CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL
Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.
A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.
Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.
Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.
Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.
Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.
E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.
A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.
E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico - e símbolos importam mais do que muitos imaginam.
Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé.
Pelo fim das prisões injustas,
Pelo fim da impunidade,
Pelo fim da perseguição política,
Pelo fim do ativismo judicial,
Por liberdade,
Nikolas Ferreira
Quando eu era pequeno e ia jogar futebol com os adultos, eu era café com leite, era um jogador a mais. Quando eu pegava a bola era como se o jogo desse uma pausa esperando eu passá-la para então recomeçar de verdade. Eu era mais ou menos como é o congresso nacional hoje.
💎NÃO FOI SÓ RELES PIADA. ENTENDAM. FOI O SINTOMA DE GRANDE E SÉRIO PROBLEMA NA DIREITA
Hoje, em nosso país, existem milhares de presos políticos, famílias separadas, pessoas caladas, censuradas, com dinheiro e propriedade confiscados, liberdade cerceada, vidas dilaceradas e até mortes em decorrências da falta de assistência médica em prisões absolutamente inconstitucionais. O clima reinante é de MEDO, INSEGURANÇA e PERSEGUIÇÃO daqueles que ousam discordar de quem ocupa o poder.
Eis que então o líder máximo da direita resolve, em seu interrogatório, pasmem, fazer “piada” de convidar o autor das decisões inconstitucionais para ser vice-presidente na sua suposta chapa presidencial, o que foi prontamente declinado.
Como é possível que o líder máximo da direita tenha a falta de noção de fazer tal piada perante os membros das famílias das pessoas com vidas destruídas pelo episódio de 8 de janeiro? Afinal de contas, enquanto ele ainda se encontra solto, há milhares INJUSTAMENTE presos, e para essas pessoas que são eleitores da direita, não há a MENOR GRAÇA em escutar o convite para o seu algoz ocupar a chapa presidencial da direita, nem que seja de brincadeira.
Pela amostra estatística de manifestações e curtidas nas minhas redes sociais (X e Instagram), há milhares de eleitores da direita que compartilham a opinião de que essa piada foi absolutamente humilhante e ultrajante, indigna de qualquer pessoa que esteja lutando para corrigir as injustiças que foram realizadas aos presos políticos.
Mas, o que fazem os influenciadores da direita? Começam imediatamente a circular a versão de que o ato de humilhação pública, como originalmente percebido por milhares ou milhões de eleitores, foi ato de braveza e que, na realidade, significou afronta ao seu algoz, significando que Bolsonaro sairia presidente independentemente da vontade do julgador. Aliás, todos sabem que, na prática, é mentira, e que NÃO sairá candidato sem a anuência do STF e do próprio julgador.
Ora, o episódio claramente remete a outro trágico desfecho na História recente da direita, quando este mesmo líder, com seu carisma incontestável, reuniu milhões de pessoas na Av. Paulista que clamavam por impeachment de membro do STF, e em menos de 24 horas resolveu, espantosamente, RECUAR, humilhando-se publicamente diante de seu algoz, por escrito, em uma cartinha de desculpas e frustrando milhões de eleitores. Recuo este totalmente equivocado e que, hoje, custa a liberdade e a vida de milhares de pessoas da direita. Recuo que, novamente, na época, foi vendido pelos influenciadores como ato de braveza, de modo absolutamente errôneo e não fiel à realidade.
Obviamente que NEM a versão da piada como afronta COLA, porque, juridicamente, todos sabem que réu em condição de absoluta desvantagem NÃO PODE E NÃO DEVE afrontar o seu julgador. E mais, quando pôde e deveria ter afrontado o Ministro no plano político, segundo pedido constitucional de impedimento, o líder não teve a mesma braveza e recuou acintosamente.
Enquanto a direita não estiver disposta a fazer AUTOCRÍTICA verdadeira das suas bravezas de Pirro e dos seus recuos humilhantes, não chegaremos a nenhum lugar como NAÇÃO. A direita hoje está presa em culto idolátrico que impede qualquer possibilidade de que as lideranças da direita se corrijam e lutem contra a esquerda com REAL POSSIBILIDADE de estabelecer os rumos do país.
No dia 04 de janeiro de 2024, quando eu já era residente legal nos EUA, Alexandre de Moraes proferiu uma decisão em um inquérito instaurado por ele mesmo, na qual determinou o CANCELAMENTO de todos os meus passaportes e a proibição de emissão de novos.
Ele fez isso sabendo perfeitamente que eu já estava nos EUA, uma vez que registrou na decisão que tomou ciência de que eu havia deixado o país. Tal decisão configura a pena de banimento, proibida pelo art. 5°, XLVII, d, da Constituição.
Na mesma decisão, mandou bloquear todas as minhas contas bancárias, veículos, bens imóveis e perfis de redes sociais no Facebook, Instagram, YouTube e Telegram.
O motivo foi minha amizade com Allan dos Santos, seu inimigo, o que, segundo ele, precisava ser investigado, além de minhas postagens críticas à Suprema Corte - o que considerou como sendo um “ato antidemocrático”.
Nunca houve qualquer ação penal, e as severas medidas restritivas permanecem em vigor até hoje.