Cresci assistindo isso e vem vagabundo aqui querer me falar que ele tem a cintura dura e só faz gol empurrando a bola pro gol.
Não vou cansar de me dizer isso: Vocês estão transformando o CRISTIANO RONALDO em um dos jogadores mais SUBESTIMADOS da história. E isso é bizarro.
Estou completamente de rastos. Acreditava mesmo que este ano era nosso.
Pelo Diogo, pelos portugueses. O único titulo que faltava ao Cristiano, que tanto nos deu e que o merecia, como nenhum outro.
Às vezes o futebol é mesmo duro.
Hoje venho falar, pela primeira vez, de Cristiano Ronaldo.
Vivemos uma época estranha.
Uma época em que assistimos ao crescimento dos extremos e em que, todos os dias, nos lembram da importância de preservar a memória coletiva para que os erros do passado não se repitam. E bem.
Mas a memória não pode ser seletiva.
Porque uma sociedade que escolhe aquilo de que se lembra é uma sociedade que acaba por esquecer quem verdadeiramente a marcou.
E é exatamente isso que está a acontecer com Cristiano Ronaldo.
Hoje, muitos olham apenas para aquilo que ele já não é. Esquecem-se de tudo aquilo que foi. Esquecem-se de tudo aquilo que fez por Portugal.
Durante mais de vinte anos, houve uma constante na vida de milhões de portugueses.
Cristiano Ronaldo.
Foram fins de semana atrás de fins de semana a correr para a televisão. Foram centenas (em breve mil) de golos celebrados, lágrimas, recordes, títulos e momentos que ficarão para sempre gravados na memória de um país.
Quem não se lembra do livre ao Portsmouth? Do golo no Dragão? Dos três golos frente à Suécia que nos levaram ao Mundial? Ou daquele que continua a ser, para muitos, o melhor golo que nunca contou, anulado pelo fora de jogo de Nani?
A nossa geração não teve apenas um dos melhores jogadores da história.
Teve o maior símbolo que o futebol português alguma vez conheceu.
Mas antes de ser Cristiano Ronaldo...
Era apenas um miúdo.
Um rapaz de 11 anos que deixou uma pequena ilha para perseguir um sonho.
Um rapaz que cresceu numa família marcada por dificuldades. Que perdeu o pai demasiado cedo. Que ouviu vezes sem conta que nunca chegaria ao topo porque era demasiado franzino.
Mas enquanto muitos viam limitações...
Ele via oportunidades para trabalhar.
Enquanto muitos encontravam desculpas...
Ele encontrava motivos para continuar.
Transformou a dor em força.
Transformou a crítica em combustível.
Transformou o talento numa obsessão pelo trabalho.
E tornou-se, para muitos, o maior jogador da história do futebol.
Mas Cristiano representa muito mais do que golos e troféus.
Representa todos aqueles que nasceram longe dos grandes centros.
Representa todos os jovens das ilhas que cresceram a sentir que tinham de fazer o dobro para serem vistos.
Representa todos aqueles que ouviram um "não" e responderam com trabalho.
Nunca esqueceu de onde veio.
Nunca deixou de levar Portugal ao peito.
Nunca deixou de dizer ao mundo que era português.
Hoje, é fácil dizer que já não é o mesmo.
Claro que não é.
O tempo passa por todos.
Mas há uma coisa que o tempo nunca poderá apagar.
O Europeu.
As Ligas das Nações.
Os recordes.
Os golos.
As lágrimas.
Os abraços.
As noites em que um país inteiro festejou graças a um homem que decidiu nunca desistir.
Se esta for, verdadeiramente, a sua última dança...
Que esteja um país inteiro ao seu lado.
Porque as lendas não se homenageiam apenas quando acabam.
Homenageiam-se enquanto ainda estão cá.
Obrigado, Cristiano.
Independentemente do que acontecer daqui para a frente, haverá sempre uma verdade que ninguém conseguirá apagar.
Portugal nunca voltará a viver, pela primeira vez, aquilo que viveu contigo.
Estamos falando de um jogador que está a 24 gols do 1000° na carreira.
Dono de todos os recordes da Champions.
Maior artilheiro da história do Real Madrid e do futebol de seleções.
Autor de 100+ gols por 4 clubes diferentes e por sua seleção.
Eu vi Cristiano Ronaldo.
O Cristiano Ronaldo foi uma espécie de super-herói da minha pré-adolescência.
Enquanto muita gente era fã do Batman, Hulk, Homem-Aranha, eu só queria saber do Cristiano Ronaldo. Ligava a TV por causa dele, vibrava a cada jogo, comemorava cada gol, imitava cada comemoração, cada corte de cabelo, como se também fizesse parte daquela história.
Hoje sou adulto, chefe de família e ainda recordo esses momentos com uma nostalgia boa demais, até por isso sigo torcendo como se ainda fosse aquele menino encantado pelo futebol do pernudo com o cabelo de miojo, brinco na orelha e dente separado.
Percebo que ele não fez parte apenas da minha paixão pelo futebol, mas também de uma fase da minha vida que nunca mais vai voltar.
Talvez seja por isso que essa quase despedida pese tanto. Não é apenas o fim da carreira de um jogador, também será o encerramento de um capítulo da minha própria história.
"Quem me conhece já sabe que, nos últimos minutos, quando é preciso um golo, eu estou lá. Já não é a primeira, a segunda, nem a terceira vez. Sempre que precisarem de um golo nos últimos minutos podem chamar o Gonçalo Ramos."
— GONÇALO RAMOS 🥶
Só para o pessoal inteligente que usa a ofensa como argumento para tudo... vejamos, se Portugal ganhar e Cr7 marcar a Croácia é fraca. Se Portugal ganhar e Cr7 não marcar, ele é um pino. Se Portugal perder a culpa é do velho. É isto?
Non riesco a realizzare che questa sera potrebbe essere l’ultima volta che ti vedo giocare in un grande palcoscenico
Sei la mia infanzia, ti vorrò sempre bene comunque vada