Queres gastar mais milhões de meticais para limpar ruas que não deviam estar sujas em primeiro lugar?
A limpeza urbana não é uma questão de dinheiro, mas de mentalidade. A Suíça,
Singapura, Japão e até algumas cidades africanas como Kigali, não são
limpas só porque possuem mais recursos, mas porque os seus cidadãos escolheram
respeitar o espaço público. Japoneses separam lixo sozinhos e quando não acham sítios para deitar, levam o lixo pra casa
Em Moçambique, temos um problema econômico grave, um sistema de gestão pública debilitado. Mesmo assim, escolhemos agravar ainda mais a
situação ao transformar as nossas próprias cidades em lixeiras. Isso só prova que nós não sabemos qual é o nosso papel para o bem da nossa própria casa.
Acho que se há proibição ao consumo/venda de bebida alcoólica nesses locais, e de alguma forma abrem espaço para eventos, devem ter um ponto de salvaguarda (eg, todo e qualquer promotor tem a responsabilidade de montar uma equipe de limpeza sempre que usarem o espaço).
Bem, se formos a fundo, perceberemos que, por lei, é proibido o consumo de álcool nesses locais ilustrados na imagem. Mas, já que nem o Estado nem o Município conseguem impor a lei, ao menos que criem meios de limpeza eficazes na zona nos momentos de alto consumo. Eu não sei como é que esses outros países que indicaste conseguiram esses resultados que estás a elogiar.
O custo da energia elétrica para o consumidor doméstico em Moçambique é mais baixo em comparação com a África do Sul. No entanto, ocorre o inverso no sector industrial: na África do Sul, o custo da energia para o mercado industrial é inferior ao praticado em Moçambique (e mesmo inferior comparado industrial vs doméstico nacional). Já o consumidor doméstico sul-africano paga mais do que os moçambicanos. A energia que a África do Sul compra de Cahora Bassa representa cerca de 2% do consumo total do mercado sul-africano. O gás proveniente de Pande/Temane (Sasol) equivale aproximadamente a 3,35% consumo mercado sul-africano.