Filho do Rei 👑 | PcD ♿ | esposo de Luana ❤️ | pai de Raabe e Josué | Pastor do Colégio Adventista de Jundiaí | Doutorando em Teologia Bíblica na @UAPArgentina
@CaioPeres18 Descordo completamente do Yago Martins @doisdedosdeteo, "porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus." Rm 13:1.
Já está disponível o Comentário TEAR (teologia, exegese, arqueologia e reflexão) da Lição 2: “O chamado de um profeta”, da Escola Sabatina desse trimeste.
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The God Who Creates the Today
The Bible begins with a sentence that is simple and, at the same time, inexhaustible:
“In the beginning, God created the heavens and the earth…” (Gen. 1:1).
In Hebrew, the verb baraʼ (בָּרָא) is used exclusively for divine action. It does not merely describe organizing something that already existed, but bringing into existence what was not there before. Genesis does not begin by speaking about humanity, sin, or time. It begins by speaking about God creating. Before any calendar existed, God was already the Lord of time.
Soon after, the text says: “And there was evening and there was morning, the first day…” (Gen. 1:5).
This is not a poetic detail. It is theology. The biblical day does not begin with light, but with darkness. It does not begin with human control, but with dependence on God. Each new day is born when we rest in the hands of the Creator. Time, from the very beginning, is a gift received, not an achievement earned.
When a year ends, we are tempted to look back with guilt or nostalgia. But the past, no matter how painful or how cherished, cannot be rewritten. It has already become memory. In the same way, the future is not yet within our reach. It belongs to the One who sees the end from the beginning. Between these two limits, God gives us something sacred: today.
Interestingly, the word present is not only about time. It is also a gift.
The Bible ends by echoing what it began in Genesis. In Revelation, God declares:
“Behold, I make all things new…” (Rev. 21:5).
Here, the verb does not point only to the end of history, but to the ongoing nature of God’s action. The God who created in the beginning is the same God who recreates at the end and sustains everything in between. He does not erase history; He redeems it. He does not deny what has passed; He transforms the meaning of what has been lived.
Between “in the beginning” and “behold, I make all things new” lies Today.
We cannot change yesterday.
We do not control tomorrow.
But we can live the present with God.
Each day that is born is a small Genesis. Each new beginning is a sign of Revelation. The new year is not merely a change on the calendar. It is a divine invitation to walk with the Creator of time, trusting that He continues to make all things new, beginning with us.
Today is a gift.
And every gift comes from the hands of God.
Happy New Year… Happy New TODAY!!!
@EduGiraoOficial Obrigado por sua atuação na CPMI do INSS. Apenas peço que não use o termo "deficiente" pois é pejorativo. O termo correto é Pessoa com Deficiência. ;-)
O jejum é uma prática bíblica, espiritual e até científica que envolve a abstenção voluntária de alimentos por um tempo determinado, com propósito de buscar a Deus.
Na Bíblia, ele aparece em momentos de arrependimento (Joel 2:12-13), intercessão (Ester 4:16) e busca por discernimento espiritual (Atos 13:2-3).
Jesus mesmo jejuou (Mateus 4:2) e ensinou que, quando praticado com sinceridade e humildade, aproxima o coração humano do Pai (Mateus 6:16-18).
Do ponto de vista científico, o jejum promove processos de desintoxicação, descanso metabólico e até regeneração celular.
Mas, no âmbito espiritual, ele tem um significado ainda mais profundo: é a disciplina que ensina autocontrole, dependência de Deus e prioridade às coisas eternas acima das necessidades imediatas do corpo.
Por isso, jejuar não é apenas deixar de comer, mas abrir espaço na mente e no coração para que Deus fale, fortaleça a fé e transforme a vida. O verdadeiro jejum liga o corpo, a mente e o espírito em um ato de consagração, lembrando que “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).
“E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté...”
(Hebreus 11:32, NAA)
A presença de Jefté entre os heróis da fé pode soar desconcertante. Juízes 11 relata sua vitória contra os amonitas, mas também seu voto precipitado de oferecer em sacrifício quem saísse primeiro de sua casa ao encontrá-lo (Jz 11:30-31). A palavra hebraica usada para voto, נֶדֶר (neder), descreve um compromisso voluntário diante de Deus, mas Jefté o utilizou de forma insensata.
Historicamente, Jefté era filho de uma prostituta e marginalizado por seus irmãos (Jz 11:1-2). Mesmo assim, tornou-se líder de guerreiros e, por fim, juiz de Israel. Sua ascensão mostra como Deus pode levantar instrumentos improváveis. Arqueologicamente, há registros de práticas de sacrifícios humanos em culturas vizinhas, como os moabitas e cananeus, o que reforça a gravidade de seu erro ao importar práticas pagãs para o culto ao Deus verdadeiro.
