C’est le PCR de Schrödinger : d’un côté, il est parfaitement insignifiant, ne pèse rien; de l’autre, chacun de ses faits & gestes est suffisamment important pour mériter un torrent de commentaires navrants et de memes pitoyables (sans jamais avancer le moindre argument politique)
George Lucas made a fairly pro-Lenin mini documentary on YouTube.
Since George Lucas sold Star Wars to Disney, he’s been spending his time making history documentary passion projects for free viewing on YouTube
Reinvesting money he made from American Graffiti and Star Wars in the 70s, Lucas built Lucasfilm into an empire independent from the Hollywood studio establishment. All its divisions would revolutionize every aspect of the film industry, from Industrial Light & Magic for special effects and CGI to THX and Skywalker Sound for sound design and reproduction. He even founded Pixar.
The Star Wars prequels were completely self-funded by George Lucas, made completely in-house — Lucasfilm even collaborated with different camera companies to develop film-grade digital cameras for the Phantom Menace and Attack of the Clones, the latter of which was the first big-budget film shot fully on digital. Every project was produced with the intention of furthering the productive forces of filmmaking. It would only be a minor exaggeration to say all the technology Hollywood uses now comes from Lucasfilm.
George Lucas is a true Groysian auteur-dictator à la Stalin. He famously said Soviet cinema was freer and less censored than American filmmaking.
It’s no wonder Gen X Treatlerite footsoldiers of monopoly capital all but forced him to sell to the Walt Di⚡︎⚡︎ney Company, which has almost completely gutted Lucasfilm for parts and turned it into a slop factory.
We do not say to the world: Cease your struggles, they are foolish; we will give you the true slogan of struggle. We merely show the world what it is really fighting for, and consciousness is something that it has to acquire, even if it does not want to.
@HortusConclusu@Rev_Com_Femboy on est une internationale présente dans 60 pays, avec des camarades qui construisent, recrutent et éduquent. Le meilleur moyen pour grossir c’est de construire autour d’une base théorique commune
De fato, marxismo não é hegelianismo, até porque marxismo não se resume a Marx (e nem a bons leitores de Marx), mas isso não muda o débito de Marx com Hegel
Marx pegou muitas coisas de Hegel que é simplesmente impossível separar um do outro. De fato, Marx pega várias categorias de Hegel e faz uma reconstrução crítica e nova, outras no entanto ele repete como apostila. De qualquer modo, itens essenciais de sua filosofia dependem de Hegel.
1) A definição das categorias econômicas como expressões de formas-de-ser-aí (Daseinsformen), isto é, como determinações-de-existência de um sujeito (Introdução ao Método dos Grundrisse), é uma deflação ontológica do modelo hegeliano de categorias como formas-de-pensamento (Gedankenformen). Marx deixa viva a estrutura de sujeito predicado hegeliana, onde o sujeito existe apenas pelo seu predicado que constituem-se como (i) figuras pela qual ele tem ser-aí ou aparência e são (ii) desdobramentos ou expressões da essência deste sujeito.
2) A noção de que o homem até agora se encontra em sua pré-história (Introdução da Contribuição para a Crítica da Economia Política) tem um paralelo bem direto com a noção de pôr e pressupor, ou, mais especificamente, com a teoria hegeliana de predicação em relação as determinações. O comunismo como a sociedade onde o homem aparece como homem é nada mais que seguir a ideia de desdobramento e de não-estranhamento da determinação, algo que Marx deixa bem claro em A Ideologia Alemã quando fala do homem que pesca, faz crítica, etc.
3) O que dizer então da noção de alienação (Entfremdung)? vamos ser mais específicos: quem foi lá em Jena que na juventude escreveu sobre alienação do trabalho em sua primeira filosofia do espírito? Foi Hegel o primeiro a pôr no papel de forma clara a alienação do trabalho e o primeiro (senão o único) a ter uma teoria completa, coerente e extensa sobre alienação.
4) Existem vários trechos em O Capital e nos Grundrisse que são só apostila hegeliana. Marx reproduz até como um template passagens dialéticas de Hegel.
4.1) Marx já começa O Capital falando da mercadoria como uma coisa (Ding) que por meio de suas propriedades (Eigenschaften) satisfaz nossas necessidades (aludindo já a dialética entre coisa e propriedades).
4.2) A noção de valor de troca como inicialmente quantitativo e valor de uso como qualitativo (e cujo resultado a frente é uma medida).
4.3) A noção de valor de troca como forma-de-aparecimento () e a noção de valor como elemento comum (universal no singular).
4.4) O desenvolvimento da forma-valor é o desenvolvimento do finito até a boa infinitude, a circulação capitalista é o mal infinito, a mercadoria como valor e valor de uso é um universal concreto (e uma unidade negativa).
4.5) A mercadoria como unidade de valor e valor de uso ou coisa sensível-suprassensível.
