A MIN. CÁRMEN LÚCIA É UMA DAS MINISTRAS MAIS BRILHANTES DE TODOS OS TEMPOS:
“Eu não reclamava, porque, se reclamasse, iam dizer: ‘mulher'. (...) Eu já saí de cargo que no meu lugar colocaram três procuradores, e eles reclamavam”, declarou a ministra.
ana paula curtiu esse vídeo (que, inclusive, diz mt o que tentamos explicar para os haters nos 3 meses). vou compartilhar aqui pra ver se quem ainda critica a milena por questões políticas se permite refletir um pouco sobre a realidade em que ela foi inserida desde muito nova
Nossa existência é um ato de resistência. ✊🏽
Os povos indígenas carregam no sangue a força de quem protege a floresta e mantém viva a sabedoria dos seus ancestrais.
É importante lembrar que nossa luta vai além do dia 19 de Abril. Ela é contínua pelo nosso território, pela nossa cultura, pelos nossos direitos e pelas futuras gerações.
Nossa história não começou em 1500. O Brasil é terra indígena.
Estão tentando construir a narrativa de que Daiane era uma mulher “chata”, “difícil” ou “perturbada”. Essa versão, além de injusta, ignora completamente os fatos.
O que de fato aconteceu foi o seguinte:
Daiane passou a enfrentar o síndico porque ele administrava os imóveis da família e foi descoberto desviando dinheiro. Diante disso, ela foi morar no prédio para cuidar dos apartamentos e assumir a administração. A partir desse momento, o conflito se intensificou. O síndico passou a perturbá-la constantemente, provocá-la e desestabilizá-la, numa tentativa clara de tirá-la do sério e fazê-la parecer desequilibrada aos olhos de terceiros. As discussões eram frequentes justamente porque havia uma disputa de poder, dinheiro e controle.
Reduzir Daiane a uma “mulher chata” é uma forma covarde de desumanizar a vítima e suavizar a responsabilidade do agressor. E mesmo que, por hipótese absurda, ela fosse difícil, questionadora ou incômoda, nada, absolutamente nada, justifica o seu assassinato.
Mulheres não precisam ser dóceis, silenciosas ou agradáveis para terem o direito de viver. Conflitos, discussões e desentendimentos existem em qualquer relação humana e não são licença para a violência.
O que aconteceu com Daiane não foi fruto do seu temperamento, mas de um contexto de abuso, intimidação e, por fim, violência extrema.
Culpar a vítima é perpetuar o mesmo machismo que mata.
Tatiana Coelho Sampaio passou 25 anos pesquisando proteína da placenta até desenvolver o medicamento que reestabelece movimentos em pessoas tetraplégicas. Só o currículo dela tem 40 páginas. Ciência não nasce do dia para noite, mas os resultados mudam o rumo da história.
Na noite de 18 de janeiro de 1982, Elis Regina recebeu amigos para jantar na sua casa na Rua Melo Alves, em São Paulo, incluindo o namorado da época, o advogado Samuel McDowell.
Ao longo do serão todos foram saindo, até McDowell, porque a cantora queria concentrar-se nas músicas do disco que se preparava para gravar.
Horas depois, já manhã de sol, McDowell ligou para Elis. Assustou-se porque no final do telefonema ela mais balbuciava do que falava. Correu para o apartamento, arrombou duas portas e encontrou-a inanimada no quarto. Chamou uma ambulância, que a conduziu ao Hospital das Clínicas, onde chegou morta, aos 36 anos, vítima de overdose de cocaína e álcool.
Elis Regina Carvalho Costa Foi ela a primeira pessoa a inscrever a sua voz como se fosse um instrumento na Ordem dos Músicos do Brasil. A maior intérprete de samba, jazz, rock, bossa nova, de música popular brasileira de todos os tempos. Uma mulher que ia além da música. Numa época de machismo exacerbado, escolheu ter controlo pleno da sua carreira. Em plena ditadura militar - 1964-1985 - fez ferozes críticas ao regime e participou em movimentos de renovação política e cultural. Casou duas vezes, com o músico Ronaldo Bôscoli, pai do seu primeiro filho, o produtor João Marcelo Bôscoli, e com o pianista César Camargo Mariano, pai dos cantores Maria Rita e Pedro Mariano, além de ter mantido outras relações tempestuosas porque na sua vida tudo era algo tempestuoso.
