Enquanto Globo, Folha e Estadão se apressaram a repetir várias vezes que era fake news o risco de Nossa Senhora Aparecida perder o posto de Padroeira do Brasil, Daniela Lima foi fazer JORNALISMO e apurou que a Igreja Católica monitora essa ameaça já tem muitos anos.
Os mais jovens não devem saber, mas, em 2011, havia uma juíza famosa no Brasil por prender milicianos no Rio de Janeiro.
Seu nome: Patrícia Acioli.
Aos 47 anos, ela foi morta por 2 homens em 11/08 com 21 tiros na porta de casa.
Essas foram umas das reações políticas à época:
É exatamente por pensar dessa forma que os EUA colocaram o Robert Kennedy Jr. como secretário de saúde e agora todos os vegetais do país causam diarreia porque ele acabou com qualquer inspeção e fiscalização.
Pensamento conspiratório impulsionado por rede social mata.
A notícia diz que o prejuízo estimado é de R$ 100 mil. Ou seja, no meio de um incêndio que destruiu tudo e provavelmente arruinou a vida do cara pelos próximos anos, deus, onipresente e onisciente, quis mostrar como ele é foda, salvando... a bíblia. Não parece bom, mas beleza.
LAVOU A ALMA! A jornalista Miriam Leitão acaba de expor, ao vivo na TV Globo, a pressão do governo Trump e a tentativa de interferência nas eleições brasileiras. Espalhe esse vídeo! 🇧🇷👏🏻
Essa opinião sua e do Joel de que de alguma forma a comunicação científica ou o "discurso oficial" seria responsável pela descrença na vacina tem base em que tipo de dados?
Porque a realidade que as evidências mostram é que dois países grandes em que houve das maiores queda de confiança na vacina foram Estados Unidos e Brasil. A OMS ou nossa comunidade científica que passaram certeza demais na vacina, ou foram esses os dois países grandes em que pessoas do mais alto escalão do governo fizeram esforço ativo para descredibilizar as vacinas?
Existe um risco de ao participar muito do debate público sobre um tema achar que está inteirado das causas e efeitos por trás da discussão pública. Mas não só não é verdade em geral, como nesse tema específico existe toda uma área de estudos sobre como passar confiança na comunicação de saúde pública e muitas evidências da época da pandemia sobre diferentes estratégias.
Durante a pandemia o governo federal brasileiro exerceu um esforço monumental para fazer o oposto de tudo o que se sabia sobre comunicação eficaz e segura de temas de saúde pública, incluindo vacinação. E temos dados sobre o impacto dessa comunicação falha do governo federal, artigos publicados em ótimos periódicos incluindo de economia.
Focar na comunicação científica ou tratar de "erros de comunicação" com base em achismo sem dialogar nada com essa literatura ou com as evidências é falta de responsabilidade.
É ponto pacífico dessa literatura que em uma emergência de saúde pública as pessoas ouvem e focam nas figuras de maior autoridade do país. Em um ambiente onde essas figuras não passam confiança, se contradizem, recomendam fazer o oposto do que outros países estão fazendo, é completamente esperado que cairá a confiança da população em tudo.
Em Singapura, Japão, Coreia do Sul e outros tantos países cujos governos tiveram uma resposta absolutamente exemplar em comunicação pública durante a pandemia podemos discutir de que formas ruídos causados por imprecisões da OMS ou da comunidade científica prejudicaram a situação do país. Brasil e EUA o problema é absolutamente escancarado no nível do governo federal e não há a menor margem de dúvida sobre isso.
Não precisa ir longe.
O melhor amigo do Flavio Bolsonaro ganhou um contrato de mais de R$ 3 bilhões AO MÊS do governo do PL no Rio.
Se critério para noticiar contrato de intermediação é dar o valor intermediado, a RioPag intermediava mais de R$ 3 bilhões ao MÊS das bets do Rio graças a licitação do governo do Rio.
Licitação que ela ganhou porque a melhor oferta foi eliminada sob a justificativa de que escreveu 20,00% quando deveria escrever 20,000%.
Artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado neste domingo no jornal Washington Post
As tarifas dos EUA contra o Brasil são um erro estratégico
Há um ano, fui surpreendido pela publicação, em uma plataforma digital, de carta do Presidente Donald Trump que impunha tarifa de 50% a produtos brasileiros. A menção, logo no primeiro parágrafo, ao ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado no ano passado e hoje preso por tentativa de golpe de Estado no Brasil — deixava explícita a motivação política da medida.
Nos diálogos que mantive com Trump desde então ressaltei que não é necessário compartilhar as mesmas visões de mundo para buscar relação mutuamente benéfica entre nossos países. Afinal, somos líderes das duas maiores democracias e economias das Américas.
Negociações entre nós e decisões da Suprema Corte dos EUA desmontaram a primeira versão do tarifaço. Mas este mês, desconsiderando dezenas de reuniões entre nossas equipes, sólidos argumentos técnicos e documentos que entreguei pessoalmente ao próprio Trump, o governo norte-americano decidiu adotar novas tarifas contra o Brasil que vão de 12,5% a 37,5%.
Como resultado, a Global Trade Alert, organização independente baseada na Suíça, estima que o Brasil e a Turquia são hoje os segundos países mais tarifados pelos Estados Unidos, depois apenas da China. E isso apesar do superávit norte-americano no comércio bilateral de bens e serviços, que ao longo de quinze anos consecutivos acumula 428 bilhões de dólares.
Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos segmentos industriais dos Estados Unidos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e vários outros produtos chegarão mais caros ao consumidor norte-americano.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram para o menor patamar desde 1997. Na comparação entre os primeiros 6 meses de 2025 e 2026, o comércio bilateral com os EUA recuou 12,8%, enquanto o comércio com a União Europeia cresceu 6,1% e com a China aumentou 15,9%.
No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros.
Isso diz muito da inconsistência entre os interesses dos EUA anunciados em sua estratégia de segurança nacional e as políticas que adota em relação ao Hemisfério Ocidental.
A América Latina e o Caribe não precisam de porta-aviões rondando suas águas nem de punições tarifárias. O que nos falta são parceiros confiáveis e previsíveis. Neste momento em que os EUA isolam seu mercado, outros países se apresentam como alternativas, oferecendo uma agenda positiva, capaz de fomentar o desenvolvimento econômico e social.
Estou convicto de que a união de esforços em torno de iniciativas concretas de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir para superar as mazelas que afligem um hemisfério que é de todos nós.
A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos.
Apesar da longa história de intervenções políticas e militares dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, houve momentos em que Washington soube ser um parceiro à altura de nossos interesses de desenvolvimento.
O Presidente Franklin D. Roosevelt implementou uma política de Boa Vizinhança que tinha como objetivo substituir o uso da força pela diplomacia em sua política externa para a região. Essa postura contribuiu de forma decisiva com os primórdios da industrialização no Brasil. O presidente George W. Bush, ao enfrentar a crise financeira de 2008, incluiu 3 países latino-americanos na primeira reunião de líderes do G20.
Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome, a pobreza e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado.
Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras.
As alegações do Presidente Trump contra o Brasil, na tentativa de justificar as tarifas, são infundadas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais — não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. Nosso sistema de pagamentos, o Pix, não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros.
Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la.
Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva