E eu a fisguei e estou bem feliz de ser puxado pelo anzol de Surman. A qualidade do som dos saxes e clarinetes do inglês é inacreditável.
https://t.co/6pgKuEXtSg
.:interlúdio:. John Surman: Selected Recordings (1976-1999)
Coletâneas são desiguais, mas têm a vantagem de nos darem uma visão bastante clara das diversas vertentes de um artista, se ele as tiver, claro. Esta coletânea é uma espécie de isca.
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Robert Schumann (1810-1856): Carnaval op. 9, Etudes symphoniques op. 13, Kreisleriana op. 16 (Géza Anda, piano)
Nessas gravações da década de 1950, Géza Anda mostra grande afinidade com as alterações bruscas de humor nesses três ciclos de Schumann.
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Robert Schumann (1810-1856): Carnaval op. 9, Etudes symphoniques op. 13, Kreisleriana op. 16 (Géza Anda, piano)
Nessas gravações da década de 1950, Géza Anda mostra grande afinidade com as alterações bruscas de humor nesses três ciclos de Schumann.
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Impromptus de Schubert e Bagatelas de Beethoven) e as formas mais amplas, porque cada momento tem sua lógica interna de miniatura e, ao mesmo tempo, a publicação do ciclo como um conjunto dá aos pianistas uma certa obrigação de tocar tudo junto, o que (antes da era dos discos)
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Handel (1685 – 1759) & Vivaldi (1678 – 1741): Concerti Grossi, Op. 6, Nos. 5 e 9 & Estro Armonico, Op. 3, Concerti Nos. 8 e 11 – Ars Combinatoria & Canco López
O conjunto musical espanhol bastante me impressionou, o Ars Combinatoria.
https://t.co/5X02ofdNsx
Mompou evita todo artifício, todo kitsch de cartão postal ou efeito pitoresco.
O estilo de Mompou lembra às vezes o introspectivo Chopin: a "rara distinção", citada pelo pintor Delacroix. Sonoridades e acordes cuidadosamente escolhidos, jamais banais.
https://t.co/ZbDmiYs6mu
F. Mompou (1893-1987): Canciones y danzas / A. Ginastera (1916-1983): Doce preludios americanos (Reyes, piano)
Mompou compôs suas doze Canções e Danças entre 1918 e 1962 (para sermos mais exatos, ele escreveu uma 13ª, para violão, em 1960, e uma 14ª, para piano, em 1980).
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De todas suas composições – pouco numerosas e essencialmente dedicadas ao piano e à voz – as Canções e Danças são as únicas a se inspirarem em melodias populares catalãs. Mas, para além da homenagem a sua terra e da evocação de suas cores e perfumes,
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Biret aposta no drama, o que resulta em uma escuta vibrante e que certamente vai capturar sua atenção. Afinal, a coisa aqui é patriótica, né? Querem patriotismo sutil? Ah, vsf…
https://t.co/SU06bLLbLv
Frédéric Chopin (1810-1849): Polonaises (completas) (Idil Biret)
Estas talvez sejam interpretações musculosas demais. É justamente essa natureza “exagerada” que apreciei. Em fóruns de pianistas, alguns elogiam Biret por colocar “muito sentimento e expressão”, enquanto
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os especialistas não gostam muito. A gravação das Polonaises de Chopin pela turca Idil Biret representa uma visão muito pessoal e tecnicamente impecável dessas obras do período romântico. Porém, enquanto intérpretes mais clássicos podem buscar mais delicadeza,
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Monteverdi publicou uma versão alternativa com final feliz, no qual Apolo leva Orfeu aos céus. Vartolo opta por apresentar ambas: primeiro a cena das Bacantes com atores gritando suas falas, uma sequência de arrepiar o sangue, e em seguida o final de 1609 com Apolo.
Claudio Monteverdi (1567-1643): L'Orfeo (San Petronio Cappella Musicale Orchestra, Vartolo)
O que diferencia esta gravação é sua sonoridade deliberadamente grandiosa — Vartolo empregou cerca de 40 instrumentistas. Esta edição de Vartolo possui outra característica única
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entre as gravações de L’Orfeo: ela inclui ambas as versões do finale da ópera. A primeira edição impressa do libreto (1607) termina com uma cena em que Orfeu é atacado por Bacantes enfurecidas — porém não há música preservada para essa cena. Em 1609,
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Já no Borodin e no Shostakovich, o Borodin Quartet vem com o oposto. Não que sejam selvagens, são extatos, perfeitos, sensíveis, mas o clima é muito mais emocional.
https://t.co/vAI3uGQ7GA
Tchaikovsky: String Quartet n. 1 / Borodin: String Quartet n. 2 / Shostakovich: String Quartet n. 8
Há discos que são clássicos instantâneos e discos que se tornam clássicos com o tempo. Este aqui é ambas as coisas. Reúne três quartetos importantes do repertório russo
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com uma certa contenção emocional tipicamente inglesa . O famoso Andante Cantabile — que fez Tolstói chorar ao ouvi-lo — ganha aqui uma leitura refinada, talvez até distante do sentimentalismo eslavo que muitos esperam.
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