4.6) Trabalho abstrato como substância, isto é, uma relação social como uma uma base ou algo absoluto. Isso vai direto ao conceito de substância em Hegel como relação absoluta
4.7) A noção do capital como sujeito, "sujeito automático", "sujeito de um processo", "sujeito que domina", é a noção hegeliana de sujeito ou conceito. E isso se comprova até pelo fato que Marx põe o capital como o sujeito que move a si mesmo, isto é, valor que se valoriza, uma apropriação da noção de autoprodução do conceito
4.8) A relação trabalho abstrato e capital é uma reconstrução riquíssima da relação substância-sujeito em Hegel.
4.9) A noção de dinheiro como equivalente universal e a inversão da determinação do que é mercadoria por ele (no cap. 3 do vol. 1) é uma reconstrução do dinheiro como um ser-para-si.
4.10) A circulação de mercadorias desde o capítulo do dinheiro é construída como um devir, isto é, de algo que passa para o outro e desaparece neste outro, como Marx chega a falar isso explicitamente.
4.11) A circulação capitalista vista como um mal infinito quantitativo
4.12) A relação de força de trabalho e trabalho como potência e ato é uma apropriação clara da dialética da força e exteriorização de Hegel. Além, é claro, de termos que remetem a efetivação e a instabilidade do efetivo em relação ao trabalho.
4.13) Marx diz diretamente que a relação entre lucro e mais-valia é a relação entre aparência e essência, tal como em Hegel. Essa relação é constituída por um gap entre os dois porque o lucro se dá na circulação e a mais-valia na produção.
4.14) Se seguirmos Rosdolsky, O Capital segue a estrutura hegeliana de Universal, Particular e Singular
4.15) Marx descreve a ilusão que o capitalista cai na circulação (de achar que ele, por participar dela, é o criador do lucro) como uma inversão da origem do lucro, como uma inversão da realidade. Esse modelo de inversão do real (também usado para descrever ideologia) é uma apropriação da noção hegeliana de mundo invertido.
4.16) O capital portador de juros como a realização do fetiche do sujeito automático é não só a noção hegeliana de realização de uma totalidade numa forma especifica, como é especificamente a noção de realização de gênero
5) Metodologicamente Marx tira muitas coisas de Hegel para além das óbvias
5.1) Começar sempre do mais abstrato e ir até o mais concreto. Marx começa sua exposição com a "forma celular" ou "forma elementar da economia capitalista. Em todo capítulo ele faz questão de sempre começar com a forma mais abstrata
5.2) Em alguns, adicional a isso, ele procede como Hegel equacionando a forma abstrata a forma universal e as outras a uma contração particular mais determinada. Por exemplo, no capítulo 5 onde ele começa com o processo de trabalho em geral, o processo de trabalho capitalista e a adição do processo de valorização
5.3) Inferência negativa das determinações. Marx se utiliza bastante da noção de negação em Hegel, mesmo que ás vezes de modo implícito. Por exemplo, nenhuma determinação em basicamente nenhum capítulo termina como começou. A mercadoria, por exemplo, começa como algo "simples e trivial", como objeto externo que satisfaz necessidades, e termina como uma coisa sensível-suprassensível.
5.4) Marx se utiliza em alguns momentos de forma explicita da negação da negação de Hegel, como, por exemplo, para explicar como o capitalismo produz sua própria negação no cap. 24 do vol. 1, ou para explicar como surge o capitalista acionista (no cap. do vol. 3)
5.5) Marx se utiliza do modelo de contradição hegeliana, tanto na ideia de oposição e de polos opostos (e.g., a mercadoria como unidade de valor de uso e valor) quanto na ideia de resolução dela (e.g., o exemplo do movimento elíptico para exemplificar o que a mercadoria faz)
5.6) Marx usa constantemente o movimento hegeliano de reflexão: identidade → diferença → oposição → contradição (eventualmente o fundamento também entra). Nos Grundrisse ele faz isso até como aplicação mecânica.
5.7) Várias categorias que obedecem a estrutura da doutrina do conceito. Por exemplo, a relação entre capital social total, as formas particulares de capital e o capital individual
6) Marx se utiliza de muitas construções hegelianas como afirmar que o dinheiro, na figura do dinheiro mundial, tem seu modo-de-ser-aí (Daseinweise) adequado ao seu conceito (Begriff), expressando a noção de Ideia de Hegel.
7) Marx usa um vocabulário muito próximo ao de Hegel. Por exemplo, ele usa ser (Sein) e existência (Existenz) de forma bem hegeliana, viz., onde ser indica uma presença imediata e existência algo que provém de um fundamento. Assim, são os termos materiellen Existenzbedingung (condições materiais de existência), Existenzform (forma-de-existência) e Existenzweise (modo de existência), etc.; materielles Dasein (ser-aí material), funktionelles Dasein (ser-aí funcional) e Daseinsweise (modo-de-ser-aí).
@BolshevikBeyond@Bigmonger Fair enough. But that doesn’t change much to the conversation. And we can’t really view contradiction as something that disappear. The overcoming of one creates a plethora of others. That’s the whole point of “progress” as a historical marker, and the reason it cannot stop.
C’est absolument lunaire comme on a laissé les néolibéraux, mettre en place en France un Etat policier durant 10 ans, où tous les événements relèvent non plus de la logistique événementielle, festive, sportive, mais de la coercition policière permanente. L’interdit systématique.