☢️ Reflexão da Cooperativa: Salazar e o voto feminino (e masculino). Vamos lá acabar com os mitos.
Em Portugal, o voto feminino, foi proibido pela progressista I República, cuja implantação festejamos com feriado a 5 de outubro e regressou pelo regime que Salazar viria a comandar.
É inconveniente? Bastante. mas não deixa de ser verdade.
A I República, a filha da razão, da modernidade e do povo, teve uma relação curiosa com o povo, gostava dele em abstrato, em comícios, em bandeiras, mas na hora de votar, já o preferia selecionado, filtrado, alfabetizado, masculino.
É aqui que entra Carolina Beatriz Ângelo, médica, viúva, alfabetizada e chefe de família. A lei eleitoral de 1911 falava em cidadãos maiores de 21 anos, sem dizer expressamente que tinham de ser homens. A Carolina olhou para a fresta, percebeu que cabia lá uma mulher inteira, foi a tribunal, ganhou o direito e votou nas eleições para a Constituinte. Não era suposto.
E o que é que a I República fez? Em 1913, fechou a fresta com silicone e escreveu expressamente que o voto era para cidadãos portugueses do sexo masculino.
Depois veio a ditadura militar, depois veio Salazar, depois veio o Estado Novo. Ora o regime autoritário que não trouxe eleições livres, trouxe, ainda assim, o regresso condicionado do voto feminino. As mulheres passsaram a poder votar, sim, mas não todas. Tinham de cumprir requisitos mais apertados do que muitos homens.
Mas também convém dizer o resto, porque a verdade cortada às fatias é na realidade uma mentira. Nem todos os homens votavam no Estado Novo. A ideia de que havia um país inteiro de homens livres a votar e uma multidão de mulheres acorrentadas à cozinha é uma caricatura boa, mas falsa. O voto era condicionado, limitado, filtrado pela instrução, pelo recenseamento, pela capacidade legal, pelo próprio desenho autoritário do regime. Havia homens fora da urna. Muitos. O Estado Novo não era uma democracia masculina; era uma ditadura com boletins de voto.
Comparar o voto feminino no Estado Novo com o voto feminino nas democracias atuais é, por isso, uma espécie de anacronismo. A figura de estilo chama-se precisamente anacronismo, julgar o passado com a régua da moralidade, jurídica e política do presente, como se 1931 tivesse obrigação de acordar em 2026, Tribunal Constitucional, paridade e tudo o resto. É intelectualmente preguiçoso e politicamente útil. Serve menos para compreender a História e mais para montar uma narrativa conveniente.
Até porque, olhando para as grandes democracias ocidentais, a fotografia não é assim tão limpa. O Reino Unido só igualou homens e mulheres no voto em 1928. A França, pátria universal da liberdade, igualdade e fraternidade com sotaque de bronze, só deu o voto às mulheres em 1944, com primeiro exercício em 1945. Portugal, com todos os seus atrasos, sombras e vergonhas, não estava sozinho neste pantano.
➡️Isto não absolve Salazar. O regime permitiu o voto a algumas mulheres, sim. Mas nunca permitiu verdadeiramente que o país escolhesse livremente o seu destino. E entre deixar algumas mulheres votar e deixar uma nação decidir vai a distância que separa a janela aberta da casa sem portas.⬅️
Camaradas, há uma ironia histórica em lembrar que o voto feminino, expulso pela democracia da I República depois de Carolina Beatriz Ângelo ter cometido o pecado imperdoável de levar a liberdade republicana mesmoa a sério, regressou com o regime que Salazar viria a chefiar.
⚠️É por isso que os falsários da memória são tão perigosos, não honram o 25 de Abril, falsificam-lhe a certidão de nascimento. Precisam de pintar o diabo sobre tudo antes dele, esconder contradições e transformar a História em Estória como lhes convém, numa repartição de propaganda, porque só assim conseguem elevar artificialmente aquilo que, sendo grande, não precisava de aldrabice para o ser. O 25 de Abril não se defende com mentira; quem precisa de mentir para o engrandecer não está a celebrar a liberdade, está a inaugurar outra forma de censura, mais vaidosa, mais sonsa, de cravo ao peito.
Para vossa eventual reflexão.
o dono da cooeperativa
RITA SÁ MACHADO REESCREVE CRONOLOGIA PARA ESCONDER OBSCURANTISMO
Pandemia: directora-geral da Saúde mente aos deputados sobre pareceres escondidos dos pais na campanha de vacinação em 2021
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Rita Sá Machado, directora-geral da Saúde, prestou informações falsas ao Parlamento no âmbito de uma petição sobre indemnizações por reacções adversas às vacinas, ao garantir que os pareceres da Comissão Técnica de Vacinação (CTVC) foram sempre divulgados. O PÁGINA UM demonstra que esses documentos foram ocultados no momento da campanha de vacinação dos adolescentes no Verão de 2021, escondendo divergências entre os membros da CTVC sobre a segurança. E só vieram a público em Março de 2022, após uma deliberação da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos.
