INSPIRAÇÃO! 🚨 Aos 79 anos, Conceição Evaristo recebe o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)! ✊
A escritora e linguista Maria da Conceição Evaristo de Brito foi aprovada, por unanimidade, como nova Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário da instituição, após indicação de estudantes e professores da Faculdade de Letras.
Ex-aluna da graduação em Letras da UFRJ, onde se formou em 1990, Conceição Evaristo possui mestrado em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma das vozes mais potentes e influentes da literatura brasileira contemporânea.
Autora do conceito de “escrevivência” que articula escrita e experiência a partir da perspectiva de mulheres negras, Evaristo abriu caminhos importantes no mercado editorial brasileiro, tradicionalmente dominado por homens brancos e de elite. Sua obra é profundamente marcada pela ancestralidade, pela memória e pela vivência da população negra no país.
���Ao ratificar o legado de Conceição Evaristo, esta universidade consolida sua vanguarda na promoção de uma academia plural, ética e comprometida com a desconstrução do racismo estrutural brasileiro”, afirmou a relatora do processo, professora Izabel Calland Beserra.
A concessão do título de Doutora Honoris Causa reconhece não apenas a relevância literária e acadêmica da autora, mas também sua contribuição fundamental para o pensamento social brasileiro e para a visibilidade da literatura negra feminina no Brasil e no exterior.
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Quando vi a notícia sobre Sam Abu Heikal, um bebê de sete meses, minha mente foi imediatamente para outra criança.
Shalhevet Pass.
Dez meses de idade.
Outra família.
Outro contexto.
A mesma cidade.
Hebron.
E, sinceramente, foi isso que partiu meu coração.
Não porque as histórias sejam idênticas.
Não são.
Não porque a política seja a mesma.
Não é.
Mas porque, mais uma vez, um bebê morreu.
Um bebê.
Sete meses de vida.
Quantas vidas inocentes mais esse conflito vai exigir até admitirmos que existe algo profundamente quebrado nesta terra?
Sam não escolheu um lado.
Shalhevet não escolheu um lado.
Nenhum dos dois votou.
Nenhum dos dois carregou uma arma.
Nenhum dos dois ocupou terra.
Nenhum dos dois lançou foguetes.
Nenhum dos dois entendia palavras como "segurança", "ocupação", "terrorismo", "resistência", "dissuasão" ou "direitos históricos".
Eram bebês.
Ainda assim, acabaram engolidos por um conflito que nunca escolheram herdar.
Estou cansado de ver crianças transformadas em símbolos.
Cansado de ver bebês mortos virarem argumentos políticos.
Cansado de ver pessoas chorarem por uma criança enquanto encontram explicações para a morte de outra.
Se a morte de Sam só te dói porque ele era palestino, alguma coisa deu errado.
Se a morte de Shalhevet só te dói porque ela era israelense, alguma coisa deu errado.
A tragédia não é que um lado sofre.
A tragédia é que inocentes dos dois lados continuam pagando o preço mais alto.
As maiores vítimas deste conflito não são políticos.
Não são comentaristas.
Não são ativistas.
Não são governos.
São os civis.
São as crianças.
São os pais.
São as mães.
São as famílias que só queriam viver uma vida comum.
Hoje eu não estou pensando em ideologias.
Estou pensando em um bebê de sete meses.
E me perguntando quantos nomes mais teremos de acrescentar a essa lista antes de decidirmos que já basta.
Mesmo eu estando longe, é muito doloroso acompanhar tamanho sofrimento, imagine para quem vive isso na pele. Meus sentimentos aos familiares de todas as vítimas desse conflito. Sangue demais já foi derramado. A barbárie é generalizada, a violência virou rotina... É desesperador ver tudo isso acontecendo sem ter uma previsão de quando essa violência vai cessar
Acho que é preciso questionarmos os discursos que romantizam a violência como solução política. Aqueles que defendem que os palestinos recorram à resistência armada não estão tão distantes da lógica empregada por Netanyahu e por Trump ao conclamarem os iranianos a se rebelarem contra seu governo. Em ambos os casos, transfere-se para populações civis o custo humano de confrontos nos quais as partes envolvidas possuem um poder extremamente desigual
As respostas violentas frequentemente resultam em massacres, repressão e sofrimento coletivo, a prova disso é o genocídio em Gaza, perpetrado por Israel, e a violenta repressão das forças do Estado iraniano contra os manifestantes
@NotBuyingItReal Tanto do lado palestino quanto do israelense, quem mais sofre são os vulneráveis e os indefesos. Fico me perguntando quando esse ciclo de violência finalmente terá fim...
