n sei se essa “autocritica” q ficam cobrando da esquerda brasileira é o ponto, talvez estejamos mesmo num zeitgeist difícil de atravessar. a extrema direita detem big techs no mundo todo, e aqui está em curso um projeto de dominação via igreja evangelica. as forças são desiguais
grupos minoritários. espero que o neopentecostalismo destrua esse país miserável de vez para que eu morra logo e não precise sustentar o fardo que é viver aqui.
enquanto o pastor faz pobre acreditar que estamos vivendo numa espécie de distopia mitológica maniqueista e que o problema do brasil é o fantasma da ideologia de gênero, a extrema direita ameaça leiloar terras e destruir todos os projetos sociais que atendem
país das rachadinhas, das milícias, do body splash e da lente no dente como símbolos de prosperidade, do tigrinho, da dancinha de tiktok, da fake news, da igreja da parede preta, do banco master, do luciano huck, da unha de gel, do blazer de neoprene, do herbissimo, da harmonizaç
Lula não entendeu e nem seria capaz de entender por seu perfil coletivo que o brasileiro médio quer um iPhone 18, um curso de coach e um body splash barato, as pessoas não sonham com educação, saúde e segurança, eles sonham com ostentação superficial nas redes sociais
é muito triste porque a sensação é que se a gente perder a gente perde tudo tudo mesmo, perde os direitos, perde a dignidade, tipo as pessoas realmente nao pensam no coletivo essa sensação horrível de morte que vem junto com o bolsonarismo me deixa doente
Conselho ruim. Trabalho não é para gostar. Trabalho é para ganhar dinheiro. Buscar prazer no trabalho é uma armadilha. Escolha o que te parecer mais tolerável, mas o objetivo tem que ser ganhar dinheiro. Terá bem mais chances de ser feliz, satisfeito e realizado com sua profissão
women are socialised to believe that the gravest sin they can commit is to inconvenience others and it is maddening to realise just how inconsiderate men are allowed to be
não aguento interpretações que reduzem a teoria de classes marxista a contradição de interesses na divisão social do trabalho e ignoram que embora venda a sua força de trabalho, a classe média tem acesso a ativos de qualificação que a diferenciam da classe operária tradicional.
a classe média desse país é tão dissociada da realidade que vai se referir a uma vida inteira de gozo e privilégios num país miserável como algo precário e ai de você que de fato cresceu sem dinheiro e vulnerável apontar que alguém com tantos acessos não é uma vítima
Eu vou contar para vocês um negócio. É uma coisa que notei, enquanto pessoa que era pobre, ascendeu, transitou entre classes e hoje anda entre os que sempre foram classe média alta e ricos desde o berço.
Enquanto nós, que viemos de baixo, temos uma sensação de gratidão pela ascensão, essa galera tem o ressentimento que eles acusam as outras classes de terem. Explico:
Eles estão sempre reclamando, tudo está caro, tudo está pior, mesmo que o padrão de vida deles não desça um milímetro. O sentimento é sempre de insatisfação, mesmo tendo acesso a tudo.
E minha teoria, não é uma verdade absoluta, é de que eles são ressentidos, pois, mesmo tendo um padrão de vida alto, eles viram várias pessoas como eu, que morava em barracão de três cômodos na infância, e outros, conseguirem nos últimos anos: consumir, viajar, frequentar e viver o mesmo padrão de vida deles.
Enquanto eles não vivenciaram uma subida abrupta para outro patamar, por exemplo, se tornar um mega-rico. A curva de ascensão deles chegou a um teto, já está no alto, mas não subiu muito mais do que eles esperavam.
Repare, essa pessoa não empobreceu, ela só viu outras camadas sociais se movimentarem e ela dar pequenos passos no seu, já alto, padrão de vida.
Fora que ela viu, por conta da internet, uma galera enriquecer absurdamente do nada, com esforços mínimos. Isso coringou eles.
Os pobres, na vida real, não têm ressentimento da classe média. Mas a classe média tem ressentimento com quem teve uma curva de crescimento exponencial, enquanto ele está no alto, crescendo com pequenas oscilações.
O famoso: tédio de possuir.
Não é um ressentimento declarado e nunca será; ele é sutil. Às vezes acontecem atos falhos, como o Paulo Guedes falando da empregada viajando, mas, via de regra, ele está lá. Ele existe.
Enfim, muitas camadas.
Eu vou contar para vocês um negócio. É uma coisa que notei, enquanto pessoa que era pobre, ascendeu, transitou entre classes e hoje anda entre os que sempre foram classe média alta e ricos desde o berço.
Enquanto nós, que viemos de baixo, temos uma sensação de gratidão pela ascensão, essa galera tem o ressentimento que eles acusam as outras classes de terem. Explico:
Eles estão sempre reclamando, tudo está caro, tudo está pior, mesmo que o padrão de vida deles não desça um milímetro. O sentimento é sempre de insatisfação, mesmo tendo acesso a tudo.
E minha teoria, não é uma verdade absoluta, é de que eles são ressentidos, pois, mesmo tendo um padrão de vida alto, eles viram várias pessoas como eu, que morava em barracão de três cômodos na infância, e outros, conseguirem nos últimos anos: consumir, viajar, frequentar e viver o mesmo padrão de vida deles.
Enquanto eles não vivenciaram uma subida abrupta para outro patamar, por exemplo, se tornar um mega-rico. A curva de ascensão deles chegou a um teto, já está no alto, mas não subiu muito mais do que eles esperavam.
Repare, essa pessoa não empobreceu, ela só viu outras camadas sociais se movimentarem e ela dar pequenos passos no seu, já alto, padrão de vida.
Fora que ela viu, por conta da internet, uma galera enriquecer absurdamente do nada, com esforços mínimos. Isso coringou eles.
Os pobres, na vida real, não têm ressentimento da classe média. Mas a classe média tem ressentimento com quem teve uma curva de crescimento exponencial, enquanto ele está no alto, crescendo com pequenas oscilações.
O famoso: tédio de possuir.
Não é um ressentimento declarado e nunca será; ele é sutil. Às vezes acontecem atos falhos, como o Paulo Guedes falando da empregada viajando, mas, via de regra, ele está lá. Ele existe.
Enfim, muitas camadas.