Uma característica que sempre notei em péssimos professores é ficarem com raiva quando o aluno não entende. Isso não faz sentido.
Se alguém não entendeu o que expliquei, encaro como falha minha e explico de outro jeito, quantas vezes for preciso.
Existe um motivo para o meu nome aparecer como “professor” em todas as redes sociais: eu simplesmente adoro ser professor. Tenho outros títulos, mas considero este o mais importante!
Uma máxima que devemos ter sempre em mente é que não existem respostas simples para problemas complexos. Isso vale para tudo: educação, economia, saúde. A resposta é sempre múltipla. Respostas simples geralmente são enganosas ou mal informadas.
Imagine quando as pessoas descobrirem que não existe ‘prova científica’. Na ciência, não se prova, se ‘des-prova’. Um milhão de experimentos condizentes com a teoria apenas a mantém; um não condizente a destrói. Por isso a ciência é tão forte: é falseável e não dogmática.
Nunca gostei de ir a jantares de familiares distantes. Insistiram, fui. Primeira pergunta: Você só dá aula? Resposta: Perdão, é normal as pessoas terem mais de uma profissão concomitantemente? Quais são as suas? Resposta: silêncio.
Acadêmicos, entendam: a palavra “discordo” não é uma afronta pessoal. Acreditem, é possível que você seja inteligentíssimo e, ainda assim, esteja errado sobre um tema ou assunto. Absolutamente ninguém está certo o tempo todo.
A escola não precisa ser divertida o tempo todo. Ela deve ser desafiadora — assim como uma academia precisa de pesos e o treino não pode ser “fofo”. Querer que a escola seja sempre divertida é como ir à academia apenas para conversar: os resultados desejados não virão.
Bill Gates afirmou (agora em 2025) que, em 10 anos, as inteligências artificiais substituirão completamente médicos e professores. Estou registrando isso aqui para reler daqui a uma década. Aposto que, desta vez, ele está errado.
Quando um professor de colégio passa a lecionar na faculdade, quase sempre é um sucesso de aprovação pelos estudantes, tanto em didática quanto em conteúdo. Quando o contrário ocorre quase sempre é um fiasco. Hoje leciono em ambos e já vi isso acontecer diversas vezes.
Um aluno ficou chocado quando respondi que não torço para nenhum time de futebol. Ele disse: “Você está desperdiçando a sua vida…” Achei engraçado, mas não julgo, porque penso a mesma coisa sobre quem passa a vida inteira sem descobrir que gosta de física e matemática!
Sou professor e, nesta primeira semana sem o uso de celulares nas escolas, foi possível observar:
•Alunos mais concentrados;
•Maior interação entre os colegas;
•Maior foco nas tarefas e nas aulas propostas.
Pontos negativos:
Nenhum foi identificado até o momento.
Sou professor e preciso acertar pelo menos 10 em 10 coisas que digo aos alunos para manter a credibilidade. Por outro lado, 9 em cada 10 analistas do mercado brasileiro erram, e as pessoas ainda acreditam neles!
Eu sei que muita gente não concorda, mas eu adoro ser professor. Se eu voltasse no tempo e tivesse a chance de viver minha vida novamente, escolheria exatamente a mesma carreira.
Alguns grandes amigos professores são geniais em suas disciplinas, mas têm muita dificuldade com tecnologias já bem antigas, como Excel e PowerPoint. Normalmente, os mais idosos. Em que momento a minha própria geração (Y) não conseguirá mais acompanhar a tecnologia?