Teologicamente, a inclusão de Jefté em Hebreus 11 não endossa seus erros, mas ressalta que sua fé em Deus foi suficiente para libertar Israel em um momento crítico. A Bíblia não esconde falhas humanas, mas mostra que Deus pode agir mesmo através de vasos imperfeitos.
Jefté nos lembra que a fé pode coexistir com fraquezas humanas, mas também que nossas decisões impensadas têm consequências sérias. A fé genuína deve ser acompanhada de discernimento bíblico, para que nossa devoção não seja misturada com práticas que desonram a Deus.
A fé que agrada a Deus não é isenta de falhas, mas aprende a depender de Sua graça e a agir com sabedoria.
“E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté...”
(Hebreus 11:32, NAA)
A menção de Sansão em Hebreus 11 pode causar surpresa. Conhecido por sua força extraordinária e também por suas fraquezas, sua vida é marcada por contradições. Contudo, o autor de Hebreus o inclui entre os heróis da fé porque, mesmo em seus fracassos, ele se voltou para Deus no momento final.
Em Juízes 16:28, Sansão faz uma oração decisiva: “Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, fortalece-me só esta vez...”. O texto hebraico traz a súplica זָכְרֵנִי נָא (zokhreni nā’), “lembra-te de mim, por favor”. Sua fé, ainda que tardia, foi um reconhecimento da dependência total de Deus.
Historicamente, Sansão viveu em constante conflito com os filisteus, um povo poderoso da costa mediterrânea. Arqueologicamente, escavações em Asdode, Ecrom e Gate revelam templos dedicados a Dagom, o deus filisteu diante do qual Sansão foi humilhado. No final, sua morte ao derrubar as colunas do templo (Jz 16:29-30) demonstrou que a vitória pertencia a Deus, não à força humana.
Teologicamente, a história de Sansão mostra que a fé, mesmo quando imperfeita, pode ser restaurada no arrependimento. O clímax de sua vida não foi sua queda, mas sua última oração.
Sansão nos lembra que não é como começamos, mas como terminamos que define o testemunho da fé. Ainda que nossas escolhas tenham consequências, a graça de Deus nos permite voltar a Ele e viver, mesmo no fim, para Sua glória.
A fé que agrada a Deus não é perfeita, mas é aquela que, no fim, se entrega plenamente em Suas mãos.
“E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas...”
(Hebreus 11:32, NAA)
Entre os heróis listados em Hebreus 11 está Baraque, cuja história em Juízes 4 só pode ser entendida em parceria com Débora, juíza e profetisa de Israel. O texto hebraico mostra que Baraque hesitou em liderar sozinho o exército contra Sísera, comandante cananeu, e pediu a presença de Débora (Jz 4:8). O nome “Baraque” em hebraico (בָּרָק / Bāraq) significa “relâmpago”, mas sua fé brilhou não na autoconfiança, e sim na confiança em Deus, apoiada pela liderança espiritual de Débora.
Historicamente, os cananeus dispunham de carros de ferro, símbolo de superioridade militar. Isso explicaria o temor de Baraque diante de um exército mais bem equipado. Arqueologicamente, achados em Hazor e Megido confirmam o uso de carros de guerra nesse período, o que dá contexto ao relato.
A vitória veio quando o Senhor confundiu os inimigos (Jz 4:15), mostrando que a batalha não dependia de força humana, mas da ação divina. A presença de Débora evidencia que Deus levanta homens e mulheres para a obra, e que a fé pode se expressar em cooperação e humildade.
Teologicamente, Baraque e Débora nos ensinam que a fé não é individualista. O plano de Deus inclui cooperação, complementaridade e unidade entre os que confiam nEle. Hebreus cita Baraque, mas sua história não pode ser contada sem Débora, e isso ressalta que a fé se fortalece na comunhão.
Na caminhada da fé, Deus não nos chama a ser heróis solitários, mas cooperadores. Reconhecer o valor do outro não diminui nossa fé; pelo contrário, a fortalece.
A fé que agrada a Deus floresce quando caminhamos juntos, reconhecendo que a vitória pertence ao Senhor.
“E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão...”
(Hebreus 11:32, NAA)
Quando o autor de Hebreus menciona Gideão, ele o faz de forma resumida, mas carregada de significado. Gideão foi chamado de forma surpreendente: enquanto malhava trigo às escondidas, temendo os midianitas, ouviu o anjo do Senhor chamá-lo de “homem valente” (Jz 6:12). O contraste é intencional: no hebraico, a expressão é גִּבּוֹר הֶחָיִל (gibbôr hachayil), que significa “guerreiro poderoso”, mesmo ele se vendo como fraco e menor (Jz 6:15).
