Entre anúncios, propaganda e promessas repetidas, a cidade continua à espera de respostas para os problemas reais: habitação inacessível, atrasos no pagamento de apoios e uma cidade cada vez mais desigual. Lisboa não precisa de mais marketing político. Precisa de estratégia.
Os vereadores do PS continuam a exigir transparência pública sobre o acidente no Elevador da Glória. Esperamos que a reunião de hoje com a administração da Carris traga finalmente esclarecimentos sobre o processo de indemnização das vítimas e sobre a auditoria anunciada.
Lisboa continua sem uma estratégia séria para responder à crise da habitação. Carlos Moedas governa com anúncios avulsos, programas segmentados e micro-soluções que não resolvem o problema de fundo: a falta de casas acessíveis para quem vive e trabalha na cidade.
Moedas perdoou mais de 1M€ a promotores imobiliários, financia iniciativas elitistas e devolveu verbas do PRR por não executar o Hub do Mar. Mas quando chega a hora de apoiar as famílias, corta o apoio de 50% nas refeições escolares.
Enquanto Moedas corta 1,5M de euros nas refeições escolares e retira apoios às famílias, a Câmara perde mais de 1,1M em compensações mal calculadas a promotores imobiliários.
Uma escolha política óbvia: cortar na escola pública e falhar na defesa do interesse da cidade.
Na última reunião da Câmara de Lisboa, os vereadores do PS voltaram a expor a distância entre a propaganda e a realidade da gestão de Carlos Moedas. Corta apoios às famílias, acumula atrasos em obras estruturais e falta aos esclarecimentos sobre contrapartidas aos grandes eventos
Em Benfica, na entrega das chaves de 13 novas casas de renda acessível. Numa cidade onde tantas famílias têm dificuldade em continuar a viver, cada nova solução faz diferença. Benfica tem dado um exemplo importante nesta área. Parabéns à JF e ao Ricardo Marques pelo trabalho.
Depois de ter defendido o desconto de 50% nas refeições escolares, Moedas decidiu cortá-lo a milhares de alunos da escola pública. Em Lisboa, onde o custo de vida não para de subir, a resposta da CML é retirar apoios às famílias. Em ano eleitoral anuncia-se. Depois das eleições…
Em 2025, ano de eleições, Moedas achava que um desconto de 50% nas refeições escolares era uma forma de “investir na igualdade de oportunidades” e fazer face à inflação. Passadas as eleições, quer acabar com este apoio para mais de 30 mil alunos da escola pública.
O TdC concluiu que, no programa Lisboa 65+, anunciado por Moedas como a grande resposta da cidade na saúde, a Câmara gastou o mesmo em publicidade, pareceres e conceção gráfica do que em cuidados de saúde. Mais uma vez, muita propaganda, pouca execução. O PS já tinha alertado.
O PS questionou o vice-presidente Gonçalo Reis "sobre os procedimentos relativos às auditorias desencadeadas pela Carris por indicação do presidente da Câmara, bem como sobre o objeto concreto desses procedimentos e o seu ponto de situação".
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No Dia Mundial do Ambiente, o contraste é cada vez mais evidente. Enquanto outras capitais europeias investem em árvores, sombra e espaço público de qualidade, Lisboa continua mais quente, mais degradada e mais dominada pelo carro. O ambiente também é justiça social.
O Governo vendeu património abaixo do preço de mercado onde podiam existir 42 casas. Ao mesmo tempo, a CML continua a atrasar projetos herdados do anterior executivo: Vale de Santo António demorou 4 anos a avançar, Casal do Pinto outros 4. E mantém centenas de casas congeladas.
Insistir numa reunião de Câmara em plena greve geral seria sempre um desrespeito pelos trabalhadores municipais e pelo direito à greve. A reunião acabou por não se realizar devido à adesão à greve e, no final, o próprio Carlos Moedas, que a quis forçar, nem sequer apareceu.
Dez meses depois do acidente no Elevador da Glória que matou 16 pessoas, o que é que a CML concluiu? Nada. Nem uma linha pública sobre responsabilidades, auditorias ou medidas concretas. A gestão de Carlos Moedas tem um padrão: silêncio, opacidade e ausência de resposta.
Há bairros em Lisboa onde os problemas se repetem reunião após reunião e a resposta da Câmara continua zero. O mais grave é perceber que muitos destes casos já tinham sido denunciados antes. Uma cidade não pode viver em piloto automático enquanto as pessoas vivem sem condições.
Ouvimos relatos de vidas que todos os dias são afetadas pela incapacidade de resposta do Executivo de Carlos Moedas e até de cidadãos impedidos de intervir numa reunião que devia ser aberta e democrática.
A reunião de hoje da Câmara Municipal de Lisboa foi o retrato de uma cidade paralisada. Habitação municipal degradada, projetos de habitação pública “no congelador”, ruas às escuras há um ano, silêncio sobre o acidente do Elevador da Glória, quase 10 meses depois.