Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.
Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.
E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.
Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.
E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.
Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.
A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.
Existem muitos “dadores de aula” espalhados por aí. Ser professor é para os corajosos. É um ato de amor e de rebeldia. É nunca se render ao silêncio ou perder a fé na razão. É sobretudo esperançar. A esses verdadeiros companheiros de luta, desejo um Feliz Dia dos Professores.
. @NatuzaNery: “Se cai o Bolsonaro, não cai o Bolsonaro sozinho. Cai o Bolsonaro, cai a entourage: militares da ativa que estavam com Bolsonaro, militares da reserva que estavam na ativa e que foram para a reserva muito recentemente... A gente está falando de um verdadeiro strike. (...) Vai ser um preço muito alto para as Forças Armadas”.
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Fim da linha: Bolsonaro será preso nos próximos dias. 2023 ficará marcado na nossa história como o ano em que as instituições democráticas derrotaram o fascismo brasileiro.
Quando um homem e um asno se encontram:
MORO: Sr. Lula, o triplex é seu?
LULA: Não.
MORO: Mas o Sr. tinha interesse em adquirir?
LULA: Não.
MORO: Mas visitou?
LULA: Sim.
MORO: Por quê?
LULA: Porque queriam me vender.
MORO: Mas o Sr. comprou?
LULA: Não.
MORO: Mas o triplex é seu?
LULA: Não.
MORO: Mas porque visitou?
LULA: Porque queriam me vender.
MORO: Mas o Sr. não comprou?
LULA: Não.
MORO: …o documento tem uma rasura
LULA: quem rasurou?
MORO: Não sei....
LULA: Então como eu vou saber também?
MORO: Tem um documento aqui que fala do triplex....
LULA: Tá assinado por quem?
MORO: Hmm... A assinatura tá em branco...
LULA: Então o senhor pode guardar por gentileza!
MORO: O sr. não sabia dos desvios da Petrobrás?
LULA: Ninguém sabia dos desvios da Petrobras. Nem eu, nem a imprensa, nem o senhor, nem o ministério público e nem a PF. Só ficamos sabendo quando grampearam o Youssef.
MORO: Mas eu não tinha que saber. Não tenho nada com isso.
LULA: Tem sim. Foi o sr. quem soltou o Youssef.
MORO: …saíram denúncias na folha de São Paulo, e no jornal O Globo de que...
LULA: Doutor, não me julgue por notícias, mas por provas.
MORO: Senhor ex-presidente, você não sabia que Renato Duque roubava a Petrobrás?
LULA: Doutor, o filho quando tira nota vermelha, ele não chega em casa e fala: “Pai, tirei nota vermelha”.
MORO: Os meus filhos falam.
LULA: Doutor Moro, o Renato Duque não é seu filho.
Sobre julgamento realizado hoje no TSE, lembrei-me de um texto bíblico, que dedico ao presidente @LulaOficial:
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!”
Está em Mateus 5,6.
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Hoje demos um enorme passo rumo à revogação da Reforma do Ensino Médio. Foi apresentado o Projeto de Lei 2601/2023: ele revoga o Novo Ensino Médio, substituindo-o por um modelo factível, adaptativo e que respeita estudantes e profissionais da educação. +
1o mês do Lula: real foi a moeda que mais se valorizou no 🌍, garimpeiros expulsos das terras Yanomamis, reinserção do 🇧🇷 no mundo, retirada da Petro, Correios e 6 empresas das privatizações, ministérios da Cultura, Povos Indígenas, piso do magistério reajustado etc. FIZ O L!🇧🇷❤