O governo brasileiro abandonou sua própria filha. Entregou Juliana aos cuidados de um governo padrasto, indiferente, negligente e cruel.
Ela não morreu na queda. Morreu na espera que nunca virou socorro.
Morreu no silêncio de quem tinha o dever de agir e não agiu.
O Brasil, que deveria ser seu lar, sua proteção, sua pátria, virou as costas.
Preferiu discursos, notas diplomáticas e protocolos vazios, enquanto uma brasileira agonizava sozinha, ferida, pedindo ajuda.
E é impossível não lembrar…
Quando um cavalo ficou ilhado na tragédia do Rio Grande do Sul, a primeira-dama correu. Foi até lá. Mobilizou recursos. Virou manchete, virou foto, virou comoção nacional. E estava certa: nenhuma vida merece ser esquecida.
Mas quando se tratava de uma brasileira, sozinha, perdida, ferida e pedindo ajuda…
Não houve viagem. Não houve mobilização. Não houve presença. Não houve sequer a dignidade de um esforço real. Deixaram-na aos cuidados de um padrasto estatal frio, distante, negligente.
Ela merecia mais. Merecia um país que estendesse a mão, que fizesse de tudo, que movesse céus, terras e mares.
Merecia ser tratada como filha.
Que o nome de Juliana ecoe.
E que jamais se esqueça: não foi acidente. Foi escolha. Foi descaso. Foi OMISSÃO.