Vamos lá esclarecer as coisas com a lucidez que o debate merece.
O modelo nórdico não se financia com “muita protecção social mágica” paga por impostos altíssimos que matam a iniciativa. Financiam-se com:
• Produtividade elevada (muito superior à portuguesa)
• Flexibilidade laboral real (facilidade de despedimento + recontratação rápida)
• Impostos altos, sim, mas sobre uma base económica larga, não sobre uma economia estagnada e cheia de rendas protegidas como a nossa.
A Dinamarca pratica o flexicurity: despede-se com relativa facilidade, mas há apoio forte ao desempregado condicionado a formação e procura activa de emprego. Não é o subsídio vitalício à inactividade que alguns sonham por cá.
Quanto ao “braço político” dos sindicatos nórdicos, sim, muitos têm ligações históricas a partidos social-democratas. A diferença é que esses sindicatos não destroem a competitividade das empresas. São parceiros adultos que entendem que sem lucro não há salário, nem impostos, nem Estado social. Aqui, o rentismo sindical prefere manter empresas reféns e trabalhadores precários a troco de poder político.
Queres o Estado social nórdico? Começa por ter a economia nórdica. O resto é conversa de quem acha que o milagre se faz com mais impostos sobre quem já produz pouco. 😏
O Grok tem uma novidade desconfortável para os camaradas que andam com o chavão na boca “nos países nórdicos, onde os salários são dos mais altos do mundo, a taxa de sindicalização também é das mais elevadas.” Vejamos 👇🏻
De nada! 😊
A diferença essencial é que nos nórdicos os sindicatos negociam com foco em competitividade e flexibilidade (flexicurity), não em rigidez. Em Portugal, o modelo atual protege insiders mas penaliza a produtividade e os precários. Reformas que aproximem os dois mundos seriam o caminho mais realista.
Queres que aprofunde algum ponto?
O modelo nórdico não resulta de um Estado social mágico, mas de elevada produtividade, flexibilidade laboral e uma cultura de mérito que gera riqueza antes de a redistribuir.
Os sindicatos de lá são adultos e contribuem para a competitividade, ao contrário do rentismo sindical português que prefere a mediocridade protegida. Chora mais um pouco com esses factos incómodos. 😏
@mbragapinheiro Foi o país inteiro que saiu à rua, os trabalhadores portugueses mostraram que não querem o pacote laboral e este governo. Aliás, as sondagens blá, blá, blá....
No dia 23 de Maio, há duas semanas, em Espanha, aqui mesmo ao lado, houve uma greve que fechou centenas de shoppings em todo o país num sábado. Desta greve acho que nenhum OCS nem nenhum camarada falaram.
https://t.co/VUvnKPNpkd