@lperote@jcaetanoleite É justamente a existência dessa população não-judaica que torna o caso israelense excepcional e problemático.
Não estou dizendo que os casos são equivalentes. Estou explicando justamente o que produz a excepcionalidade do caso israelense.
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@lperote@jcaetanoleite Então surgiu um problema: como manter a definição de nação do projeto sionista e, ao mesmo tempo, acomodar a população que já vivia ali?
Se não houvesse ninguém ali, leis que privilegiam nacionais e restringem estrangeiros seriam apenas mais um caso entre muitos no mundo.
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@lperote@jcaetanoleite Imagine um cidadão sul-coreano que não seja etnicamente coreano. Ele procura uma vaga de gerente, mas é preterido por coreanos étnicos. E não há uma lei que impeça isso. Na prática, a Coreia do Sul é profundamente baseada no minjok: Coreia "para os coreanos.
@lperote@jcaetanoleite Vc está falando de uma realidade que não conhece. Os coreanos trm uma mentalidade pureza étnica. O não coreano é sistematicamente discriminado e não existe lei que proíba isso.
@lperote@jcaetanoleite Pelo contrário, vc só usufrui da maioria dos direitos na coréia se for coreano. E está tudo bem.
O que faz Israel singular é que o povo já estava formado antes da definição territorial. E já habitava no território que o estado judeu se formou, um outro povo.
@lperote@jcaetanoleite Agora, só uma coisa: na realidade, nós, da comunidade internacional, somos uns palhaços por não colocar tropas nos territórios palestinos e garantir a paz na região. A gente deixa Israel tomar conta do assunto e fica torcendo para dar certo. É uma irresponsabilidade monumental.
@lperote@jcaetanoleite O texto diz que quem tem direito a lei do retorno são os judeus. Isso deixa bem claro que o estado Israelense era judeu dentro do período que comentou.
@lperote@jcaetanoleite A distinção para mim é bem clara. O estado judeu, por si só, tem desafios para conciliar cidadãos árabes e judeus. O que Israel está fazendo vai muito além do que implica a existência de um Estado judeu na região.
@lperote@jcaetanoleite Na realidade não, porque todas essas minorias constituem o povo do país e somente seus descendentes gozam desse direito. Em Israel, o estado foi formado depois do povo. Se não houvesse ninguém no território que o estado foi formado, seria só mais uma Coréia.
@lperote@jcaetanoleite Assim como existe apartheid hoje nos territórios ocupados. A questão é justamente como Israel tem tratado os territórios palestinos.
@lperote@jcaetanoleite Por que não haveria? Existem estados nacionais com cidadania baseada em jus sanguinis sem segregação. A situação excepcional de Israel é que o território é compartilhado por uma minoria de outro povo.
@lperote@jcaetanoleite Porque a distinção importa. A discriminação que citou é real, mas é muito diferente do regime nos territórios palestinos. Igualar as duas situações faz um desfavor aos palestinos: cria uma falsa equivalência e minimiza a gravidade da segregação nos territórios ocupados.
@lperote@jcaetanoleite Não podem. Tanto é que não existe nenhum caso na ICJ com alegação de tratamento similar ao "Apartheid" sofrido por árabes israelenses. Até entendo que qualquer segregação não seja ideal, mas para constituir crime frente a ICJ é outro nível.