@joaobatista2925 Quem considera a obra dela islamofóbica está forçando a barra. Persépolis é uma crítica legítima ao autoritarismo da República Islâmica, mas também critica o regime do Xá, inclusive, na obra, ela relata que o seu tio foi torturado por agentes da monarquia iraniana
Israeli propagandist terrorist Yousef Haddad attacked Palestinian civilians in Um Al-Khair, Masafer Yatta, stormed a school, and threatened residents, calling them "terrorists" and said: "You haven't seen anything yet. I will discipline you."
A grande maioria dos deputados e senadores não se importa com os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, só estão cedendo por causa da massiva pressão popular. E, mesmo assim, querem dar um jeitinho para driblar essa pressão e levar vantagem sobre a nossa gente. A direita brasileira, em sua imensa maioria, é uma vergonha
"Opinião - Txai Suruí: Eleja quem luta pela sua vida" https://t.co/uX7NdZlfV9
@ana_car234 Esse é um dos objetivos da ocupação israelense na Cisjordânia, tornar a vida dos palestinos tão difícil que os obrigue a emigrar. O processo de limpeza étnica está em curso
@NotBuyingItReal Mesmo eu, como um judeu de esquerda, não concordo com muitas das ideias dele. Em alguns momentos, ele passa do ponto
Sem falar de certas declarações e escritos problemáticos de autoria do Finkelstein sobre questões de gênero, que, no mínimo, beiram a transfobia
Norman Finkelstein está no Brasil, e já vejo gente tratando sua presença como se fosse a chegada de uma das grandes “vozes judaicas” do século.
Acho revelador.
Não porque ele não possa criticar Israel. Claro que pode. Crítica a Israel não é traição, e ninguém precisa defender ocupação, violência, extremismo ou desumanização para ser judeu, israelense ou sionista.
Mas existe uma diferença entre crítica e fetiche.
Uma coisa é ouvir judeus críticos a Israel.
Outra é usar judeus críticos a Israel como certificado moral para confirmar tudo aquilo que você já queria dizer sobre judeus, sionismo e Israel.
Muita gente não está interessada em vozes judaicas.
Está interessada em judeus que autorizem sua própria demonização.
E isso é bem diferente.
Finkelstein pode ser uma referência para quem quiser. Mas tratá-lo como “a” grande consciência judaica do nosso tempo enquanto se ignora gente como Amos Oz, Henrietta Szold, Judah Magnes, Martin Buber, Gershon Baskin, Maoz Inon, Vivian Silver, Standing Together, Yair Golan, Ofer Cassif e tantos outros diz muito sobre o tipo de judeu que certos espaços estão dispostos a escutar.
Não o judeu que complica a narrativa.
Não o judeu que defende autodeterminação judaica e dignidade palestina ao mesmo tempo.
Não o judeu que recusa ocupação sem apagar pertencimento judaico.
Mas o judeu que serve como carimbo conveniente para uma conclusão já pronta.
A pergunta não é: “existem judeus críticos a Israel?”
Existem. Muitos.
A pergunta é: por que alguns só se interessam por judeus quando eles podem ser usados contra outros judeus?
O seu argumento não invalida o meu, eles se somam e podem ser utilizados juntos. A minha tese é que o avanço das políticas neoliberais, a precarização do trabalho, o aumento do custo de vida, a crise habitacional e o enfraquecimento das redes de proteção social dificultam a formação e a manutenção de famílias
Ao mesmo tempo, a criação dos filhos continua recaindo de forma desproporcional sobre as mulheres, que acumulam trabalho remunerado e trabalho doméstico não pago. Muitas pessoas gostariam de ter mais filhos, mas encontram barreiras materiais concretas para isso. O fortalecimento de políticas públicas (como creches, licenças parentais ampliadas e acesso à moradia), aliado a uma transformação cultural que distribua de forma mais igualitária as responsabilidades de cuidado entre homens e mulheres, poderia criar condições mais favoráveis para a maternidade, a paternidade e o aumento da natalidade
É inegável que o avanço do neoliberalismo também influencia na queda das taxas de natalidade, mas isso não invalida o seu ponto
Ter filhos deveria ser uma escolha livre e digna, não um privilégio condicionado pela renda. Infelizmente, dados os altos custos de vida, a precarização do trabalho, a falta de creches e de políticas públicas de cuidado, somados à sobrecarga doméstica e parental que continua recaindo desproporcionalmente sobre as mulheres, a maternidade torna-se cada vez mais difícil
Não existe outra saída. Sem a ampliação do Estado de bem-estar social, a socialização das tarefas de cuidado e o enfrentamento das estruturas patriarcais e neoliberais, a tendência de queda das taxas de natalidade deve persistir. Vivemos em tempos sombrios, nos quais ter um filho e dar uma vida digna a ele se tornou um privilégio de poucos
"Sem bebês? Culpe o capitalismo"
https://t.co/B1ETokFszI
A Alemanha é um Estado cúmplice de Israel no genocídio em Gaza
Não espero muito da Alemanha. Enquanto invocam a memória da Shoá e o princípio do nunca mais, mantêm apoio político e militar a Israel em meio a um genocídio e à manutenção de um Estado de apartheid. Preferem isso a enfrentar com firmeza o avanço da extrema-direita local, como no caso do partido AfD
A exemplo do que aconteceu após o Sete de Outubro de 2023, a reação do Estado de Israel vitimou dezenas de milhares de palestinos, em sua maioria civis. É inegável que a ação do Hamas colocou a questão palestina de volta aos holofotes, mas a que custo... Ao custo do genocídio dos palestinos em Gaza
A resistência pacífica por parte dos palestinos é um dos caminhos para a paz. A resistência armada, aos moldes do ataque terrorista do Hamas e da Jihad Islâmica em 07/10/2023, trouxe apenas mortes, tanto no lado israelense quanto, e principalmente, no lado palestino. Mas a desobediência civil é um caminho viável e efetivo, a história nos mostra isso
🇧🇷👇🏼
🕊️ Building Bridges Where Politics Build Walls
Issa Amro @Issaamro
Algumas pessoas falam de não violência de um lugar confortável. Issa Amro pratica isso em Hebron, um dos lugares mais difíceis do mundo para fazer essa escolha.
