Rony. Júnior Santos. Scarpa. Igor Gomes. Vargas. Dudu. Cassierra. Alan Minda. Reinier. Uma sucessão de contratações caras, algumas cercadas de expectativa, outras desde o início contestadas pela torcida. O resultado, até agora, é um elenco mais fraco e uma conta muito mais pesada.
Só esse grupo representa, aproximadamente, R$ 234 milhões em investimentos na compra de jogadores e uma folha salarial de cerca de R$ 9,5 milhões por mês, ou R$ 114 milhões por ano, sem contar luvas, direitos de imagem, bônus e encargos, segundo o divulgado em imprensa. Afora o custo do resto do plantel.
Enquanto isso, a dívida do Atlético ultrapassou R$ 2 bilhões. É um valor que corresponde a quase três vezes a receita anual do clube. Traduzindo: é como carregar um passivo de cerca de R$ 5,5 milhões por dia, R$ 230 mil por hora ou quase R$ 4 mil por minuto. Dependendo da base de cálculo, a dívida sobre para quase 3 bi.
O torcedor faz uma conta que vai além dos balanços:
Tinha shopping. Não tem mais.
Tinha CT. Não tem mais.
Tinha um time competitivo. Não tem mais.
Tinha uma identidade que parecia inegociável. Está cada vez mais desgastada.
Tinha uma dívida difícil, mas administrável. Hoje ela supera os R$ 2 bilhões.
E há outra questão que incomoda muita gente: o Atlético continua sem ter, na percepção de parte da torcida, uma casa verdadeiramente sua. A Arena MRV é um equipamento extraordinário, mas sua estrutura societária faz com que muitos atleticanos não a enxerguem como patrimônio integral do clube.
O Atlético sempre foi maior do que dirigentes, mecenas ou investidores. Sua força nasceu da arquibancada, da paixão popular e de uma identidade construída ao longo de mais de um século. O problema não é apenas a dívida, nem uma temporada ruim. O problema é quando o torcedor começa a olhar para trás e conclui que, em poucos anos, o clube perdeu patrimônio, competitividade e parte daquilo que fazia dele um dos gigantes mais respeitados do futebol brasileiro. É essa sensação que hoje alimenta a insatisfação de uma parcela crescente da torcida.
Não caiam na falácia de “o Galo está fazendo o que Palmeiras e Flamengo fizeram, apertar o cinto pra colher frutos depois.”
Isso não é verdade!
Palmeiras e Flamengo não venderam um Shopping. Não viraram SAF nem se desfizeram do clube. Lá ainda é Associação.
Esse papo não vai colar com o torcedor. A cobrança por time forte continuará e o CEO verá nos números que austeridade no futebol não pagará dívidas.
Sem outro aporte ou venda da SAF a conta nunca vai fechar. Estão enxugando gelo, empurrando juros com a barriga.
Eu aceitaria o discurso de time modesto se o Galo Business Day nunca tivesse acontecido. Agora é tarde.
A Argentina conseguiu um feito inédito nessa copa do mundo: deixou de ser odiada só pela américa latina e agora passou a ser odiada também pelo resto do mundo.
PARABÉNS!
Pessoal, eu sei que muitos estão preocupados com a próxima geração de jogadores.
Mas vocês já pararam para olhar o que está acontecendo nos bastidores da CBF?
- Em 2023, a CBF firmou uma parceria com o IDP, a faculdade de Gilmar Mendes.
- Pouco tempo depois, numa canetada, Gilmar Mendes manteve o então presidente Ednaldo Rodrigues no cargo.
- Quando Ednaldo finalmente caiu, veio o substituto: Samir Xaud, ex-aluno do IDP, de Gilmar Mendes.
- Francisco Mendes, filho de Gilmar e atual diretor do IDP, por sua vez, disse o seguinte no último Gilmarpalooza: "Quem convocou o Neymar fui eu."
- Durante a Copa, Francisco Mendes tem atuado nos bastidores das tratativas da liga de futebol nacional.
Sinceramente, mesmo que craques surjam do nada, o que podemos esperar do nosso futebol?