Historicamente, os midianitas oprimiam Israel com ataques nômades devastadores, saqueando plantações e gados (Jz 6:3-6). Arqueologicamente, há registros de incursões de povos do deserto nesse período, confirmando o clima de insegurança que o texto descreve.
A vitória de Gideão não se deu pelo número de soldados, mas pela redução ordenada por Deus a apenas trezentos homens (Jz 7:7). O exército foi diminuído para mostrar que a vitória não viria da força humana, mas do poder divino.
Teologicamente, Gideão representa a fé que vence mesmo em meio à fraqueza. Como Hebreus 11 destaca, é na confiança em Deus que “da fraqueza tiraram força” (Hb 11:34). Sua história ecoa o princípio paulino: “o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9).
A vida de Gideão nos lembra que Deus não nos chama pelo que somos hoje, mas pelo que Ele pode fazer em nós. A fé verdadeira não olha para as próprias limitações, mas para o Deus que transforma fraqueza em vitória.
A fé que agrada a Deus não depende da nossa força, mas da certeza de que Ele luta por nós.
“Pela fé, Raabe, a prostituta, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu em paz os espias.”
(Hebreus 11:31, NAA)
O autor de Hebreus faz aqui uma pausa surpreendente: depois de patriarcas, líderes e heróis, ele cita Raabe, a prostituta. O contraste é intencional: a graça de Deus alcança os improváveis. O texto grego a chama de Ῥαὰβ ἡ πόρνη (Rhaáb hē pornē), sem suavizar sua condição social. Isso realça ainda mais o poder transformador da fé.
Historicamente, Jericó era uma cidade fortificada na entrada de Canaã. Como prostituta, Raabe vivia à margem, mas sua casa no muro (Js 2:15) lhe deu posição estratégica para acolher os espias. Arqueologicamente, os restos de Jericó mostram residências construídas junto à muralha, confirmando a plausibilidade do relato bíblico.
A fé de Raabe não foi teórica: ela agiu. Acolheu os espias “em paz” (μετ᾽ εἰρήνης / met’ eirēnēs), arriscando sua própria vida e escolhendo confiar no Deus de Israel. O sinal do fio vermelho em sua janela (Js 2:18) tornou-se símbolo de salvação, prenúncio do sangue de Cristo que cobre os que creem.
Teologicamente, a inclusão de Raabe mostra que a fé não é privilégio de uma linhagem, mas resposta aberta a todos os que se entregam a Deus. Por isso, Mateus a inclui na genealogia de Jesus (Mt 1:5), mostrando que do seu ato de fé surgiu descendência messiânica.
Raabe nos lembra que a fé verdadeira não depende de passado perfeito, mas de confiança no Deus que transforma. Ninguém está longe demais para que a graça o alcance.
A fé que agrada a Deus nasce muitas vezes nos lugares mais improváveis e transforma vergonha em testemunho.
“Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias.”
(Hebreus 11:30, NAA)
O autor de Hebreus resume um dos episódios mais emblemáticos da conquista de Canaã: a queda de Jericó. O verbo grego para “ruíram” é ἔπεσαν (epesan), de piptō, que significa cair de forma repentina e definitiva. A narrativa de Josué 6 mostra que a vitória não veio por força militar, mas pela obediência a um plano divino inusitado: marchar ao redor da cidade por sete dias, com toques de trombeta, até que Deus derrubasse as muralhas.
Historicamente, Jericó é uma das cidades mais antigas do mundo, habitada desde pelo menos alguns milênios a.C. e fortificada já no período cananeu.
Arqueologicamente, escavações feitas por John Garstang e Kathleen Kenyon revelaram vestígios de muros caídos e sinais de destruição por fogo datados aproximadamente do período da conquista israelita, embora haja debate acadêmico sobre datas exatas.
O ato de cercar Jericó por sete dias, segundo o texto bíblico, foi uma demonstração de fé coletiva. O número sete, na simbologia hebraica, aponta para perfeição e plenitude. Assim, o cerco n��o foi estratégia militar, mas liturgia de confiança total no poder de Deus.
Teologicamente, a queda de Jericó ensina que a fé não é passiva: ela obedece às instruções de Deus, mesmo quando parecem estranhas ou ilógicas aos olhos humanos.
As muralhas de Jericó representam os obstáculos aparentemente intransponíveis da nossa vida. A fé nos chama a confiar que Deus pode derrubá-los no Seu tempo e da Sua maneira.
A fé que agrada a Deus caminha em obediência até que as muralhas caiam.