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🗓️ 29/06/00 - Patrick Kluivert erró su penal en Semi de Euro.
🗓️ 29/06/26 - Justin Kluivert erró su penal en 16vos de Mundial.
Padre e hijo, MISMA ejecución, con Holanda siendo eliminada, el MISMO DÍA con 26 AÑOS DE DIFERENCIA.
INCREÍBLE. 😳⛔️
Há quem ame e há quem odeie a "remada viking", mas o fato é que a torcida norueguesa emplacou o seu tempero especial na Copa do Mundo. Entre os que odeiam, estão os outros países nórdicos, inclusive a Suécia, que também entra em campo hoje.
Para suecos e outros povos nórdicos como dinamarqueses e islandeses, os torcedores noruegueses estão reforçando estereótipos associados à região que nem sempre são positivos.
A cultura viking como nós conhecemos hoje é uma invenção do século XIX. Foi na era dos romantismos, quando o nacionalismo aflorou com a busca por um passado glorioso sendo uma de suas normas, que se redescobriu os guerreiros nórdicos dos séculos VIII a XII e se passou a criar diversas histórias sobre eles.
O próprio termo "viking" surgiu só no século XIX, uma derivação de "vikingr", palavra do norueguês arcaico para "pirata" ou "saqueador". É uma forma de generalizar diferentes culturas e diferentes povos em uma imagem única. É verdade que povos da região guerrearam, saquearam e conquistaram muitas terras durante o período citado, porém, o imaginário popular atual é todo criado a partir do renascimento nacionalista.
Para os noruegueses (exceto o torcedor que viralizou se recusando a remar e se tornou uma sub-celebridade por isso, depois dando entrevista e chamando o ato de "ideia estúpida") não parece importar: eles vestiram a imagem na Copa do Mundo, estão felizes com sua seleção e com interpretar o personagem. Não são todos os nórdicos, afinal, que se sentem incomodados.
Mas o zagueiro sueco Victor Lindelof, por exemplo, afirmou que "não conseguiria participar" se fosse a torcida sueca, e que "só suspira" quando vê. Disse que é "só uma derivação barata do que os islandeses fizeram em 2018".
O jornalista dinamarquês Johnny Wojciech Kokborg, por sua vez, escreveu que os noruegueses estão "colaborando com o bullying nórdico" e que "estão tirando sarro dos povos locais".
Verdadeiro ou não, o imaginário viking já faz é parte da cultura dominante sobre a Escandinávia e arredores e a torcida norueguesa o emplacou na Copa do Mundo.
Deve emplacar também em muitas outras competições esportivas no futuro.
A Noruega é, afinal, um país que não para de crescer nos esportes. Liderou o quadro de medalhas nas Olimpíadas de Inverno em 2025, tem campeões mundiais em várias modalidades e agora, depois de décadas, uma seleção de futebol competitiva no cenário internacional.
O futebol é o esporte mais bonito já inventado. E pelos motivos mais loucos.
Em primeiro e mais importante lugar, porque decidiu contrariar o corpo humano.
Parece exagero, mas não é. A nossa espécie passou milênios se gabando das mãos. Polegar opositor, ferramenta, escrita, espada, bisturi, controle remoto, celular. Quase tudo o que fazemos bem passa por elas. A mão é a arrogância anatômica do ser humano.
O futebol olhou para isso e disse que não.
No futebol, a parte mais habilidosa do corpo é quase proibida. As mãos ficam ali, inúteis, penduradas, como se fossem um acessório constrangedor. Só um sujeito pode usá-las, justamente aquele colocado para impedir a alegria dos outros. O resto precisa resolver a vida com os pés, com a cabeça, com o peito, com o ombro, com o improviso e com uma dose generosa de erro.
Isso muda tudo.
Com as mãos, o corpo obedece. Basta ver um jogo de basquete para entender. A bola parece extensão natural do atleta. Ela vai, volta, quica, gira, entra. Há beleza nisso, claro. Mas há também uma certa obediência do mundo. A mão manda e a bola aceita.
Com os pés, a bola negocia.
Ela escapa meio metro. Ela bate na canela. Ela quica no gramado ruim. Ela trai o craque e humilha o perna de pau. Ela transforma um domínio simples em pequena tragédia. Ela permite que um passe fácil vire lateral e que um chute torto entre no ângulo.
Essa é uma parte enorme da graça. O futebol é difícil porque é jogado contra a própria anatomia. Um drible perfeito vale mais porque não deveria ser tão limpo. Um lançamento de quarenta metros vale mais porque saiu de uma parte do corpo que, em tese, foi feita para caminhar. Uma bicicleta vale mais porque desafia a física, o bom senso e a lombar.
Com as mãos, muita coisa parece possível. Com os pés, quase tudo parece improvável. O futebol nasce desse quase.
O segundo motivo é igualmente insano. O futebol é o único esporte em que tudo foi pensado para ter o mínimo possível de pontos ou gols. Foi desenhado para torná-lo raro.
O impedimento existe para atrapalhar o gol. O goleiro existe para atrapalhar o gol. A defesa existe para transformar o caminho até a rede em um labirinto de pernas, faltas, desvios, tropeços e gritos de “sobe”.
Sem goleiro e sem impedimento, o futebol seria outra coisa. Talvez um esporte de placar alto. Talvez mais palatável para quem precisa de pontuação constante para acreditar que algo está acontecendo. Mas seria menos futebol.
O futebol vive da espera.
Boa parte da partida é feita de aproximações. Um passe que não entra. Um cruzamento alto demais. Um atacante que sai um segundo antes. Uma bola na trave. Uma defesa impossível. O jogo vai acumulando tensão. A torcida sabe que o gol pode não vir. E justamente por isso, quando vem, ele rasga tudo.
O gol não é apenas um ponto. É uma explosão, uma libertação de toda a tensão acumulada.
É gente abraçando desconhecido. É pai lembrando do filho. É filho lembrando do pai. É cerveja voando e todos achando razoável. É arquibancada virando corpo coletivo por alguns segundos. Ninguém comemora uma cesta de três pontos como comemora um gol aos 43 do segundo tempo. Não há equivalência possível. O gol é raro demais para ser tratado com educação.
Por isso o futebol incomoda tanto aqueles que se acostumaram a muitos pontos. Ele não entrega recompensa em intervalos regulares. Ele não promete justiça proporcional. Um time pode ter a bola o jogo inteiro, criar quinze chances, chutar na trave, obrigar o goleiro adversário a fazer a melhor partida da carreira e perder de um a zero em um escanteio mal defendido.
Isso não é falha do futebol.
É futebol.
A retranca pode ser feia, mas pode funcionar. A posse de bola pode ser elegante, mas nem sempre resolve. O time inferior pode se fechar, sofrer, gastar tempo, buscar uma falta lateral e achar um gol chorado no fim. O empate pode ser grande resultado. O zero a zero pode ser uma operação de sobrevivência.
Resto em
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“Eles se formam em academia de primeiro nível na Europa. Nós viemos da terra colorada, jogando descalço nessa terra, com o sacrifício dos pais para levar a criança ao treino.”
— Gustavo Alfaro, após o Paraguai eliminar a Alemanha da Copa do Mundo.
o paraguai é a seleção mais veias abertas da america latina dessa copa. ruinzinho, batalhador e se levantando aos trancos e barrancos depois de ser destruido pelos estados unidos
A discussão está aberta. E aí?
E como é bom ver boas cabeças de esferas diferentes, como o Pimentel de Direita e o Freixo de Esquerda, debatendo em bom nível.