A base da existência eh, ou pelo menos deveria ser, o autoconhecimento. E para tal eh necessário que o indivíduo busque ser sincero consigo mesmo para que assim seja capaz de enxergar o seu verdadeiro Eu ofuscado por dogmas e paradigmas absorvidos pela retórica do mundo externo, digeridos pela mente e mixados com seus instintos e analises subjetivas. No fim de tudo o que se busca eh uma satisfação pessoal, uma suposta felicidade, e em certos casos a participação na construção de um mundo melhor idealizado pelo subjetivismo de suas ideias. Todo movimento eh valido se com ele de alguma forma a pessoa crescer internamente, aprender e quem sabe se aquilo lhe trouxer gotas de felicidade. Não existe uma verdade absoluta, mas uma pseudo verdade de cada um construída pela junção do que citei acima entre outros fatores complicadores. A luta por supostos ideais faz parte da nossa existência, mas quando esta se torna nociva a si mesmo deve ser repensada. O que eh a vida? Por que estamos aqui? São perguntas que o homem nao eh capaz de responder. Mas se estamos aqui, deve haver uma razão de ser, e nao faz sentido desperdiça-la. Trabalhar a mente, evoluir, aprender, amar, fugir da estagnacao eh o que nos mantem vivos, procrastinando a nossa reciclagem. Assim como Descartes escreveu, "penso, logo existo".