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☢️Reflexão da Cooperativa: camaradas, não falta cumprir Abril. Abril cumpriu-se no próprio dia em que aconteceu, 25 de abril de 1974. Cumpriu-se quando o regime, gasto e corroído, caiu. Cumpriu-se porque a porta se abriu, porque o medo deixou de ser método e também porque a palavra saiu à rua a poder respirar.
Tudo o resto é memória. Nobre, necessária, até comovente, mas apenas memória. Abril não pode ser uma religião civil onde alguns sacerdotes distribuem certificados de pureza democrática.
Cumprir Abril, hoje, é uma expressão cómoda para quem prefere viver da herança em vez de construir a casa. Abril não se cumpre eternamente, como se a liberdade fosse uma dívida perpétua à geração que lhe abriu a porta. A porta foi aberta. A ditadura caiu. O passado fez a sua parte.
Agora falta o mais difícil, o de cumprir Portugal.
Cumprir Portugal é olhar para os portugueses vivos, não apenas para símbolos mortos. É perguntar porque partem os jovens, porque empobrecem os que trabalham, porque se resigna um país inteiro à mediania como se isso fosse destino. É trocar a romaria da memória pela exigência de 1 futuro para o nosso país.
Abril foi o princípio, não pode ser o túmulo onde enterramos todas as nossas ambições. Honrar Abril não é repeti-lo em ladainha enquanto se vive dele a cada final de mês, é deixar de o usar como desculpa para não fazer nada depois dele.
Camaradas, o povo não vive eternamente do dia em que derrubou a parede. Vive da coragem de construir no espaço que ficou aberto para lá dessa parede.
Para vossa eventual reflexão.
o dono da cooeprativa.
Notas:
✅Salgueiro Maia é o símbolo mais puro do 25 de Abril porque fez a revolução e recusou transformar a revolução em carreira.
✅ Não viveu de broche ao peito a cobrar juros morais ao país.
✅ Serviu Abril como quem cumpre um dever, depois teve a decência, raríssima, de não se servir dele.
⚠️Por isso vai ficando esquecido, porque a memória dele incomoda a procissão dos que fizeram de Abril profissão, pensão e currículo. A grandeza do Salgueiro Maia denuncia a pequenez dos "herdeiros". Fez História; os outros, muitos, limitaram-se a palmar a chave e a cobrar o bilhete à entrada da porta da liberdade.
EDITORIAL DE PEDRO ALMEIDA VIEIRA
Sequelas das vacinas covid-19 nos jovens: após a reportagem da CMTV, não será tempo da imprensa pedir desculpas?
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A reportagem da CMTV desta segunda-feira sobre jovens vítimas das reacções adversas da vacina contra a covid-19 não trouxe novidade factual — trouxe memória. Memória do que a imprensa preferiu, durante a pandemia não apenas ignorar ou desvalorizar sinais, dados e alertas. Tratou com desdém e rotulou como “negacionismo” todos aqueles que apelaram à prudência, mesmo com racionalidade. Mais do que os casos agora expostos, o que fica é um retrato de um falhanço colectivo do jornalismo, que abdicou do escrutínio para aderir a uma narrativa — e que hoje evita confrontar-se com esse passado.
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☢️ Reflexão da Cooperativa: a tentativa de genocídio do povo português por negligência
Marta temido e Graça Freitas, dois rostos dos sacerdotes laicos da seringa, convictos, indignados, prontos a dividir o mundo entre os salvos e os hereges.
As vacinas COVID-19 foram-nos apresentadas com percentagens e tudo. Tinha eficácia, diziam. Tinha muita eficácia. O detalhe divertido desta m@rda era que nunca se percebia bem contra o quê, em concreto, com que duração, em que medida, e com que utilidade prática no mundo real que interessava às pessoas. Porque a certa altura percebemos todos o óbvio, não impedia realmente a infeção como a propaganda vaticinava inicialmente, não impedia o contágio e a grande epopeia sanitária foi sendo reduzida, à medida que a realidade nos batia à porta, a uma tese mais escorregadia, para não dizer, vá, nublosa. Talvez mitigasse sintomas. Talvez reduzisse gravidade. Talvez. Foi sempre um produto vendido em tom de certeza e consumido, afinal, no regime do talvez.
Mas a parte mais indecente desta história nem sequer está aí camaradas. Está nas crianças.
