eh tão engraçado saber q isso ta acontecendo so pq mais da metade desse país odeia viado e mulher kkk não tem ngm no mundo q me convença q bolsonarista liga pra economia e eh patriota
caralho não é a coisa mais aura infinita do mundo o lula quase sendo encarcerado e falando q se prendessem ele, virava herói, se matassem virava mártir e se soltassem virava presidente de novo AÍ ELE SAI DA CADEIA E VIRA PRESIDENTE DE NOVO VAI SE FODER O VEIO CORPO FECHADO D+++
NENHUMA das pessoas mais engraçadas que eu conheci na minha vida acorda as 5 da manhã pra correr 21km na rua isso nao pode ser uma simples coincidência
🇦🇷x🇧🇷
SOBRE A RECENTE ESCALADA DE ÓDIO ENTRE ARGENTINA E BRASIL
1. O único - absolutamente ÚNICO - setor da sociedade que ganha com o ódio correndo solto de lado a lado é a extrema direita de Bolsonaro e Milei.
2. A Argentina acumula reiterados casos graves de racismo em estádios de futebol e outros espaços públicos, envolvendo não apenas o Brasil (México, França, Portugal, Espanha...) e outros países.
3. Pôr inúmeros fatores, históricos, culturais e conjunturais, A sociedade argentina se recusa a reconhecer o tema e também se recusa a fazer um debate sério sobre isso. E o governo Milei estimula e promove o racismo e a xenofobia e usa o ódio como política de governo. O objetivo é dividir, fragmentar e balcanizar a sociedade argentina, que já vive uma polarização intensa há mais de 10 anos.
3. Por outro lado, muitas gente no Brasil e outros países (estimulados por gasolina jogada pelas milícias de Milei, Vox, Trump & caterva da ultradireita global), diante dessa inação e da falta de sanções aos racistas, passou a tratar o país como uma sociedade majoritária ou totalmente racista (por disposição ou por omissão), o que é uma xenofobia escancarada. ENFATIZO: esse movimento foi estimulado pelas milícias digitais de Milei e seus aliados.
4. Agora temos argentinos linchados na Espanha, espancados pela policía no Brasil, apedrejados em Búzios e outras cidades, bem como temos argentinos se envolvendo ou provocando brigas e agressões a brasileiros em vários locais do país.
5. E hoje, justamente no Dia do Amigo, temos estudantes e profissionais brasileiros que vivem na Argentina recebendo ameaças de morte e sendo expostos e LINCHADOS digitalmente, além de terem a deportação pedida até em meios importantes - como a irresponsável @CronicaTV - de grande audiência.
6. Do governo Milei não esperem QUALQUER gesto para desescalar essa situação. Ao contrário, podem esperar que ele vai jogar mais gasolina na fogueira a qualquer momento. Isso lhe interessa porque ele sabe que os peronistas talvez tentem apaziguar essa situação e ele vai aproveitar para chamá-los de traidores da pátria.
7. No Brasil, que encara eleição presidencial daqui a 10 semanas, a situação é inversa: Lula é quem poderia tentar conter os ânimos, pela postura dialoguista que ele sempre teve. Mas, nesse momento, se ele der algum sinal nessa direção, poderá ser apontado pela extrema direita de traidor e amigo dos nossos “inimigos”.
8. Aos meus amigos da Argentina, repito o que venho dizendo há tempos: assumam que o debate sobre o racismo precisa avançar muito no país, inclusive e sobretudo com relação aos povos originários e com a necessidade urgente de estabelecer punições para gestos/atos racistas em espaços públicos, inclusive e especialmente para esses tipos de atos que se enquadram no racismo recreativo.
9. Às pessoas queridas no Brasil: parem de julgar um país de 47 milhões de habitantes pelas atitudes de torcedores de futebol e turistas, por mais sórdidas que elas sejam. O racismo na Argentina não é maior ou pior do que o do Brasil (ou do Chile, ou da Bolívia, ou da Colômbia etc). A diferença é que eles não possuem um arcabouço jurídico efetivo para garantir punição ao racismo e eles também não possuem um letramento racial suficiente para levar o problema a sério - exatamente a situação que o Brasil vivia até o final dos ano 1990. Lembre que até hoje tem torcedor do Fluminense (meu time, aliás) que chama flamenguistas de mulambada e a torcida tricolor cantava até outro dia "silêncio na favela” para atacar os rubro-negros.
É PRECISO DAR UM JEITO, MEU AMIGO.
Gostem ou não, somos povos irmãos!
Rogério Tomaz Jr.
Brasileiro que viveu e estudou na Argentina.