➡️ LULINHA | Empresa para qual Lulinha fez lobby ganhou R$ 86 milhões em contratos do governo federal
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Escritório da mulher de Moraes assinou parecer em que dava aval para o Master fazer a captação de recursos de fundos de previdência, o que depois se mostraria o eixo das principais fraudes do banco de Vorcaro
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Escritório da mulher de Moraes assinou parecer em que dava aval para o Master fazer a captação de recursos de fundos de previdência, o que depois se mostraria o eixo das principais fraudes do banco de Vorcaro
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MASTER | A Polícia Federal realiza busca e apreensão nesta quinta-feira, 9, na residência do publicitário Thiago Miranda, ex-sócio de Leo Dias e dono de uma agência que contratou influenciadores para realizar ataques ao Banco Central e ações contra jornalistas. A PF identificou que Miranda era o intermediário entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a ação dos influenciadores contra o BC após a liquidação do seu banco.
Em nota, a defesa de Thiago Miranda afirmou que refuta “de forma categória, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte” e que ele não praticou “qualquer ato criminoso”. Confira a reportagem no Estadão.
pra resumir: esse verme fdp tem um FILHO (que afirmou ter sido responsável pela convocação de Neymar) com cargo na CBF, é DONO do IDP (que tem “parcerias educacionais” com a CBF) e julga casos envolvendo a CBF. VAI TOMAR NO CUUUUU MERMÃO
Sobre futebol brasileiro, o furo é mais embaixo. E tem a ver com o maior problema do país, hoje.
Gilmar Mendes não é só ministro do Supremo. Ele é sócio-fundador do IDP, instituto que desde agosto de 2023 administra a CBF Academy, o braço de formação da entidade. O contrato garante ao IDP 84% da receita dos cursos, cerca de R$ 9,2 milhões em 2023. A CBF ficou com os 16%.
Agora observe a arquitetura.
Pelo menos seis nomes vinculados ou indicados pelo IDP ganharam postos na CBF, segundo a Piauí. Um vice-presidente, Gustavo Dias Henrique, também aparece nessa constelação de influência. O filho de Gilmar, Francisco Schertel Mendes, dirige o IDP e ainda ocupa cadeira no Comitê de Disciplina da FIFA.
E quem decide as causas da CBF que sobem ao Supremo?
Gilmar.
Em ações decisivas sobre a presidência da CBF que chegaram ao Supremo, Gilmar atuou como relator. A liminar de Gilmar Mendes reconduziu Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, mantendo no cargo o dirigente durante cuja gestão foi firmado e executado o contrato com o IDP. O pedido partiu do PCdoB, partido do secretário-geral da CBF. Um pedido anterior, feito pelo PSD, havia caído com André Mendonça, que negou. Trocou-se o partido, trocou-se o relator, mudou o resultado.
Ele nunca se declarou impedido.
Confrontado, negou conflito. E a defesa que escolheu diz tudo. Palavras dele: o IDP "estava organizando e cedendo seu bom prestígio à CBF, e não o contrário".
Releia a estrutura por trás da frase. Um ministro que julga a entidade. Cujo instituto fatura com a entidade. Cujo filho comanda esse instituto. Cujos indicados povoam a diretoria da entidade. E que ainda vem a público dizer que o favor era dele.
Em agosto de 2025, uma representação pedindo a investigação do ministro por esse caso chegou à Procuradoria-Geral da República. Foi arquivada. O número dois da PGR entendeu que não havia indícios mínimos para sequer abrir apuração. Quem deveria fiscalizar olhou para a arquitetura inteira e escolheu não ver problema nenhum.
A CBF acaba sendo um símbolo da mentalidade que destruiu não apenas o futebol brasileiro, mas o país em todas as dimensões.
Sobre futebol brasileiro, o furo é mais embaixo. E tem a ver com o maior problema do país, hoje.
Gilmar Mendes não é só ministro do Supremo. Ele é sócio-fundador do IDP, instituto que desde agosto de 2023 administra a CBF Academy, o braço de formação da entidade. O contrato garante ao IDP 84% da receita dos cursos, cerca de R$ 9,2 milhões em 2023. A CBF ficou com os 16%.
Agora observe a arquitetura.
Pelo menos seis nomes vinculados ou indicados pelo IDP ganharam postos na CBF, segundo a Piauí. Um vice-presidente, Gustavo Dias Henrique, também aparece nessa constelação de influência. O filho de Gilmar, Francisco Schertel Mendes, dirige o IDP e ainda ocupa cadeira no Comitê de Disciplina da FIFA.
E quem decide as causas da CBF que sobem ao Supremo?
Gilmar.
