estou com SAUDADE do empurra-empurra, do calor infernal, de tomar Beats quente e de pular ao som de orquestras de frevo subindo e descendo ladeira. eu amo demais o carnaval de Pernambuco! 🎉🎉🥰
🇳🇴🥁🚣🏻♂️ Uma das melhores imagens da Copa do Mundo!
Jogadores e torcedores da Noruega remando juntos após a vitória por 3 a 2 sobre Senegal.
🎥 @CazeTVOficial
Argélia e Jordânia podem ser rivais hoje à noite na Copa do Mundo, mas são parceiras há muitos anos em um tópico: a causa Palestina.
São duas das nações mais vocais e ativas nas lutas pelo reconhecimento da Palestina e por sanções a Israel tanto nos esportes, quanto na política.
Jogos da Argélia em competições internacionais costumam ser marcados por bandeiras e homenagens à Palestina. O motivo de tanta proximidade é simples: o sofrimento colonial.
Os argelinos sofreram por mais de um século um violento domínio francês, precisando de uma guerra também sangrenta para conquistarem sua independência. As memórias desse período são muito vivas na população e se transformam em apoio à Palestina.
Tão grande é a proximidade que a Argélia nem sequer reconhece a legitimidade de Israel, cedeu armas à Organização para a Libertação da Palestina e recebeu diversas vezes o líder palestino Yasser Arafat, inclusive organizando congressos e reuniões para discutir possíveis ações.
A situação da Jordânia é diferente porque ela tem uma fronteira compartilhada com Israel e com a Cisjordânia (o país Jordânia seria a Transjordânia, ou seja, está do outro lado do Rio Jordão). Ela esteve tecnicamente em guerra com o vizinho mais poderoso desde o estabelecimento de seu Estado, em 1948, mas isso mudou com um acordo de paz assinado em 1994. Hoje, há relações diplomáticas estabelecidas entre as nações.
Devido às constantes agressões israelenses ao território palestino, a Jordânia abriga mais de 2 milhões de refugiados. Foi lá que a seleção da Palestina treinou para a Copa da Ásia de 2025, na qual fez bonito.
O príncipe jordaniano Ali ben Hussein, que já foi candidato a presidente da FIFA e é o mandatário de federação de seu país, foi quem peticionou em 2024 à entidade que controla o futebol a exclusão de Israel. Não deu em nada.
Há críticas sobre a Jordânia manter relações diplomáticas com Israel, mas quase metade de sua população se identifica como palestina. O encontro com a Argélia será um encontro entre irmãos, e certamente haverá bandeiras da Palestina nos arredores e dentro do estádio.
Po, tá rolando São João no Nordeste e os jogos do Brasil tá rolando no meio dos shows.
Se liga no momento do gol do Brasil no meio do show.
Incrível kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Aos 18 anos, Lamine Yamal é o futuro da Espanha - e isso parece incomodar parte dos espanhóis.
Contra a Arábia Saudita, o jovem marcou seu 1º gol em Copas e aproveitou pra celebrar com seu gesto de 304. É o código postal do bairro de Rocafonda, em Mataró, local modesto onde foi criado, a 30 km de Barcelona.
O que era pra ser um símbolo simples, porém, irritou muita gente. Rocafonda é um bairro de imigrantes, gente que veio de outros países pra tentar mudar de vida: o pai de Yamal é de Marrocos, sua mãe de Guiné Equatorial.
A maior estrela da Espanha é alguém em quem alguns espanhóis não conseguem se enxergar.
No final de março, quando a seleção espanhola jogou contra o Egito em Barcelona, a partida foi marcada por gritos preconceituosos: “quem não pula é muçulmano”.
O fato de o jogo ter sido contra o Egito, país de maioria islâmica, não justifica. A identidade nacional espanhola é construída a partir da história do casamento dos reis católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, e da conclusão do processo de “Reconquista”.
Segundo essa ideia, a Espanha teria nascido como Estado a partir da expulsão de muçulmanos da Península Ibérica, após oito séculos de batalhas. Em outras palavras, se é espanhol, é católico, por definição.
Mas a ideia da Reconquista é um mito, criado séculos depois, pra forjar uma identidade nacional espanhola única - e até suprimir identidades e idiomas locais, como na Catalunha e no País Basco.
Sua difusão de forma acrítica é o que levou, por exemplo, torcedores espanhóis a “agradecer” o jovem atacante pelo título da Euro 2024 cantando “Lamine Yamal come presunto”. Claro, o jamón é uma iguaria típica espanhola e muçulmanos não comem carne de porco, mas Yamal é mais espanhol que muçulmano, logo, ele passaria por cima disso.
Isso vai contra o que o próprio craque diz e acredita, claro: chamou os torcedores que gritaram aquilo contra o Egito de “racistas e ignorantes”.
Yamal, criticado até por aparecer com uma bandeira da Palestina nas comemorações do último título espanhol do Barça, segue desafiando a ideia de que, para ser espanhol, é preciso ser branco e cristão.