 m² a partir de R$ 400 mil.
Do outro lado da rua, apartamentos em um prédio bom, mas com 25 anos, 100 m² por R$ 450 mil.
Não faz sentido economizar 50 mil e morar no mesmo bairro, em um lugar 5 vezes menor.
Qual é o sentido?
“Os prédios do Jardim Europa seriam pro cacife da maioria da população?”
É claro que não.
Em todas as cidades do mundo, as áreas centrais (que concentram empregos, cultura e entretenimento) são mais caras.
Há 20 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Obviamente, muita gente prefere morar mais perto do centro. Como não há espaço suficiente, o preço desses bairros sobe (e muito!). Então, é verdade: os apartamentos do Jardim Europa seriam caríssimos.
Apesar disso, a cidade inteira se beneficia quando aumentamos a oferta de moradia em bairros centrais, como o Jardim Europa e América.
Hoje, moram cerca de 9 mil pessoas nesses bairros. Poderiam morar 60–80 mil. Essas pessoas não surgiriam do nada por causa de um lançamento imobiliário. Elas viriam de outros bairros da cidade.
Ao se mudarem de regiões mais afastados para áreas mais centrais, os imóveis que deixaram para trás ficam vagos e passam a poder ser ocupados por outras pessoas. É um efeito cascata!
Ou seja: mesmo que os novos prédios sejam caros, a cidade ainda ganha, porque ela se torna mais compacta e eficiente. Quem mora longe passa a conseguir morar um pouco mais perto. A cidade ganha.
@minhoca_uhaha numa fachada ativa teria não só a questão da visibilidade mas também atrairia mais gente, tendo mais pessoas circulando ali
e também teria mais poder de barganha pra prefeitura induzir o empreendimento a ceder espaço de calçada, fruição etc, melhorando a qualidade espacial em si
"o problema da cidade" bom não resolveria o déficit habitacional MAS daria espaço pra ruas caminháveis, fachada ativa e mais segurança no bairro
não faz sentido nenhum ter tipologia de subúrbio no centro da cidade
@minhoca_uhaha à exemplo da própria foto do post, as fachadas de casa são muradas e sem comunicação visual, então se acontece alguma coisa ali ninguém vê, além de ser mais fácil de encurralar alguém no muro+
inclusive suprir a demanda por alto padrão em regiões nobres contribui pra manutenção dos aluguéis em regiões de médio e baixo padrão
não consigo entender a aversão das pessoas à verticalização
Pessoal, é a nossa chance! Imagina todo dinheiro de SC ficar no nosso estado? Nossas próprias leis? Porte de arma tipo Texas? Menos impostos etc etc.
Vocês entenderam? Se eu for reeleita toda a corja quer se unir para pedir a separação de SC .
Alguém conta ou eu conto?