Gente tendo acesso a você o tempo todo via WhatsApp e outras redes sociais, principalmente quando o assunto é trabalho
Tudo é urgente, tudo é pra ontem, ninguém mais tem horário e nem permissão pra ficar indisponível
harry potter moldou toda a minha personalidade na infância e adolescência e agora ja adulta vendo essa série nascer pra se tornar uma coisa grandiosa me da a sensação de reencontro com uma família querida que há muito eu não via
Nenhum homem vai mudar por pressão, nem por promessa, nem por medo de perder. A mulher não salva o homem!
Ela pode ser o motivo mais bonito do mundo, a luz que ilumina um caminho melhor, o exemplo vivo de valor e dignidade. Mas a mudança real? Essa só acontece quando ele decide, por conta própria, que vale a pena se tornar melhor.
Todo ano conduzimos estudos com grupo controle para testar novos tratamentos em pacientes com câncer.
Milhares de voluntários entram nestes estudos. Metade sempre cai no grupo controle, e centenas dessas pessoas morrem.
"Essas vidas que poderiam ter sido salvas se tivessem recebido o novo medicamento", você poderia argumentar...
De fato, poderiam.
Porque então esses estudos ainda são conduzidos?
Resposta: pq essas vidas poderiam ter sido salvas se, e somente se, uma premissa fosse verdadeira: "o novo medicamento realmente é capaz de salvar vidas."
Eis que a gente chega em um dos pontos mais críticos da discussão ética desse tipo de estudo.
Antes de conduzir um ECR, nós não sabemos:
1- se o tratamento é realmente eficaz; ou
2- se o tratamento causa mais benefício do que malefício.
É perfeitamente possível que o novo medicamento para câncer NÃO tenha NENHUM efeito para prolongar a vida dos pacientes.
"Ok, mas pelo menos você tentou! Melhor oferecer algo que pode curar o câncer do que deixar a pessoa se ferrar"
Pois é. O detalhe é que, nesse caso hipotético, o efeito do novo medicamento foi nulo.
Mas e se além de não funcionar, ele aumentasse o risco de eventos adversos graves? E se ele piorasse consideravelmente a qualidade de vida do paciente? E se ele piorasse a aderência a outros tratamentos usuais já bem estabelecidos, como a quimioterapia, por deixar o paciente mais debilitado ainda?
Ou pior: e se o novo medicamento para câncer na verdade AUMENTA o risco de óbito prematuro?
Exemplos disso não faltam: CASCADE trial, TAHOE trial, SWOG S0106 trial. Todos esses são estudos de fase 2/3 na oncologia que mostraram como drogas promissoras podem falhar miseravelmente.
Nesses estudos, quem caiu no grupo controle se deu bem. Evitou o malefício causado pela droga.
E, estatisticamente falando, quem cai no grupo controle é quem tem a maior probabilidade de "se dar bem" — visto que a quantidade de tratamentos que são mais benéficos do que danosos em estudos de fase 2/3 na literatura médica é EXTREMAMENTE BAIXA.
O problema é que a gente não divulga os estudos negativos. Ninguém fica sabendo dos "fracassos". Mas o fracasso é o mais comum! Poucos tratamentos dão certo!
E olha só que interessante: nos estudos negativos, a existência de um grupo controle literalmente protegeu 50% dos participantes dos riscos desnecessários relacionados ao tratamento experimental.
Agora, voltando a polilaminina:
"Se a proteína for eficaz, ter um grupo controle seria escolher metade dos voluntários para andar e outra metade para nunca mais andar"
Primeiro: polilaminina pode ser eficaz, mas isso ñ significa que todo mundo vai voltar a andar. Sua eficácia pode ser pequena, sendo capaz de aumentar em 20 ou 30% a chance de voltar a andar.
Isso já é ótimo, não me entenda mal, mas é bem diferente do que a eficácia improvável (embora desejável) de 100%.
De todo modo...
Sim, SE no futuro descobrirmos que é eficaz *em algum grau*, significa que no passado nós privamos algumas pessoas de se beneficiar do tratamento. Isso é amplamente conhecido, e as diretrizes éticas aceitam esse cenário quando:
1) Não sabemos se o tratamento faz mais benefício do que dano ou mais dano do que benefício
2) Não é possível definir, com satisfatório grau de certeza, se o tratamento faz mais benefício do que dano ou vice-versa, na ausência de um experimento aleatorizado controlado.
No caso da polilaminina, é plenamente possível que o tratamento faça mais dano do que benefício.
