A cultura da eficiência extrema gerou um mecanismo perverso: gerenciar através do constrangimento público, acreditando que expor quem está abaixo estimula a competitividade. Na realidade da pele e do osso, o efeito é o pavor paralisante. Trabalha-se pelo medo, não pelo prazer.
Segunda-feira de manhã. O relatório semanal chega e o gesto automático é procurar o seu nome na lista. Toda a sua dedicação e crises resolvidas parecem sumir em um segundo diante de uma métrica abaixo da média. O sistema não tem memória afetiva: o seu valor é resetado a cada mês.