Ganhou de Vinícius de Moraes a alcunha de Pimentinha por ferver em pouca água - os amigos referem-se a ela como "geniosa", "revoltada", "contraditória", "agitada", "exigente". "Se ser geniosa e exigente e não gostar de ser passada para trás é ser mau carácter, então eu sou", disse a própria numa entrevista. E noutra: "Viver como um kamikaze é o que me faz ficar de pé." Ficou de pé até aquela manhã de sol de 19 de janeiro de 1982.
A voz de Elis, porém, resiste.
Como disse o produtor Walter Carvalho muitos anos após a sua morte, "a Elis Regina está cantando cada vez melhor".
Dia 19 de janeiro de 1982, Morria a maior cantora do Brasil de todos os tempos.
(Trechos extraídos do Diário de Notícias online)
🧵 Vou ser bem honesto:
eu odeio essa época de Natal e o Ano-Novo.
Acho um saco. Sempre que possível me encho de plantão em PS para não socializar. E nos plantões, vejo todo ano pessoas com sofrimento psíquico buscando ajuda. Vamos falar sobre isso 👇
Chegar aos 40 é como atravessar uma porta que você fingiu que não existia. Você caminha, vive, corre, se enrola com suas próprias histórias e, de repente, percebe que está no meio da vida sem ter certeza de como chegou até ali. Aos 40 não dá mais para culpar a juventude, o acaso, a pressa ou o improviso. A idade te joga contra o espelho com uma frieza quase matemática e exige que você encare a soma de tudo o que fez e tudo o que deixou de fazer.
Aos 40 você começa a perceber que certas escolhas foram definitivas, mesmo aquelas que você achava temporárias. Começa a sentir saudade de versões suas que ficaram pelo caminho e que talvez nunca retornem. Dá uma sensação estranha de ter vivido tudo rápido demais e, ao mesmo tempo, de não ter vivido o suficiente. É uma confusão profunda. É como se você carregasse uma coleção de quase e de poderia ter sido.
Aos 40 também aparece um tipo diferente de solidão. Não é a falta de companhia. É a falta de pertencimento. Mesmo rodeado de gente, você sente um vazio silencioso que ninguém percebe. As conversas mudam. Os vínculos mudam. A prioridade das pessoas muda. E você vai entendendo que cada um vive no próprio mundo e que muito do que você sente não encontra espaço na rotina de ninguém.
Existe uma pergunta que começa a latejar: era essa a vida que eu imaginei para mim? E quase sempre a resposta vem em forma de silêncio. Um silêncio que pesa mais no fim do dia, quando você percebe que está vivendo uma história que talvez não tenha nada a ver com quem você sonhou ser. Aos 40 a vida te dá consciência o suficiente para entender onde falhou, mas nem sempre tempo o bastante para corrigir tudo.
Os 40 trazem uma espécie de nostalgia amarga. Você olha para trás e vê decisões que definiram rumos inteiros. Relacionamentos que ficaram pela metade. Oportunidades que você não percebeu. Coragens que você não encontrou. E agora existe uma pressa que não existia antes. O medo de repetir os mesmos erros. O medo de não conseguir mudar o que ainda incomoda. O medo de continuar vivendo no modo automático até a velhice.
Chegar aos 40 é sentir que o mundo ficou mais rápido enquanto você ficou mais cansado. É notar que seu corpo manda sinais, que sua mente pesa, que suas emoções se aprofundam e que o tempo se tornou um recurso caro demais para desperdiçar. Você começa a pensar no que realmente importa. E isso, curiosamente, dói.
A verdade é que os 40 não trazem sabedoria automática. Trazem lucidez. E a lucidez é dura. Ela mostra o caminho percorrido com todas as rachaduras expostas. Mas também mostra um detalhe que muita gente ignora. Ainda existe estrada pela frente. Não do jeito que você gostaria, talvez. Não com as mesmas possibilidades de antes. Mas existe. E ela está te chamando.
Aos 40 a vida não te dá tantas desculpas quanto antes. Mas ainda oferece escolhas. E cada escolha daqui para frente vale muito mais. Porque agora você sabe exatamente o preço que paga quando adia a própria história.