É possível que injetar algo na medula do paciente lesado em menos de 72h da injúria de origem já seja deletério. Pode ser que causa lesões secundárias. Pode ser que reduza a velocidade da recuperação funcional. Pode ser que aumente o risco de que o paciente nunca mais ande para o resto da vida. Pode ser que cause outras complicações, inclusive graves e ameaçadoras a vida do paciente.
E já que estamos imaginando possibilidades...
SE for o caso do tratamento causar mais dano que benefício, concorda comigo que um paciente que caiu no grupo controle dará graças a Deus por não ter recebido polilaminina?
"Mas Igor, vc não pode presumir que polilaminina causa esses malefícios aí!"
Com certeza, não posso!
Assim como não posso presumir que polilaminina causa benefícios.
Sem um estudo com grupo controle, nós simplesmente não saberemos!
É por isso que, há décadas, a medicina trabalha com ECRs.
A gente presume que não sabemos qual grupo vai se dar melhor, e por isso damos 50% de chance para que os participantes caiam no grupo intervenção ou no grupo controle.
Isso é um passo necessário para descobrir qual é a relação de risco e benefício do tratamento.
Apenas depois disso é que a gente pensa se é ético ou antiético não oferecer o tratamento aos pacientes.
Mas enquanto a relação de risco e benefício for desconhecida, qualquer especulação não passa disso: especulação. Na prática, o certo a se fazer é o sorteio. É o experimento aleatorizado.
É assim que as coisas funcionam.
Cara, eu me considero uma pessoa muito romântica. Eu acredito em amor verdadeiro, casamento pra vida toda etc.
Dito isto, eu me preparo para o pior. Tenho minha graduação, guardo meu dinheiro, faço terapia. Não pq eu acredito que vai acontecer, mas pq eu sei o que acontece.
Se você é inteligente, mas se sente estagnado, creio que pode ser útil ler isso:
Um neurocientista coreano chamado Daeyeol Lee disse uma frase que explica por que algumas pessoas inteligentes travam na vida.
Ele disse: "Você se sente travado porque vive dentro da sua cabeça. Pessoas burras vivem no mundo.”
Todo mundo riu, até ele explicar a ciência por trás disso.
A maioria das pessoas inteligentes opera principalmente a partir do default mode network: a parte do cérebro responsável por analisar, prever, simular, relembrar, duvidar, pensar demais.
É brilhante, mas também pode ser uma prisão mental. Você é tão consciente de todos os riscos e consequências possíveis que o seu cérebro suprime a ação.
Porque a característica número um de pessoas inteligentes é serem boas em fazer predições da realidade. Esse maior nível cognitivo muitas vezes aumenta a complexidade da ação e pode se converter em hesitação.
Basicamente sua consciência vira um filtro implacável contra decisões que poderiam ser mais simples.
Enquanto isso, “pessoas burras” (palavras dele, não minhas) em tese, funcionariam mais pelo direct experience network. É o sistema usado para fazer, tentar, experimentar, falhar, prática… aprender na prática.
Esse tipo de pessoa não pensa muito sobre a vida, ela interage com ela. Elas não prevêem resultados, elas criam resultados.
E é por isso que pessoas com metade da sua inteligência podem “ultrapassar você na vida” como se você estivesse parado. Elas, possivelmente, não têm o atrito mental que você tem.
O cérebro delas não superaquece antes de dar um passo. Elas vivem em movimento e não em simulação.
Quanto mais inteligente a mente, melhores também são as armadilhas. Sua inteligência te dá um super poder de processamento incrível, mas esse mesmo poder é capaz de construir desculpas, perfeccionismos inatingíveis, medos e catástrofes incrivelmente convincentes.
Se esse for mesmo o seu caso, você não perde por não ser capaz. Você perde porque o seu default mode network te convence a não se mover.
E se mover requer humildade de parar de querer prever e analisar tudo, e se colocar verdadeiramente na arena. Se jogar, correr riscos…
Uma simples ação bem executada vale mais do que dezenas de planos “quase perfeitos” nunca colocados em prática (já que você não agia por aguardar a perfeição ou o momento certo).
Agora que você sabe disso… “nem pensa, só vai”. 😉
Meu marido também não pode mais falar com o pai, Bostonaro. Minha filha não pode mais falar com o avô. Nunca mais recebi ligação do meu sogro e amigo. Por que? Você não é coveiro e não comprou vacina quando necessário. Tá na sua conta. Que você nunca mais fale com a sua família.