🗣️ “Se fosse o Tarcísio, não teria sobrado mais nada do Lula. O Lula só respira ainda porque é o Flávio”, disse, sob sigilo, um aliado de Flávio Bolsonaro após o debate da Band.
Eu era de centro-esquerda. Hoje, sou de centro. Uma das coisas que sempre me incomodavam muito, além do "negacionismo econômico" e da defesa de regimes autocráticos, era esse sentimento de superioridade moral e intelectual de boa parte da militância de esquerda, frequentemente acompanhado de dogmatismo, autoritarismo e falta de metacognição.
Esse é o primeiro sinal de que você sofre de Síndrome de Dunning-Kruger e, por conviver numa bolha que reforça seus vieses políticos e morais, sente-se superiora quando, na verdade, é apenas uma alienada andando por aí com um viés cognitivo dominando sua mente.
Isso é bem comum, infelizmente, e acho que subestimamos o quanto isso afeta uma democracia. Por exemplo, conhecidos meus que convivem num grupo, progressistas e comunistas, também se acham superiores tanto intelectualmente quanto moralmente, mas caem nas incoerências mais bobas quando confrontados. Eu falei vagamente que devíamos seguir o exemplo de um país famoso que declarou guerra ao narcotráfico e às facções, prendeu centenas de milhares e executou mais milhares, e ainda executa algumas centenas por ano. Acusaram-me prontamente de defender um "genocídio" e que eu era gado do Bukele. Aí eu falei que na verdade estava me inspirando na China e eles nem sabiam como lidar com essa informação.
Tentaram racionalizar algo do tipo que a China pode fazer isso porque lá as drogas viraram endêmicas porque foram os britânicos que viciaram a população chinesa em ópio, ou que como todo mundo lá é chinês, daí tá ok um governo chinês fazer isso com chineses, porque se fosse algum outro grupo étnico-racial seria genocídio, daí não pode etc. etc. A "lógica" aí é que direitos humanos, liberação das drogas e pena de morte não podem ser baseados em princípios, mas em contexto políticos para objetivos políticos... e isso serviria para invalidar as próprias posições deles.
É óbvio que eles nem se quer se dignaram a estudar a história chinesa moderna, mas isso não os impedia de compartilhar memes e edits do Xi ou coisas do tipo. Porque são, que nem essa moça, ignorantes sob o efeito Dunning-Kruger reforçado numa bolha de viés de confirmação. O "exército" do Lula daquele Janones talvez seja a prova mais cabal de quão autômatos essas pessoas conseguem ser: contradições ambulantes sob um viés cognitivo tosco.
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Os ‘quatro anos em um mês’ de Lula
Carlos Andreazza, O Estado de S. Paulo (17/10/2026)
Lula concebeu o governo “quatro anos em um mês”. Este mês pujante – revisor de tabus e concentrador de muitas realizações e promessas – sendo coincidente com o período de campanha eleitoral. Não será coincidência.
Mês cujo marco disparador do calendário talvez seja o reajuste do Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno. Reajuste ignorado entre janeiro de 2023 e setembro de 2026. Reajuste que Lula – conforme disse a Renata Lo Prete – desconhecia não ter sido dado por seu terceiro governo. Ele não sabia. Ao saber, mandou dar tudo.
Preferiu passar por desinformado sobre sua gestão a admitir o que está fazendo.
A 12 dias do segundo turno, anunciou aos microempreendedores individuais que lhes perdoará as dívidas com a União e que pretende lhes comprar àquelas tomadas aos bancos. Prometeu também lhes dar – Pix na veia – R$ 5 mil. Dinheiro doado mesmo. Condição: só se ganhar a eleição. Fez lembrar aquele samba da Tradição em homenagem a Silvio Santos: “Quem quer dinheiro? O aviãozinho vai subir”. Se ganhar a eleição, também garantirá transporte com tarifa zero nos finais de semana.
Fosse outro o prometente, seria acusado de compra de votos. Enquanto o TSE de Nunes Marques se dedica a censurar xandonicamente, os abusos de poder vão sendo chancelados pelo Congresso. Saídos das urnas no primeiro turno com o rei na barriga, os senadores e deputados bolsonaristas logo plantaram seus planos de dominação das casas legislativas, já disputando entre si quem comandaria a Câmara. É a fortaleza de reação-proteção centrônica contra essa investida – pacto pela manutenção daquele poder – que Lula escala para aprovar-tratorar geral. Hugo Motta sentiu que pode assegurar a sua reeleição assim.
