@Garcia_Itaipu Que cara , no mínimo chato, esse Felipe Garcia. Porra, todo mundo extravasando, e o cara quer controlar o que cada torcedor tinha que falar? Quem garante que o torcedor nao tenha beijado e abraçado o filho antes? Isso ai é uma perseguição e assédio moral .
@brealt judeu vendido e nazista. voce é uma vergonha para todos seus antepassados. pedir uma coalizao de paises para atacarem israelenses, enquanto voce ta no conforto do seu ap em SP, SEU COVARDE!!!! Que a mao de Hashem pese na sua vida!
@eita_br @Ruicpimenta29@OdiaraDestilera todo esquerdista radical é antissemita. novidade zero dessa pessoa, Rui Pimenta ser antissemita. Fracassado como politico, e tem sucesso como ladrao da verba do fundo partidario. nao trabalha. pilantra. enganador.
Por que a esquerda é anti-Israel?
A esquerda política definitivamente não gosta de Israel.
Mundo afora o fenômeno é o mesmo.
Nas últimas semanas, protestos em diferentes cidades foram organizados no Brasil com o apoio de partidos políticos de esquerda (como o PSOL e o PCdoB) e movimentos de esquerda (como o MST).
Mesmo os Estados Unidos, historicamente ligados a Israel, testemunham essa tendência.
Três dias após os atentados terroristas do Hamas, a organização Socialistas Democráticos da América (DSA) promoveu uma manifestação pró-Palestina em Nova York, onde os participantes gritavam “a resistência é justificada quando as pessoas estão ocupadas”, com direito à exibição do símbolo da suástica.
Na Espanha, uma manifestação anti-Israel organizada pelos partidos de esquerda Podemos e Sumar levou 10 mil pessoas às ruas de Madri.
Na Inglaterra, nos últimos dois finais de semana, protestos anti-Israel levaram 100 mil pessoas às ruas de Londres. As manifestações estão umbilicalmente ligadas ao Partido Trabalhista britânico (em 2019, 42% dos judeus britânicos disseram que “considerariam seriamente” deixar o país caso o líder trabalhista da época, Jeremy Corbyn, virasse primeiro-ministro).
Na Austrália, manifestações em Sydney não ecoaram apenas gritos de “Palestina Livre”, mas de “fodam-se os judeus”.
Protestos parecidos aconteceram em diferentes pedaços do mundo nas últimas semanas, de Joanesburgo a Toronto. Sempre com o protagonismo de movimentos e partidos políticos de esquerda.
Por quê?
O que conecta a esquerda a uma identidade anti-Israel é uma mistura de diferentes elementos.
Essa não é uma relação nova, fabricada nas redes sociais. Nem é tão óbvia quanto parece.
Em primeiro lugar, é preciso contexto histórico: a União Soviética desempenhou um papel fundamental no apoio à criação do Estado de Israel. Durante o debate sobre o Plano da ONU para a partilha da Palestina, em 1947, a União Soviética apoiou o sionismo nas Nações Unidas. Na verdade, Moscou se pronunciou a favor de um Estado Judeu muito antes dos Estados Unidos – antes de qualquer potência.
Um ano antes da criação do Estado de Israel, o então embaixador soviético na ONU, Andrei Gromyko, expressou forte apoio a Israel, destacando a conexão histórica do povo judeu com o território, reconhecendo as aspirações do povo judeu após o Holocausto e defendendo que o mundo tinha uma dívida com eles.
O protagonismo russo foi tamanho nessa direção que a União Soviética foi o primeiro país a reconhecer oficialmente Israel, dois dias após a sua declaração de independência, em maio de 1948.
Na Guerra Árabe-Israelense de 1948, Israel recebeu rifles, morteiros e até aviões de combate da Tchecoslováquia, com permissão e consentimento soviético. Essas armas desempenharam um papel indispensável para a vitória israelense.
Como escreveu o historiador Paul Johnson, Joseph Stalin está “entre os pais fundadores de Israel”.
Os próprios israelenses não negam isso. Como disse Abba Eban, o primeiro embaixador de Israel na ONU, sem o voto e as armas fornecidas pelo bloco soviético, “não poderíamos ter conseguido, nem diplomaticamente, nem militarmente”.
Por que os soviéticos escolheram o lado judeu? Por pragmatismo. Stalin via a criação de Israel como uma maneira de reduzir a influência britânica no Oriente Médio. Na propaganda soviética – veja a ironia – apoiar Israel era enfrentar o imperialismo ocidental no Oriente Médio.
Mas pelo mesmo pragmatismo, poucos anos depois, os soviéticos mudaram de lado – levando todo campo político junto, mais uma vez.
A relação entre a União Soviética e Israel se deteriorou no instante em que Israel expressou o desejo de migrar judeus soviéticos para Israel, atitude amplamente rejeitada pela União Soviética, lar de uma das maiores comunidades judaicas do mundo.
A partir desse episódio, a União Soviética passou a expressar apoio e oferecer treinamento militar, armamento e assistência financeira à causa palestina.
Após a criação do Estado de Israel, os judeus soviéticos enfrentaram forte oposição de Moscou para a emigração. Judeus que solicitavam permissão para emigrar para Israel muitas vezes encaravam discriminação, perda de emprego e perseguição (com direito, em alguns casos, à prisão). A maioria teve seus vistos de saída negados e passou a ser rotulada como refusenik. Eles também enfrentavam vigilância constante da KGB.