Porque sobre as crianças, verdade seja dita, sempre se soube o essencial. O vírus, na esmagadora maioria dos casos, passava por elas como cão por vinha vindimada. Uns sintomas ligeiros, uma febrezita, um mal estar, uma coisa frequentemente comparável a uma gripe ou até menos que isso. Não eram, por regra, o grande grupo de risco. Não eram a muralha final da civilização. Não eram o campo onde se travava a batalha decisiva pela sobrevivência.
➡️Eram crianças. E o bom senso, este velho provinciano mal visto pelos iluminados do costume, dizia uma coisa muito simples, se o risco para elas era reduzido, então a prudência mandava pensar duas vezes antes de lhes administrar nas veias, em massa, uma vacina nova, carregadinha de incerteza,
Mas o bom senso, naquela altura, era tratado como literatura clandestina.⬅️
O país preferiu entregar-se ao delírio burocrático da virtude obrigatória. A relação risco vs benefício, que devia ser a pergunta central, foi substituída por uma coreografia moral para gente fracota de espírito.
O importante deixou de ser proteger com critério, passou a ser obedecer com pose de Estado.
Relembro, nunca ninguém pediu ao cidadão comum que entendesse. Pediu-se que acatasse e pronto. Nunca se explicou com humildade o que se sabia e, sobretudo, o que não se sabia. Preferiu-se o tom autoritário de quem fala de cima de uma montanha moral, com aquele ar viscoso de superioridade de quem acredita que uma duvida alheia é um crime de opinião. O mais extraordinário é que esta gente continua a achar-se esclarecida. Não percebe que a marca do espírito esclarecido não é a ausência de duvida; é precisamente o respeito pela dúvida quando ela é mais do que legítima.
⚠️E no caso das crianças, a dúvida não era apenas legítima. Era obrigatória.
Porque não estamos a falar de um grupo em colapso clínico. Estamos a falar de menores que, em regra, lidavam com a doença de forma leve. Ora qualquer pessoa intelectualmente honesta devia ter travado aqui. Devia ter pesado. Devia ter recusado transformar a infância num laboratório experimental para adultos assustados e políticos obcecados. Mas não camaradas.
Foi uma época extraordinária de mediocridade vestida de autoridade.
Havia médicos transformados em comentadores da obediência, jornalistas convertidos em bedéis do pensamento único, governantes a vender prudência como fraqueza e uma imensa manada de virtuosos de sofá, sempre disponível para apontar o dedo a quem pedisse cautela.
E depois há quem se ofenda com palavras duras.
Pois ofenda-se c@aralho, metam a mão na consciência.
💡Porque, no meu entender, foi uma tentativa de genocídio do povo português por negligência. Sim, por negligência. Não estou a falar de câmaras de gás, obviamente. Estou a falar da forma como um aparelho inteiro, do político ao mediático, se dispôs a brincar com aquilo que tinha de ser intocável sem uma certeza robusta de beneficio. Estou a falar de um regime moral que tratou a prudência como um desvio e a hesitação como um pecado. Estou a falar de gente que, em nome do bem, se autorizou a mexer no que não devia mexer sem a segurança que devia ter.
E isso, moralmente, é gravíssimo.
Camaradas, um Estado decente não usa crianças saudáveis como matéria-prima de uma campanha montada sobre o medo, pressão social e convicções provisórias vendidas como eternas. A moral da história é muito simples, nem tudo o que vem embrulhado em ciência traz ciência lá dentro; às vezes traz apenas poder, vaidade e pânico com boa imprensa à mistura.
Quem participou nisto devia, no mínimo, bater com os costados nas barras do tribunal. Um país que aceita tudo em nome da emergência acabará sempre governado por gente que confunde autoridade com razão, e propaganda com verdade.
Aplicável também noutros contextos. Para vossa eventual reflexão.
o dono da cooperativa
Nota: não sou anti-vacinas de modo geral, de todo. mas fui e sou muito céptico em relação a tudo o que se passou durante a COVID-19
fotografia: Jornal de Negócios
Deve ser dificil para quem andou 4 anos a achar que o Zelensky era a nova vinda de Cristo, aceitar agora que afinal era e continua a ser um drogado corrupto, que anda a sacar dinheiro há vários anos.
Mas não é nada que os maluquinhos das conspirações já não soubessem, há vários anos.
Vocês é que caem sempre na mesma esparrela, de acreditar no que os media e os governos vos dizem.
Se não perceberam o que a China estava a fazer em 2020 com o Covid, também não vão perceber agora.
Há malta que só vai perceber o que aconteceu quando virem na televisão... mas nessa altura a televisão já vai ser falada em chinês.
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