🚨 BATEU O DESESPERO 🚨
Daniela Lima traz uma bomba.
Exército do Janones pauta a internet.
Lula dispara em buscas do Google.
Bateu o desespero completo na campanha do Flávio.
Faltam cinco dias pro primeiro turno.
A guerra eleitoral escala nas ruas e no digital.
Lula conseguiu, com a ajuda do Exército de André Janones, emplacar uma senhora vitória.
As buscas sobre Flávio Bolsonaro, milícia e o caso Ana Clara explodiram no Google.
Um discurso do candidato em viva voz, imagem, som e vídeo, em defesa dos milicianos, ressurge.
Flávio tá tentando conter esse movimento.
Do outro lado, o Lula tá conseguindo pautar uma agenda positiva para si.
De um lado, expôs questões que incomodam o adversário.
Do outro, o que lidera as buscas sobre o Lula é a autorização dele pra quebra do sigilo bancário e dos familiares.
Isso é hoje a coisa mais buscada sobre Luiz Inácio Lula da Silva no Google.
Diante dessa mobilização, quem tá por trás é André Janones.
De dentro do hospital onde estava internado ontem, mandou áudio orientando postagens com hashtags específicas.
Sobre a entrevista do Lula no SBT e sobre o caso Ana Clara.
Janones vai sair do hospital já já.
Disse que vai pedir alta 13 horas e 13 minutos.
Por óbvio.
#OExercitoDoLulaVoltou no topo.
#ExplicaAnaClaraFlavio no assunto.
#ComLulaVaiTerOnibusDeGraca no radar.
#Voto13PeloBolsaFamilia no meio.
QUEM NÃO DEVE NÃO TEME no scroll.
#LulaAbriuSigiloFlavioArregou no feed.
Felca no canto.
LULA PELO BRASIL no assunto.
CONTRA DADOS NAO HA MENTIRAS no meio.
Felipe Neto no radar.
Fábio Porchat no scroll.
Laranjas no canto.
Revelando no feed.
Dia Mundial de Combate no assunto.
Willer Tomaz no meio.
Faltam 5 no canto.
Acorda Nordeste no radar.
O Exército do Lula voltou e tá pautando.
A campanha do Flávio sentiu o baque.
Compartilha agora.
Mostra pra mais gente.
A virada tá no digital.
“Na adolescência eu tive meus dias bem sem-noção. Quem nunca? Uma vez, eu tinha acabado de entrar no São Paulo, dei uma dessas. Mas foi um aprendizado. E quando aprendo algo importante eu gosto de marcar. Vou contar pra vocês. Cheguei no São Paulo com a minha chuteirinha falsificada de camelô e os moleques lá todos de Nike, Adidas e tal. Num fim de semana eu vou dormir na casa de um amigo do time e a mãe dele leva a gente no shopping pra comprar uma chuteira nova pra ele. Uma Nike prateada top de linha. Tinha a bronze que o Ronaldinho e o Denílson usavam, e a prata. Ele quis a prata. Seiscentos reais, na época. Eu só olhando, babando. Aí pedi o celular da mãe do meu amigo, fui fora da loja, dei um migué de que tinha ligado pra casa e voltei:
— Beleza, tia. Minha mãe deixou. Ela falou que a senhora pode comprar uma chuteira igual pra mim e quando chegar a fatura do cartão ela paga.
Eu não sei se a minha mãe ficou mais decepcionada com a mentira ou com o fato de eu ter derrapado num momento em que fui colocado à prova. Porque eu sabia que uma chuteira não me faria jogar melhor nem pior. E também sabia que a minha família não podia arcar com uma despesa daquele tamanho. Mas ali eu fui o que a sociedade esperava e espera da gente: “Seja igual, não seja você mesmo. Copie os outros, queira ser quem você não é, porque isso é assim mesmo, não muda”.
Com as redes sociais isso ficou mais evidente. E talvez por isso as pessoas estejam cada vez mais ansiosas e deprimidas. A gente está trabalhando 15 horas por dia em vez de oito. Faz as refeições falando com o chefe no zap, toma banho cronometrado, tem dia certo pra contar historinha pro filho na hora de dormir. A gente é obrigado a acelerar tanto pra se encaixar, pra ser igual, mas tanto, que nem consegue mais olhar a paisagem. É complicado “viver” assim. E mais complicado é ousar querer ser diferente: precisa ter a força e a noção de que você vai apanhar mais do que bater, mas no fim vai sair vencedor com você mesmo, tipo filme de boxe.
A minha mãe precisou fazer muitas horas extras pra pagar aquela chuteira. Tempos depois, olha como é a vida, né?, eu fui patrocinado pela Nike. Peguei com os caras uma chuteira prateada, botei numa moldura e até hoje a minha mãe tem ela pendurada na parede do quarto. Foi a forma que eu encontrei de agradecer: mostrar que eu aprendi a lição e que nunca teria vivido o que eu vivo até hoje se não fossem eles, os meus pais. A chuteira prateada no quadro é uma lembrança e uma forma de honrar a jornada particular da nossa família.” – @DavidLuiz_4.
• 📸: Sam Robles/The Players’ Tribune