É possível que o presidente não soubesse que a criação do Ministério da Segurança Pública – promessa na campanha de 2022 – exigiria antes a aprovação de uma emenda à Constituição. PEC remetida à Câmara somente em 2025 e pela qual, para que aprovada antes de 25 de outubro, ora se tenta armar uma blitz no Senado. O cronista pensou nisto como provocação: que não será surpresa o presidente lançar esse ministério ainda antes do segundo turno.
Não deixa de aliviar que, depois de correr-ocorrer longamente no Supremo, a campanha eleitoral se tenha deslocado para o terreno da política – o Parlamento. Não que o surto lulista do Senado alcolúmbrico, surto pela sobrevivência, não tenha na origem a intervenção partidária do STF. Foi Alexandre de Moraes o articulador-anfitrião original da paz entre Lula e o imperador Davi Alcolumbre; Xandão – aquele que condenara Jair Bolsonaro – sendo o padrinho do arranjo que daria ao candidato à reeleição, adversário do filho de Jair, o presente almejado, joia da coroa do governo “quatro anos em um mês”: o fim da jornada de trabalho 6x1.
⛹️♂️💬 A coisa que mais me incomodou no vídeo da Gabriela Prioli passando pano pro Banco Master foi esse trechinho, onde ela faz sua teoria da conspiração sobre um possível "Jogador Poderoso".
Eu assisto MUITO conteúdo sobre mercado financeiro e NUNCA vi essa expressão, "jogador poderoso".
Pessoas frequentemente usam "player", assim em inglês mesmo, pra se referir a um agente de mercado potencialmente interessado no negócio.
Esse player nunca é traduzido do inglês. Palavras 100% em português que se usam no lugar de player poderiam ser "agente", "concorrente", "ator", "parte", etc.
Mas nunca "jogador", que seria uma tradução ao pé da letra.
A impressão que me passa é de alguém que recebeu um briefing sobre o que dizer, não quis usar a palavra "player" por ufanismo gramatical, mas também não tinha familiaridade com o assunto e fez uma tradução literal por falta de conhecimento.
Ainda bem que não sou adepto de teorias da conspiração ¯\_(ツ)_/¯
se a malu gaspar fosse minimamente governista, ia estar sendo tratada como deusa encarnada pela militância petista. a incorruptível, a proxima presidenta, a dona do cu de todo brasileiro vivo
como não abafou a parte do escandalo que atinge o governo e seus aliados, virou o demonio na terra. deve ser muito triste ter um senso moral totalmente subordinado à conveniência política. a pessoa é completamente oca por dentro. se limita a repetir oq os poderosos mandam. um completo escravo mental
não deixa de ser curioso que com todos os escandalos do master divulgados, e tanta gente envolvida até os ossos no esquema, os militantes do lula estao focando em atacar justamente quem desde o início está denunciando o esquema como a malu gaspar e o sam pancher
nem o flavio bolsonaro é tão atacado por essa gente quanto a imprensa que faz o seu trabalho. tantos jornalistas citados como estando no bolso de vorcaro, gente como reinaldo azevedo e outros com contratos e pagamentos mensais pra falar bem do master, não são sequer citados pelos lacaios que se dedicam a atacar em bando unicamente quem denunciou o esquema, como se tivessem sido pagos por vorcaro pra denunciar vorcaro. seria uma completa imbecilidade se não soubéssemos que é método, e método de máfia, intimidação criminosa da imprensa que não se vendeu
é o dia inteiro essa máfia espalhando mentiras, intimidando inocentes e fazendo de tudo pra acabar com a imprensa livre. ninguém aguenta mais
Eu não sei quem exatamente da campanha achou que era uma boa estratégia dizer que o presidente “não sabia” que não tinha reajustado o bolsa família, “não sabia das bets”.
Mas a imagem de um presidente que nunca sabe de nada não ajuda exatamente a virar uma eleição.
O desespero tomou conta das campanhas. Não perco o debate da Band por nada. Vai ter Lula falando em redução da maioridade pra 12 anos e Flávio defendendo a escala 3x4, equiparando o trabalhador aos deputados.