Para o Kremlin, permitir que um número tão grande de cidadãos deixasse o país era visto como um sinal de fraqueza e instabilidade. Além disso, muitos judeus soviéticos ocupavam posições em áreas sensíveis, como pesquisa científica, defesa e indústria. O Kremlin estava preocupado que esses indivíduos levassem conhecimentos e habilidades valiosas para o exterior.
Como num passe de mágica, a causa palestina passou a ser vista pelos líderes do bloco comunista como uma luta de libertação nacional contra o imperialismo (um imperialismo que havia sido sustentado diplomaticamente e militarmente pela própria União Soviética).
Os interesses russos, estritamente pragmáticos, locais, moldaram a concepção ideológica, moral, de todo um campo político no Ocidente – como em tantas outras questões.
Ainda hoje, dos 193 países membros da ONU, 28 não reconhecem Israel (15%). Desses, apenas 3 não têm maioria muçulmana – todas elas ditaduras de esquerda: Cuba, Venezuela e Coreia do Norte.
Embora nem todos os críticos de Israel sejam radicais de esquerda, as posições anti-Israel viraram uma espécie de marcador de identidade política para a chamada esquerda “anti-imperialista”.
A narrativa anti-Israel, ainda hoje, considera o país uma força “imperialista-colonialista” que ocupa a Palestina.
A rejeição a Israel é um fenômeno muito além do repúdio aos assentamentos israelenses na Cisjordânia ou à política bélica de Benjamin Netanyahu, tantas vezes condenada por diferentes campos políticos no Ocidente: a esquerda radical rejeita a legitimidade do Estado Judeu e o direito dos judeus à autodeterminação nacional. Para ela, um Estado Judeu nunca deveria ter sido estabelecido.
O grupo chama essa identidade de antissionismo: não apenas a oposição a diferentes características negativas da política (e do governo) israelense, mas a negação do direito de Israel existir sob qualquer pretexto naquele território.
É difícil medir a linha que divide o antissionismo do antissemitismo. Embora alguns estudos apontem que há uma correlação entre entrevistados que não reconhecem a legitimidade de Israel e aqueles que concordam com declarações e teorias conspiratórias antissemitas, diferentes organizações de direitos humanos entendem que uma coisa é diferente da outra.
Aqueles que acreditam que antissionismo é um traço de antissemitismo costumam reclamar que o Estado Judeu é julgado de forma mais severa que os demais. Mais do que isso: dizem que negar a relação milenar dos judeus com o território de Israel é negar a própria existência dos judeus na história.
E esse conflito ganhou novas camadas com as redes sociais.
Hoje, o movimento anti-Israel também é influenciado pelo identitarismo, que enxerga a história – independente do país de origem – através de um conceito de raça simplório e maniqueísta que deriva da experiência racial americana.
Para a esquerda ocidental, os israelenses são “brancos” e os palestinos são “pessoas de cor”. Nesse sentido, os judeus – vítimas do maior crime racial do século 20 – não podem ser vítimas de racismo, visto que são “brancos” e “privilegiados”; mas enquanto “brancos” e “privilegiados” são perfeitamente capazes de explorar “pessoas de cor”, “desprivilegiadas”.
Numa reviravolta, os judeus são agora acusados dos mesmos crimes que eles próprios sofreram.
Em 34 anos, entre 1987 e 2021, 12 mil palestinos morreram no conflito Israel-Palestina, o equivalente a 0,2% do total de judeus mortos no Holocausto. No conflito Israel-Palestina, por diferentes motivos, a violência é indiscutivelmente uma desgraça maior para o povo palestino – mas uma desgraça consideravelmente distante da experiência nazista.
A oposição explícita a Israel, nos últimos dias, também virou, para muitas figuras, um apoio velado e cínico ao Hamas.
Desde 2007, o Hamas governa a Faixa de Gaza, onde criou um Estado de partido único que esmaga a oposição, proíbe as relações entre pessoas do mesmo sexo, reprime as mulheres e defende abertamente o assassinato dos judeus, rejeitando categoricamente a primazia dos direitos humanos. Mas as vítimas dessa teocracia não recebem qualquer solidariedade de manifestações políticas ocidentais organizadas por grupos que juram protegê-las.
Parece incoerente, mas é perfeitamente justificável. Não se engane com os discursos: se os russos (e os chineses) decidirem mudar de lado nessa disputa – por qualquer motivação mesquinha, cotidiana e pragmática – a esquerda radical irá junto, adaptando suas motivações à propaganda da ocasião.
Não será a primeira vez.
@chico_pinheiro Chico Pinheiro, voce é um mais um esquerdista hipocrita na cara. Olhei seus tweets e nao vi uma so mensagem de solidariedade aos familiares das pessoas que foram brutalmente assassinadas , sequestradas, degoladas ou estupradas pelo HAMAS.
@Ruicpimenta29@Carlosfigosanta Todos os pontos narrados por esse senhor Rui Costa foram flexibizados pela ideologia dele, para culpar sistematicamente os judeus, como Stalin fazia. Ele nao tem credibilidade alguma.