Em ações decisivas sobre a presidência da CBF que chegaram ao Supremo, Gilmar atuou como relator. A liminar de Gilmar Mendes reconduziu Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, mantendo no cargo o dirigente durante cuja gestão foi firmado e executado o contrato com o IDP. O pedido partiu do PCdoB, partido do secretário-geral da CBF. Um pedido anterior, feito pelo PSD, havia caído com André Mendonça, que negou. Trocou-se o partido, trocou-se o relator, mudou o resultado.
Ele nunca se declarou impedido.
Confrontado, negou conflito. E a defesa que escolheu diz tudo. Palavras dele: o IDP "estava organizando e cedendo seu bom prestígio à CBF, e não o contrário".
Releia a estrutura por trás da frase. Um ministro que julga a entidade. Cujo instituto fatura com a entidade. Cujo filho comanda esse instituto. Cujos indicados povoam a diretoria da entidade. E que ainda vem a público dizer que o favor era dele.
Em agosto de 2025, uma representação pedindo a investigação do ministro por esse caso chegou à Procuradoria-Geral da República. Foi arquivada. O número dois da PGR entendeu que não havia indícios mínimos para sequer abrir apuração. Quem deveria fiscalizar olhou para a arquitetura inteira e escolheu não ver problema nenhum.
A CBF acaba sendo um símbolo da mentalidade que destruiu não apenas o futebol brasileiro, mas o país em todas as dimensões.
O filho do ministro do STF Gilmar Mendes é o advogado Francisco Schertel Ferreira Mendes. Ele atua como vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol, é diretor-geral do IDP, compõe a Comissão Disciplinar da FIFA.
Marcelo Conde, empresário que mora na Espanha, foi alvo de busca e apreensão e mandado de prisão no inquérito das fake news conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.
A acusação é de ter pago R$ 4,5 mil para obter as declarações de Imposto de Renda da esposa do próprio ministro.
Noventa dias depois, sua defesa protocolou reclamação no STF informando que ainda não teve acesso aos autos. Mesmo regular na Espanha e à disposição das autoridades locais, os advogados seguem impedidos de ver as provas que supostamente justificam a investigação contra ele.
Não é apenas falta de transparência. É a consolidação de um modelo em que o investigado pode ser punido com medidas graves sem jamais ter acesso ao que está sendo usado contra elee!
Quando o ministro investiga vazamentos que envolvem sua própria família e, ao mesmo tempo, impede a defesa de acessar o processo, o que está em jogo não é mais justiça, meus amigos. É poder sem controle!
É estarrecedor, mas também revelador, como Alexandre de Moraes pode permanecer no STF e continuar julgando e prendendo pessoas depois que todos vimos as provas de que Vorcaro/BM pagou à empresa de sua família pelo menos R$ 80 milhões. Tudo isso sob um contrato obsceno de R$ 129 milhões que sua esposa negociou e enviou diretamente a Vorcaro, e o casal então comprou dezenas de milhões em novos imóveis.
O tratamento extremamente favorável do STF em relação ao BM começou quando Dias Toffoli — cuja família também recebeu enormes quantias de dinheiro de pessoas ligadas ao banco — viajou em um jato particular para uma partida de futebol no Peru com o advogado petista @augustodeAB, que representava diretores da instituição. Poucos dias depois, Toffoli ordenou que todo o processo do Banco Master fosse mantido em sigilo absoluto.
Você não encontrará um advogado respeitável que diga que R$ 129 milhões é uma quantia razoável ou compreensível para qualquer profissional, mesmo o mais renomado, quanto mais para uma advogada comum como Viviane de Moraes. Além de seu papel como esposa do ministro, ninguém consegue explicar o que poderia justificar essa riqueza geracional transferida ao casal por esse banqueiro bilionário, corrupto e ladrão.
E esqueceu-se, embora não devesse, que a Globo noticiou que Vorcaro conversou com Alexandre de Moraes no dia de sua prisão sobre uma operação, e que Xandão também se encontrou com ele nas festas.
Não há escândalo judicial pior em nenhum lugar do mundo, pelo menos na última década. Mesmo assim, ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o país e a vida das pessoas, como se nada disso tivesse acontecido.
JUSTIÇA | A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, enviou diretamente pelo WhatsApp ao banqueiro Daniel Vorcaro a minuta de um contrato de R$ 129 milhões em honorários para prestação de serviços jurídicos ao Banco Master.
Os diálogos mostram que o envio ocorreu em janeiro de 2024. O contrato previa a defesa dos interesses do banco perante o Banco Central, a Receita Federal e o Congresso Nacional. O escritório informou que não comenta tratativas envolvendo clientes.
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