Nascido em Hebron em 1980, Issa se tornou uma das vozes palestinas mais importantes na defesa da resistência não violenta, da desobediência civil, dos direitos humanos e da responsabilização. Em 2007, ajudou a fundar o Youth Against Settlements, um movimento de base em Hebron que documenta abusos, organiza ações pacíficas e defende moradores palestinos que vivem sob ocupação, restrições militares e violência de colonos.
O ativismo dele não é abstrato.
Hebron não é um símbolo fácil. É uma cidade real, marcada por checkpoints, soldados, colonos, ruas fechadas, medo, humilhação e atrito diário. Escolher a não violência ali não é slogan. É disciplina.
Issa critica a ocupação israelense, a violência de colonos, as restrições impostas à vida palestina e os sistemas que tornam a dignidade cotidiana tão difícil para os palestinos de Hebron. Mas o que o torna especialmente importante é que ele não transforma direitos humanos em arma tribal.
Ele também critica lideranças palestinas, corrupção, repressão, incitação ao ódio e a ideia de que a violência pode libertar um povo sem destruir seu horizonte moral.
Essa posição tem um preço.
Issa já enfrentou prisões, assédio, ataques, pressão judicial e intimidação. Foi alvo de autoridades israelenses e de colonos, mas também sofreu pressão da Autoridade Palestina. Isso diz muito: quem se recusa a virar propaganda de um lado costuma se tornar inconveniente para todos.
E ainda assim, ele continua.
Em 2024, Issa Amro e o Youth Against Settlements receberam o Right Livelihood Award por sua resistência não violenta. Em 2025, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz ao lado do ativista israelense Jeff Halper.
Isso importa.
Não porque prêmios tornam alguém automaticamente correto.
Mas porque às vezes o mundo precisa ser lembrado de que resistência palestina não precisa significar glorificação da violência, e solidariedade israelense não precisa significar defesa da ocupação.
Issa Amro representa outro caminho: resistência sem desumanização, justiça sem vingança, dignidade sem abrir mão da humanidade.
Isso não o torna neutro.
Torna-o coerente.
Se a paz algum dia existir, ela não será construída apenas por presidentes, diplomatas, generais ou ministros. Ela também será construída por pessoas dispostas a defender a dignidade humana quando isso é impopular, perigoso e politicamente inconveniente.
Num conflito onde todos são pressionados a escolher um lado e odiar o outro, Issa Amro nos lembra que coragem não existe apenas em campos de batalha.
Às vezes, coragem é se recusar a abrir mão da própria humanidade.
🌉 @Issaamro
Eis mais uma face do sistema de opressão imposto aos palestinos. É este o apartheid escancarado que Israel normaliza e sustenta na região que vai do rio ao mar
"Palestinos são forçados a demolir as próprias casas para dar espaço a parque temático bíblico em Israel" https://t.co/Cd6XuIIcs4
A fundo, não considero Israel uma democracia plena, no máximo, é uma democracia liberal falha, e isso quando se aplica aos judeus israelenses. Levando em conta o todo, Israel é um Estado de apartheid, a própria Anistia Internacional classificou o Estado como tal
"O apartheid de Israel contra os palestinos: um sistema cruel de dominação e um crime contra a humanidade - Anistia Internacional"
https://t.co/jAeB49Rq6P
Bibi e sua turma são um perigo para a democracia israelense, isso não é um exagero
"Netanyahu não vai parar até que todos os partidos políticos árabes desapareçam"
https://t.co/AG3R1wbL4M