– o vínculo transcende tempo & espaço no luto • psicóloga • especialista em cuidados paliativos / esp. teoria & psic. analítica • atendo p/ qualquer lugar do 🌎
Contar a história da perda pode ser desgastante, mas é muito necessária no luto.
Contar e recontar tem função. Ajuda organizando os fatos, buscando sentidos, recordando detalhes, associando sonhos e memórias
É se ouvindo que se assimila que a morte/perda realmente aconteceu 1/2
Pra quem é de Salvador:
✨️ Na Vivência Travessia, propomos um encontro que une reflexão teórica com base na Psicologia Analítica e do Modelo do Processo Dual, além da experiência vivencial, tendo a poesia como ponte para o inconsciente
📌 Vagas limitadas!
No cheiro do travesseiro que ainda guarda vestígios de presença.
Na chave que gira e encontra uma casa mais vazia.
Mas mesmo sem perceber… a gente continua.
Entre uma memória e outra, aprende a respirar diferente.
A carregar a dor com mais delicadeza.
A amar, mesmo na ausência
Ninguém avisa que o mais difícil do luto é sobreviver à rotina.
Não é só nas datas especiais que o luto mais aperta.
É no café que falta companhia.
No sofá onde o silêncio senta ao seu lado.
Na fila do supermercado, onde a ausência pesa mais que qualquer sacola. (+)
O luto se esconde nas dobras do cotidiano...
Na xícara que continua no armário.
Na música que ainda toca sem pedir permissão.
No hábito de olhar para o lado esperando alguém que não vem.
No celular que já não vibra com mensagens conhecidas. (+)
Porque a memória não é só o que passou.
Ela é também o que permanece e lidamos com uma certeza suave de que quem amamos de verdade nunca vai embora completamente.
Eles continuam — em nós, no invisível que sustenta.
Há ausências que continuam falando com a gente.
Elas se escondem nas lembranças, sussurram em fotografias antigas, aparecem nos sonhos e nos silêncios do dia.
A saudade tem esse jeito delicado de nos fazer reviver — um sorriso, uma frase, um gesto.
Às vezes, tudo o que temos é uma imagem, seja de fotografia ou da memória. E, com ela, imaginamos diálogos que não aconteceram, continuamos conversas inacabadas, criamos encontros no espaço entre o real e o que ainda sentimos.
Será que eu ainda posso sorrir depois de tudo?
Essa pergunta ecoa no coração de quem vive o luto — como se a alegria, quando vem, trouxesse também um peso de culpa.
Às vezes, o riso chega tímido, quase pedindo licença, como se não fosse permitido existir junto da dor.
Você carrega quem ama dentro de você — no silêncio, na lágrima, e também nos momentos em que o sorriso escapa, leve, feito uma brisa.
A dor não é invalidada pelo sorriso. A saudade não diminui porque o riso escapou.
Será que eu ainda posso sorrir depois de tudo?
Essa pergunta ecoa no coração de quem vive o luto — como se a alegria, quando vem, trouxesse também um peso de culpa.
Às vezes, o riso chega tímido, quase pedindo licença, como se não fosse permitido existir junto da dor.
Mas a verdade é que, no luto, alegria e tristeza podem caminhar de mãos dadas.
Sorrir não é trair a memória de quem partiu.
Sorrir é honrar a vida que continua, mesmo com um pedaço faltando.