Israel não é vencedor pelo fato de possuir um dos melhores exércitos do mundo. Não é vencedor por ter um sistema de defesa extraordinário, como o Domo de Ferro, a Seta, o Estilingue de David, a Viga de Ferro e o Patriota.
Não é vencedor por causa da sua inteligência, uma das mais preparadas do mundo. E nem pelo apoio de nações poderosas como os Estados Unidos. Israel é vencedor por causa do Seu Deus. Ele é varão de guerra e Senhor dos Exércitos! (Êxodo 15.3; Isaías 42.13; Josué 5.13-15)
Muito pelo contrário, lembremo-nos que Deus já nos revelou tudo o que precisamos e que Ele reina soberanamente. Então que possamos descansemos nEle. E enquanto isso, prossigamos firmes na proclamação do Evangelho do Reino (Mateus 24.14), até o fim.
Por outro lado, alguns comentaristas bíblicos — e eu sigo essa linha de pensamento —, indicam que essas sete cabeças são sete potências mundiais: o Egito, a Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia (cinco caíram).
Desta maneira, que estejamos atentos à vinda do próximo Papa e dos desdobramentos dos tempos do fim. Porém, que esses assuntos não produzam desespero e pânico aos nossos corações.
Assim, segundo essa linha de pensamento, o próximo papa a ser eleito pelos cardeais na Capela Sistina, em Roma, seria o oitavo papa, ou seja, a besta do Apocalipse.
Alguns afirmam que esses sete reis são sete papas romanos a partir do Tratado de Latrão em 1929, quando o Vaticano se tornou um Estado soberano.
E que o oitavo rei (verso 11) é a besta.
Os Reformadores entendiam que a sétima cabeça era o Papado Romano.
Porém, percebam ainda o detalhe do que diz a profecia: "São também sete reis, dos quais cinco caíram, um existe e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco tempo." (vs 9b e 10)
A maioria dos protestantes concordam que a mulher assentada sobre a besta (17.18) é Roma, que na época do apóstolo era a grande cidade que dominava sobre toda a terra. Os sete montes (verso 9) também se referem à Roma, que fora edificada sobre sete colinas.
Ultimamente têm viralizado nas redes sociais uma profecia sobre a iminente chegada do anticristo através de uma interpretação de Ap 17.
Alguns apontam essa profecia para o próximo Pontífice que será eleito no conclave dentro de alguns dias. Ele será o último Papa antes do fim.
Westminster diz: “Não há outro cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum pode ser o papa de Roma o cabeça dela, senão que ele é aquele anticristo, [...] filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.”
E em seu comentário de 2 Tessalonicenses 2:3–4 Calvino afirmou: “Paulo não fala de um indivíduo, mas de um reino, que seria apoderado por Satanás, para que ele estabelecesse um trono de abominação em meio ao templo de Deus – o que vemos cumprido no Papado."
Calvino escreveu nas Institutas, Vol. 4, Cap. II, 12: “Daniel (Dn 9:27) e Paulo (2Ts. 2:4) predizem que o Anticristo se assentaria no Templo de Deus. Entre nós, é o Pontífice Romano que fazemos líder e representante legítimo deste iníquo e abominável reino”.
E em seu prefácio do livro do Apocalipse de 1530, Lutero disse: “Não há dúvida de que o papado é o reino da Besta descrita por João em Apocalipse 13.”
É bem verdade que praticamente todos os pensadores da Reforma concebiam que o Papa era o Anticristo.
Lutero ainda no mesmo livro, afirmou: “O Papa, com todos os seus cardeais e bispos, é o verdadeiro falso profeta, pois ensina mentiras com aparência de piedade.”
Martinho Lutero, em sua obra de 1545 'Contra o Papado de Roma, fundado pelo Diabo' disse: “Sustento que o Papa é o Anticristo, porque se ele exalta a si mesmo acima de Cristo [...] ele é verdadeiramente o homem do pecado e o filho da perdição.”
Enquanto que o anticristo será a mão de Satanás, o falso profeta será a mente dele. O anticristo representará seu poder perseguidor e o falso profeta a mentira das falsas religiões e das filosofias do mundo. E ambos farão oposição ferrenha à Igreja de Cristo.
O Conclave e a expectativa da chegada do novo Papa.
Após a confirmação da morte do papa Francisco, o argentino cardeal Jorge Mario Bergoglio, começou nos bastidores o processo de escolha do novo pontífice através do conclave.