Mas ele não tava saudável, bem-disposto, inteiro, preparado, voando, tinindo, disponível, apto, em forma, pronto e a postos para jogar 90 minutos na Copa do Mundo que terminou anteontem para moer França, Espanha e Argentina e trazer o hexa para esse Brasilzão de meu Deus?
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A Espanha, país que pratica racismo com Vini Jr de maneira sequencial, vai receber o apoio dos brasileiros porque a Argentina é racista.
Que viva el fútbol!
“Vou falar uma frase polêmica, que pode ser tirada de contexto e aí vai ficar ruim para mim, mas é assim: quem nasceu para Messi jamais será Maradona. O que o Maradona fez naquele jogo (contra a Inglaterra, em 1986) tinha um contexto histórico de uma guerra colonial.”
“O gol de mão do Maradona, nesse sentido, foi justíssimo. Foi um gol roubado? Foi. Mas e as terras que os ingleses roubaram dos argentinos?”
“Fora de campo, Messi é um cidadão bem pequeno, bem minúsculo. Um cidadão que não se manifesta contra o racismo, que vai lá beijar as botas do Trump... O Messi é um gênio em campo, mas um homem minúsculo fora dele.”
🎙️ Milly Lacombe, no @UOL.
📸 AFA/Seleção Argentina | Canal UOL
O Santa Cruz joga o futebol mais organizado que eu vi nos últimos anos do nosso clube.
O trabalho de Cristian de Souza é irrefutável.
Hoje, ele achou nosso time titular.
É impressionante como ele conseguiu potencializar todas as peças do time.
Pedro Favela desempenha hoje, o melhor futebol dos 1o volantes da Série C. Everaldo e Ronald voltaram a ser os jogadores que ha muito não eram.
Cristian ACHOU uma posição pra Renato, resgatando a utilidade desse cara. E também fez a exata mesma coisa com Vitinho.
Tornou Eurico, o melhor zagueiro da Série C. Recuperou o futebol de Matheus Vinicius.
Estou assistindo o Santa Cruz jogar futebol total. Seguro defensivamente, mas incrivelmente letal. Estou maravilhado.
@rosanofreire Eu sempre acho que nessa época, o profissional estava mais perto da várzea. Dava até um tom de proximidade com seres humanos que por algum acaso jogavam futebol. Hoje a gente conta até quantos passes o cara errou num jogo, os caras entraram num rolê de produtividade neoliberal.
Como é bom vencer
Nunca nem tinha visto esses lances da seleção de 70
Ela parecia imaculada, não errava nada
A vitória apaga qualquer erro e qualquer bizarrice https://t.co/XFUUWX62r3
Os caras da Cazé TV dizendo que a entrada do Neymar desmontou a seleção taticamente e acabou de vez com qualquer mínima intensidade que tivesse
ORA ORA SE NÃO FOI O CANAL QUE MAIS FEZ LOBBY PELO EX JOGADOR EM ATIVIDADE.
PORRA, vai tomar no cu. Assumam a bronca.
@rosanofreire Todo dia eu torço para ele queimar minha língua. Mas, meu amigo, o cara não consegue nem correr. Está parecendo Galhardo jogando no Santa Cruz ano passado.
@rosanofreire@EleicaoBr2026 Velho, eu nunca vi tanto malabarismo retórico para defender o maior caso de jogador peso morto, em um elenco de copa, da história.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.