Hoje, em solenidade no Supremo Tribunal Federal, por ocasião da abertura do Ano Judiciário, reforcei o papel do nosso governo na defesa das instituições democráticas. No enfrentamento ao crime organizado. E na construção de um país mais justo e próspero para os brasileiros.
Então quer dizer que não era o filho do Lula envolvido com o famoso “Careca do INSS”.
Era o filho do Bolsonaro.
Que surpresa. (Só que não.)
Enquanto a extrema direita passou meses berrando teorias conspiratórias sobre o governo, a realidade resolveu fazer o serviço básico: Flávio Bolsonaro aparece no centro de uma teia que liga seu escritório de advocacia ao núcleo financeiro do maior esquema de fraudes contra aposentados do país.
Flávio é sócio de Letícia Caetano dos Reis, administradora formal da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. Até aí, tudo “normal”. O detalhe incômodo é que Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do grupo ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, o famoso Careca do INSS.
Sim, aquele mesmo que está no centro da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS.
Coincidência? Claro. Sempre.
A retomada dos trabalhos da CPMI do INSS, marcada para quinta-feira (5), no Senado, já provoca tensão no entorno de Flávio Bolsonaro, justamente no momento em que ele tenta se vender como o “nome da direita”, ungido pelo pai, preso, como candidato do clã à Presidência.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, um requerimento será apresentado pedindo a convocação de Letícia Caetano dos Reis para depor. Motivo? O elo direto com o Careca do INSS e com seu irmão, Alexandre, citado pela PF como responsável por ocultação patrimonial e internacionalização de recursos do esquema, inclusive por meio de uma empresa em paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas. Tudo muito patriótico.
O escritório de Flávio, aliás, foi aberto em abril de 2021 e registrado no mesmo endereço da mansão comprada por ele no Lago Sul, em Brasília, por quase R$ 6 milhões, financiada pelo BRB, banco estatal do DF. O mesmo BRB hoje investigado por tentar comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro, banco que protagoniza outro capítulo escandaloso dessa novela.
E falando em Banco Master: o INSS identificou irregularidades em mais de 250 mil contratos de empréstimo consignado, muitos sem assinatura válida ou consentimento dos beneficiários. Resultado? R$ 2 bilhões bloqueados.
Vorcaro já teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados pela CPMI e deve depor no mesmo dia em que pode ser votada a convocação da administradora do escritório de Flávio Bolsonaro.
Mas fiquem tranquilos.
A direita segue gritando “corrupção” apontando para o outro lado, enquanto tropeça nos próprios escândalos.
No fim das contas, o enredo é conhecido:
acusações para distrair, silêncio para proteger, e aposentados pagando a conta.
Lançaremos na próxima quarta-feira o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio entre os Três Poderes do Estado Brasileiro. Mais que um Pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário, esse precisa ser um pacto que envolva toda a sociedade brasileira. Que envolva, sobretudo, os homens deste país. Que precisam entender que não são donos de ninguém.
A mulher pertence apenas a ela mesma, e a mais ninguém.
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Rapaz! Padre Ferdinando lavou a alma dos verdadeiros cristãos: “Não adianta fazer marcha para Brasília alguém que nunca teve projeto para o bem do povo e dizer que defende a vida. Mentira, quer o poder. Acho que você entende o que eu estou dizendo”.
Eu tenho dito que as pessoas que cometeram um crime contra a democracia brasileira terão que pagar pelos atos cometidos contra esse país.
Com todo respeito que eu tenho ao Congresso Nacional, na hora que o PL da Dosimetria chegar na minha mesa, eu vetarei.
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