O Flamengo lançou o jogo “6 a 1”, uma experiência interativa que desafia os torcedores a montarem o time dos sonhos para disputar a Copa do Mundo de 2026.
O game foi disponibilizado nesta quarta-feira (17) e terá mais detalhes divulgados durante o programa da manhã da FlamengoTV.
O nome faz referência à histórica goleada por 6 a 1 aplicada pelo Flamengo sobre o Vasco, em 2024, no Maracanã.
O jogo é gratuito e já está disponível. Acesse pelo link e monte sua equipe ideal! Vale MUITO a pena.
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Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial.
É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik
chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional.
A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição.
A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores.
Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo.
O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente.
O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”.
E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.
🇧🇷 “Só existe esse tipo de questionamento com o Vini Jr porque a régua com o Vinicius é mais pesada, a cobrança em cima do Vinicius é mais pesada. Qualquer outro jogador da Seleção Brasileira que participasse dos 3 gols de uma vitória por 3 a 0 e errasse depois, não iam nem lembrar que ele errou. Se esse jogador tivesse saído 8 vezes com a bola pela linha de lado, não iam nem lembrar. Mas com o Vinicius todo mundo lembra.”
“Talvez seja isso mesmo, talvez seja o Vinicius sendo cobrado como um jogador de prateleira 01. Mas o Brasil tem 4 gols na Copa do Mundo e o Vinicius tem participação direta nos 4.”
🎙️ Vitor Sérgio Rodrigues, na @TNTSportsBR.
📸 Rafael Ribeiro/CBF | TNT Sports
3 curiosidades sobre o futebol:
- por que a bola é branca?
- como surgiu o termo “gandula”?
- como surgiu a palavra “torcedor”
Tudo a ver com equipes brasileiras.
Créditos: IG / oifrancine
Quem tem que provar que o Lula tá errado é o Neymar, não você, fã dele.
É só ele entrar em campo e destruir no jogo. A sorte dele, e de vcs, é que não tem mais Casseta & Planeta.
Se tivéssemos isso, vcs não aguentariam 5 min de zueira que o Rubinho ou o Fenômeno passaram.
Venho fazer minha penitência por ter acreditado na Turquia ganhando esse grupo. Finalizar mais de 60 vezes e não fazer um gol tem de ser algum recorde.
“O torcedor não quer ouvir isso. Por mais que a gente entenda que pode até ser, você não pode passar essa opinião ao público.”
Então qual a alternativa, mentir para o torcedor?🤦🏻♂️
Eu acho incrível como qualquer traço de educação, estudo ou inteligência o direitista já acha que é coisa de esquerdista.
É um amor à ignorância inabalável
Quem lembra quando o Romário assinou a PEC das “horas trabalhadas”? Se adotassem esse regime, ele não teria recebido um centavo por seu trabalho no Senado nesses últimos meses.