Senhor,
Enquanto sigo, aos tropeços, pela vida, ajude-me a provocar sempre mais risos do que lágrimas. A levar mais alegria do que tristeza e a espalhar mais esperança do que desânimo.
Repare como a alegria e o orgulho brasileiros se esvaíram nas últimas décadas. Foi por acaso? Agora resta saber se dia 13, quando o Brasil entrar em campo contra o Marrocos, vai rolar aquele nó na garganta. Aquela lágrima.
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Talvez ele me esbofeteasse e me xingasse de esquerdista, carola e traidor do libertarianismo ou algo assim. Ao que eu responderia dizendo que, cara, baixa a bola, sei que você está enfrentando um momento difícil, mas vai passar.
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João é, para mim, um canalha. Assim como devo ser canalha para uns tantos. Provavelmente para o João, que neste momento chafurda na própria canalhice enquanto eu estou aqui, babando fel e infeliz. Exatamente como querem os canalhas.
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Afinal, quem nunca quis que seus filhos largassem o celular para brincar de Jogo da Vida? Quem não tem memórias do Pogobol ou dos Comandos em Ação? Do Boca Rica?!
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Executivos, advogados, presidentes de ONGs, artistas da música e do teatro, poetas, e até jogadores de futebol em fim de carreira e de carreira prometem organizar em breve um protesto contra Marco Rubio e sua tentativa de intervenção no Brasil.
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(x) Associação Nacional de Análise Literal dos Fatos e Alegorias (ANALFA) — Grupo que reúne gente que compartilha notícia sem ler, quem não entende ironia, leva sátira a sério, pede checagem de piada e responde pergunta retórica.
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Comentando o Ulysses, Nabokov diz que Joyce quis representar em Bloom uma pessoa ordinária, e por isso todos aqueles pensamentos monotemáticos sobre sexo & a latrina. De um lado, afastando qualquer puritanismo, ele afirma não ter nada contra essa franqueza crua do assunto em romances - muito ao contrário, muito ao contrário; mas, de outro,"simplesmente não é verdade que a mente de pessoas ordinárias passe o tempo todo às voltas com coisas fisiológicas. Minha objeção é ao caráter, ininterrupto, não ao repugnante. Todos esse negócio muito especificamente patológico parece artificial e desnecessário."
Agradecer a você, leitor que, apesar das discordâncias, e talvez até por causa delas, insiste em acompanhar o que publico neste espaço. Você que ri ou, de si para si, fala “dããã” para algo que escrevi (rimou).
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Quando o ser humano é reduzido a um desempenho, a uma mercadoria ou um dado estatístico, surge inevitavelmente um profundo sofrimento interior. Muitos jovens hoje vivem sob o jugo das expectativas e do rendimento, imersos em uma competitividade exacerbada que gera ansiedade, medo de não estar à altura e desorientação.
Nunca imaginei que doar meias a outro ser humano com frio pudesse ser tão difícil e, por isso mesmo, necessário. Mais para quem doa (muito mais!) do que para quem está com frio nos pés.
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Agora os brasileiros terão um dia a mais na semana para descansar ou ler um livro, hahahaha, ou atender aos apelos da patroa e trocar aquela lâmpada que está queimada há seis meses. Não tem mais desculpa, hein, Zé!
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Sei que há toda uma máquina de propaganda trabalhando (!) há décadas para nos convencer de que o trabalho é um bicho-papão. Sei que rirão se você disser que gosta de trabalhar e que sente que seu trabalho contribui para a sociedade.
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