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SOBRE A RENÚNCIA DE DUÍLIO
A carta aberta divulgada por Duílio Monteiro Alves, ex-presidente do Corinthians, tenta revestir sua saída com um discurso técnico e emocional, mas não consegue afastar o elemento central dos fatos: a renúncia não decorre de desprendimento, e sim de um contexto iminente de responsabilização política e institucional, que inevitavelmente culminaria em sua expulsão, tal como ocorreu com o ex-presidente Andrés Sanchez e, certamente, ocorrerá com Augusto Melo na próxima segunda-feira.
Ao antecipar sua retirada do quadro associativo, abrindo mão do título de sócio remido e do cargo de conselheiro vitalício, o ex-presidente opta por um movimento preventivo que, na prática, evita as consequências de um eventual processo de expulsão.
Sob a ótica estatutária, tal conduta pode ser interpretada como uma renúncia estratégica, uma forma de esvaziar os efeitos jurídicos de sanções que já se desenhavam no horizonte. Mas aqui é Corinthians. Aqui não se trata apenas de formalidade. Trata-se de responsabilidade.
A tentativa de reconstruir a narrativa, alegando perseguição política e “criminalização” de atos administrativos, não afasta o julgamento da Fiel, que acompanhou de perto decisões, gestões e consequências que impactaram diretamente o clube.
Se houve perseguição ou não, isso compete às instâncias competentes. Mas o julgamento moral e esportivo, este já foi feito pela arquibancada.
E a verdade é simples: quem sai pela porta da renúncia para evitar a expulsão não demonstra grandeza institucional, demonstra receio das consequências.
No campo simbólico, sua saída não representa uma perda. Representa apenas o encerramento de um ciclo que, para muitos, já deveria ter terminado há tempos.
O Gaviões da Fiel aproveita a oportunidade para solicitar aos diretores e integrantes de gestões anteriores que causaram todos esses prejuízos ao Corinthians que sigam o mesmo caminho: sumam do clube, ou serão objeto de processos de expulsão. Estamos atentos a TODOS que prejudicaram o SCCP.
O Corinthians segue. A Fiel Torcida está mais forte, mais vigilante e, acima de tudo, lutando por um Corinthians maior do que qualquer dirigente.
Gaviões da Fiel Torcida