Tal como o casal avistado hoje, tantos outros grupos improvisam atividades que não foram previstas no projeto do parque. Os espaços públicos são pobres, não preveem a contemplação. São feitos com "kits" prontos de mobiliários.
Anedota do dia: um casal de namorados resolveu fazer um piquenique no parque e tomar um café da manhã ao ar livre. Ótima ideia para o dia dos namorados, se não fosse pelo fato do maior parque da cidade não possuir sombra. Resultado: o café da manhã foi sob a sombra de uma placa.
Vale lembrar que o mesmo parque exibe placas de "não pise na grama". Ainda, a área de "piquenique" conta com uma bela vista para o amplo estacionamento em blocos de concreto. A única área sombreada no parque é formada por palmeiras de babaçu (existentes) e é concretada.
Precisamos avançar nas soluções de mobilidade. O transporte público não pode ser "penitência" para os que não conseguem adquirir um carro.
Além do óbvio investimento em transporte público, um passo importante é a regulação dos estacionamentos gratuitos.
"A view of parking from the driver’s seat has underpinned the century-old “me, here and now” parking narrative".
Diferentes contextos, as mesmas narrativas.
A frase é de David Mepham (Rethinking Parking: Planning and Urban Design Perspectives)
Havia um tempo de cadeiras na calçada. Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a claraboia da lua. E o cachorro da casa era um personagem. E tbm o relógio da parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.
Mário Quintana
A visão tecnicista atrapalha muito o processo de participação no planejamento urbano. Muitos profissionais entendem de forma equivocada que seria necessário “entregar um Qgis” para cada cidadão.
O único ser nesta casa que está aproveitando esse feriado no sofá é a minha cachorra. Ela nem é autorizada a subir no sofá, mas alguém tem que aproveitar...
O gerenciamento do uso do solo urbano é fundamental para a "distribuição do ônus e bônus da urbanização" e isso inclui o espaço das ruas. A mudança cultural para compreensão que a rua não pertence ao automóvel é lenta, mas necessária.